Baristas sindicalizados da Starbucks estão iniciando uma onda de paralisações nos Estados Unidos nesta quinta-feira, um movimento que, segundo eles, pode se tornar a maior greve da categoria até o momento. O sindicato Workers United, que representa funcionários de cerca de 550 das aproximadamente 10 mil cafeterias próprias da Starbucks no país, planeja greves em pelo menos 40 cidades nesta quinta-feira — incluindo Nova York, Dallas, Minneapolis, Filadélfia e Seattle, cidade natal da empresa.
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Mais de mil baristas em 65 lojas devem participar do movimento, de acordo com o sindicato. Os protestos não têm prazo para terminar e podem se expandir se não houver avanço na finalização de um contrato coletivo e na resolução de disputas legais.
A greve foi programada para coincidir com o “Dia do Copo Vermelho”, promoção anual da Starbucks em que a empresa atrai grandes multidões oferecendo copos reutilizáveis com temas natalinos. A paralisação é a mais recente escalada nos esforços do sindicato para aumentar a pressão sobre a rede de cafés, que eles acusam de se recusar a negociar de forma justa.
Os funcionários começaram a votar pela sindicalização das lojas no fim de 2021, mas ainda não conseguiram firmar um acordo coletivo de trabalho.
— Estamos preparados para fazer o que for preciso — disse Jasmine Leli, barista em Buffalo, Nova York, e uma das delegadas que representam o sindicato nas negociações, em entrevista na semana passada.— A Starbucks, ao não finalizar esse contrato sindical, está falhando tanto com seus baristas quanto com seus clientes.
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A Starbucks negou qualquer irregularidade e acusou o sindicato de abandonar as negociações.
—Estamos desapontados que o Workers United tenha convocado uma greve em vez de retornar à mesa de negociações— disse na quarta-feira a porta-voz da empresa, Jaci Anderson.
Ela afirmou que “quase todas” as cafeterias da Starbucks estarão prontas para atender os clientes independentemente da greve.
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Os delegados do Workers United rejeitaram em abril a última proposta de contrato da Starbucks. Os organizadores disseram que ela era insuficiente, pois garantia apenas aumentos anuais mínimos de 2% e não assegurava horas de trabalho suficientes para que os empregados se qualificassem aos benefícios.
A Starbucks afirmou que já oferece “o melhor emprego do varejo”, com salários médios acima de US$ 19 (cerca de R$ 100) por hora e remuneração total superior a US$ 30 (R$ 158) por hora, incluindo benefícios.
