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The Old Country impressiona com cenário e história, mas se perde ao arriscar no simples

BRCOM by BRCOM
agosto 26, 2025
in News
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Mafia: The Old Country — Foto: Divulgação 2k

Muitas vezes, o simples pode ser inovador e necessário para trazer frescor para uma franquia já muito bem estabelecida. No caso de ‘Mafia’, um misto entre aventuras complexas e abertas com narrativas fechadas e trabalhadas, a saga é conhecida por seu foco no roteiro e por ter uma jogabilidade mais tranquila e fácil, justamente para dar destaque para história. Mas até que ponto podemos simplificar algo que já é bem simples, apenas em prol da narrativa, independente da qualidade? ‘Mafia: The Old Country’ parece não saber essa resposta.

Assim como em suas raízes, em The Old Country seguimos Enzo Favara, que é recebido pela família Torrisi e passa a integrar os esquemas criminosos do grupo. A ideia do título da 2k é, além de voltar em um cenário que mistura velho-oeste com uma antiga Itália, mostrar o surgimento das máfias tradicionais.

Mafia: The Old Country — Foto: Divulgação 2k

A saga de Enzo Favara se inicia enquanto um minerador explorado por um grupo de mafiosos que, após um incidente, se rebela, agride os tiranos e se vê fugindo por sua vida, até ser salvo por Don Torrisi, chefe de umas das famílias mais influentes daquele cenário. As influências e ações das famílias poderosas já começam bem estabelecidas e parece não contrastar com a ideia de mostrar esses surgimentos dos esquemas criminosos, porém, a saga de Enzo nos remete muito ao primeiro ‘Mafia’ (de um jeito bom).

A aventura linear e fechada destaca as atuações e a história que carrega ‘The Old Country’. A ambientação é muito bem-feita e os cenários, por mais que seja um jogo ‘fechado’, entregam um certo grau de profundidade. Aliás, se torna tão legal explorar os espaços disponíveis que é um pouco frustrante não ter muito mais além de itens de uso (munições e vida) e itens de melhoria do personagem. A 2k traz, novamente, o modo livre separado da história e aqui, em um título que tem capacidade de ser grande, a decisão não parece boa.

No mais, um fator que não deixou de incomodar foi com a similaridade gráfica a alguns jogos lançados atualmente, como ‘Indiana Jones e o Grande Círculo’, seja pela semelhança do uso da Unreal 5 ou a escolha de textura. E a paridade é bem óbvia no início de The Old Country, que traz uma visão de um terreno árido, de escavação. Não pude deixar de lembrar de Dr. Jones explorando escavações criminosas aos pés das esfinges egípcias.

Mafia: The Old Country — Foto: Divulgação 2k
Mafia: The Old Country — Foto: Divulgação 2k

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  • Um combate simplificado (até demais)
      • The Old Country impressiona com cenário e história, mas se perde ao arriscar no simples

Um combate simplificado (até demais)

Esse ponto é o que parece ser a ruína dos mafiosos, por assim dizer. O combate mano a mano não é fluído e orgânico. Sempre tem algum diálogo ou movimento de cena que faz a ‘transição’ entre o momento calmo e a hora da confusão. E, basicamente, as lutas consistem em movimentos travados, esquivas e uma espécie cinematografica de aparadas golpes de faca, que chegam a soar quase como uma luta roteirizada. Como os gráficos e certos cenários já trazem a estética Indiana Jones, fica difícil não lembrar as lutas fluídas e diversificadas de ‘O Grande Círculo’. Um outro ponto em que as lutas ficam menos interessantes é a própria falta de finalizações ou movimentos especiais. As aparadas entregam certo dinamismo, mas no terceiro ou quarto embate já fica clara a repetição.

O fator velho oeste brilha nos tiroteios que, assim como ‘Star Wars Outlaws’, não te permite começar com armas diferentes, mas te dá a opção de surrupiar o armamento dos inimigos. O arsenal bate com o da época, com revólveres, rifles e escopetas que, junto com as granadas, trazem uma pequena pluralidade para os momentos. Porém, as trocas de tiro em ‘Mafia: The Old Country’ não conseguem fugir da repetição das lutas de faca. Os NPC’s têm padrões limitados e as emboscadas mais soam como ondas de dois ou três inimigos do que um ataque planejado.

Os destaques das sequências de ação com certeza ficam com as mecânicas de direção e de montar a cavalo. A forma com que o movimento flui pelo caminho e pelo cenário traz a sensação de velocidade, ao mesmo tempo que trazem um ritmo de movimento e ação. E sim, trocar tiro enquanto anda de cavalo é altamente satisfatório. E, assim como um relógio quebrado, é impossível não bater na tecla de que o jogo te faz querer mais dessa liberdade rápida e fluída das perseguições. Um dos grandes pontos altos do título é totalmente limitado pela aventura dividida em fases e capítulos fechados.

‘Mafia: The Old County’ também apresenta um modo de upgrade baseado em um terços, medalhas e estatuetas. É possível reunir assessórios religiosos para montar um terço de madeira com os atributos de sua preferência, como modificadores físicos, de armas e de saúde. E é aí que, novamente, voltamos para a tecla de ser mais um incentivo para focar na exploração, mas que encontra a parede da falta de um modo totalmente livre. É possível, sim, encontrar certos itens no modo de exploração livre, mas a experiência criada pela narrativa se quebra, sim, nessa mudança.

E não para por aí, na verdade. Também há opções de roupas e veículos diferentes para a aventura de Enzo, mas a vontade de explorar e conquistar mais encontra essa mesma limitação.

Mafia: The Old Country — Foto: Divulgação 2k
Mafia: The Old Country — Foto: Divulgação 2k

O novo capítulo da saga de mafiosos italianos e tradicionais com certeza desperta o interesse dos fãs da franquia, seja por seus cenários ou pelas promessas, mas a vontade encontra a dificuldade em um título que tem tudo para ser grande, mas parece escolher não ser. O problema não é apenas o combate raso, mas a falta de opção de poder aproveitar um bom ritmo de narrativa para mergulhar na exploração.

Entre um roteiro cativante, ótimas atuações e um protagonista relacionável, ‘Mafia: The Old Country’ se apoia demais no simples e peca em elementos que com certeza fariam com que o jogo fosse um dos melhores da franquia.

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