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Thiago Lacerda lembra química com Ana Paula Arósio em 'Terra nostra': 'Que casal, que carisma'

Por · setembro 22, 2026
Thiago Lacerda lembra química com Ana Paula Arósio em 'Terra nostra': 'Que casal, que carisma'


O ator Thiago Lacerda revelou que teve “muito gatilho” ao assistir à reprise da novela “Terra nostra” no ano passado. Em entrevista à jornalista Maria Fortuna, no videocast do GLOBO “Conversa vai, conversa vem”, no ar no Youtube e no Spotify, o ator de 48 anos lembrou detalhes do set e falou sobre a química em cena com a atriz Ana Paula Arósio, que formava com ele o par romântico Matteo e Giuliana. Leia trecho:
Você começou em “Malhação”; depois, “Hilda Furacão”; e em seguida, “Terra nostra”, aquele sucesso louco por conta da sua química com Ana Paula Arósio.
Que casal né? Nossa. Que carisma. Um colorido. Uma verdade naquilo muito impressionante. Lembro de não ter essa consciência naquela altura. Lembro que a gente estava ali para surfar aquela onda e surfamos, lindamente, juntos. Nossa conexão, o carinho estabelecido, o respeito, o companheirismo. Morro de saudade da Ana Paula em cena. Tenho muito carinho por tudo aquilo. Admiro profundamente o nosso encontro e a atriz que ela é. Mas em “Terra Nostra” eu tranquei a faculdade (de Economia) porque as coisas ficaram impossíveis. Precisei me dedicar integralmente àquilo, me enfiei de cabeça como um bom capricorniano.
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Chegou a assistir à reprise da novela no ano passado? Deu gatilho?
Vi os dois, três primeiros capítulos. Deu muito gatilho. Não tenho esse hábito de voltar às coisas, mas, de vez em quando, elas chegam até mim e eu vejo. E tento me manter cuidadoso comigo, não me criticar tanto. Porque é uma armadilha. A gente começa a prestar atenção em coisas que não deve. O que interessa é o que está lá, e é preciso estar atento para se apegar ao que importa. Ter um carinho com você mesmo, uma aceitação. Mas lembrei do cheiro do set de filmagem, da roupa, de expressões da figuração naquele navio. As pessoas ali amontoadas horas e horas. Reféns daquela gravação no Canal da Mancha, numa circunstância completamente inusitada. Mas foi uma sensação de lindeza ver, de orgulho e não de angústia ou conflito.
Você reencontrou Ana Paula recentemente, virtualmente, na divulgação da programação da TV Globo, num vídeo que fizeram juntos, como foi?
Sim. Não nos encontramos pessoalmente, só virtualmente. Foi lindo. estar com ela de alguma forma. Tenho muito carinho por tudo aquilo. Admiro profundamente o nosso encontro e a atriz que ela é. Mas “Terra nostra” foi esse lugar. Que casal! Que carisma! Um colorido… Uma verdade naquilo muito impressionante.
Ali, aos 21 anos, experimentou a maior popularidade de sua carreira…Pode contar uma ocasião que dê a dimensão do que viu naquela época?
Foi único, não vivi nada parecido nem antes nem depois. E, talvez, não experimente outra vez. Lembro de, no terceiro mês de novela, réveillon de 1999 para 2000, eu estava na capa de sete das oito revistas que haviam nas bancas de jornal. Lembro de passar com a minha irmã e parar na frente.
Numa dessas campanhas publicitárias, fui fazer uma presença numa loja em São Paulo. Em Congonhas, a equipe me esperava com um helicóptero. Imagina, eu, garotão, adorei: “Opa, vou dar um rolé de helicóptero”. Quando posamos em Campinas, confessaram que a gente não poderia ir à loja porque tinham 20 mil pessoas na frente. Avisaram que subiria num carro dos Bombeiros. Falei: “Me desculpem, mas o meu temperamento não permite que eu suba num carro de bombeiros para ficar acenando para as pessoas, não faz sentido”. Aí, entrei numa van com insulfilm, plantaram a notícia de que eu não ia mais para dispersar as pessoas, pararam numa praça com um coreto, saí pela janela da van até o coreto, e elas caminharam para a praça. Dava para fazer um filme. Foi assustador, engraçado, inusitado e curioso.

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