Um dia após o anúncio do programa Tolerância Zero para reforçar a fiscalização na orla entre o Leme e o Leblon, a Prefeitura do Rio resondeu aos questionamentos da Associação de moradores Sociedade Amigos de Copacabana sobre a identificação de ambulantes. A explicação, no entanto, foi contestada pela entidade, que afirma que os equipamentos deixaram de ser utilizados e cobra a retomada dos coletes distribuídos pela própria administração municipal.
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Em nota, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) informou que os ambulantes autorizados que trabalham na faixa de areia possuem crachá de identificação. A pasta acrescentou que os ambulantes de pontos fixos, como os barraqueiros, contam com barracas padronizadas e cartão de autorização de funcionamento.
A resposta foi dada após a associação divulgar uma nota questionando o fato de o decreto que instituiu o programa Tolerância Zero não mencionar a identificação visual dos vendedores autorizados. A entidade lembrou que, em março de 2023, a própria Seop distribuiu cerca de 400 coletes e crachás para ambulantes que atuam de forma itinerante na orla.
Segundo a associação, a iniciativa, que havia sido retomada após a pandemia para facilitar a fiscalização e dar mais segurança a moradores, turistas e aos próprios trabalhadores, acabou sendo abandonada.
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Após a manifestação da Prefeitura do Rio, a Sociedade Amigos de Copacabana voltou a se posicionar por meio do presidente Horácio Magalhães, que afirmou que a resposta não esclarece por que os coletes deixaram de ser utilizados.
— E o colete? Além disso, se você achar um ambulante com o crachá você é um sortudo — afirmou.
O debate ocorre após o prefeito Eduardo Cavaliere anunciar que o programa Tolerância Zero começará a ser implementado no próximo dia 16. A operação prevê fiscalização permanente, 24 horas por dia, parulhamento ostensivo, pontos de controle de acesso, apreensão de mercadorias sem comprovação de origem e combate a depósitos clandestinos que abastecem o comércio irregular na orla da Zona Sul.
Para a associação de moradores, o reforço da fiscalização também passa pela identificação visível dos ambulantes autorizados, permitindo que moradores, turistas e agentes públicos consigam distinguir quem atua de forma regular daqueles que ocupam irregularmente o espaço público.

