BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

‘Trabalhou até seus últimos dias’

BRCOM by BRCOM
setembro 4, 2025
in News
0
Armani e Julia Roberts em 2008, no Met Gala — Foto: Peter Kramer

“Com profundo pesar, o Grupo Armani anuncia o falecimento de seu idealizador, fundador e incansável impulsionador: Giorgio Armani. O Sr. Armani, como sempre foi chamado com respeito e admiração por seus funcionários e colaboradores, faleceu em paz, cercado por seus entes queridos. Incansável, ele trabalhou até seus últimos dias, dedicando-se à empresa, às suas coleções e aos diversos e sempre mutáveis ​​projetos, tanto existentes quanto em andamento”, disse a nota da Armani.

Incentivado por seu companheiro, Sergio Galeotti, morto em 1985, o estilista fundou a Giorgio Armani em 24 de julho de 1975, dias após o seu 41º aniversário (ele nasceu em 11 de julho de 1934). Tarde para os padrões da indústria. Natural de Piacenza, no norte da Itália, Armani, filho de um contador, chegou a estudar Medicina (era fascinado por anatomia), mas não concluiu o curso. Passou pelo Exército e teve sua primeira experiência no métier como comprador na loja de departamentos La Rinascente, em Milão.

Na sequência, foi contratado para desenhar a linha masculina de Nino Cerruti e não parou mais. Em voo solo, estourou com uma ideia audaciosa: a desconstrução do terno. Armani revolucionou o guarda-roupa masculino:

Armani e Julia Roberts em 2008, no Met Gala — Foto: Peter Kramer

“Estava motivado pelo desejo de modernizar a alfaiataria. Tudo avançava em outras áreas, mas, na costura, não. Quis usar tecidos novos e agradáveis, além de revisar o blazer, eliminando muito do forro e do enchimento. O resultado foi um novo look, que se tornou mais próximo do perfil do corpo e mais confortável. Eu apresentei a proposta nos anos 80 e a desenvolvi durante toda a década. As pessoas o usaram por sua aparência moderna, mas também porque era gostoso de vestir”, disse Armani em entrevista à ELA certa vez.

A modelo Kátia André de mãos dadas com Giorgio Armani, e Ágatha Borges — Foto: Estrop/Getty Images
A modelo Kátia André de mãos dadas com Giorgio Armani, e Ágatha Borges — Foto: Estrop/Getty Images

Em seguida, foi a vez das mulheres.

“Estava convencido de que tinha algo de autêntico a dizer nesta área. As próprias mulheres tinham o desejo de mudar, assim como os homens. Falando das diferenças, certamente tenho uma aproximação mais direta com a moda masculina. Posso provar aquilo que estou fazendo e sentir imediatamente a força e a fraqueza do blazer ou das calças, ou do ajuste da camisa. Na coleção feminina, a abordagem é mais mental e menos física, embora igualmente pragmática (palavra recorrente em seu vocabulário)”, observou o designer, considerado o rei do casual chique e da discrição.

Armani em 1994: coleção feminina — Foto: Reuters
Armani em 1994: coleção feminina — Foto: Reuters

O cinema teve papel-chave na escalada de Giorgio Armani. O filme “Gigolô americano”, de 1980, estrelado por Richard Gere vestindo a alfaiataria do estilista, é considerado um divisor de águas em sua trajetória:

Cartaz do filme "Gigolô americano" — Foto: Reprodução
Cartaz do filme “Gigolô americano” — Foto: Reprodução

— Eu diria que “Gigolô americano” foi um momento crucial na minha carreira. O longa marcou, de fato, a imagem coletiva dos anos 1980, transformando-se em um veículo da minha moda. Ajudou-me a ganhar notoriedade nos Estados Unidos, de onde uma grande quantidade de pedidos começou a vir.

Após o filme, Armani colaborou com outras 250 produções, como “Os intocáveis, de Brian de Palma, e “Beleza roubada”, de Bertolucci.

“É um trabalho extremamente interessante, feito entre a narrativa, e que sempre estimula a minha criatividade”, contou Armani, um dos preferidos das estrelas no tapete vermelho.

Em 1981, o italiano lançou a Emporio Armani — um dos destaques da semana de moda de Milão. No ano seguinte, mais um feito: apareceu na capa da revista “Time”. Ele foi o primeiro estilista a conseguir a façanha depois de Christian Dior, em 1957. Ainda em 1982, Armani colocou no mercado sua linha de underwear. Aliás, as campanhas de roupas íntimas costumam fazer barulho. Pudera. David Beckham, Cristiano Ronaldo e Rafael Nadal posaram com as cuecas — e só com elas.

Giorgio Armani — Foto: AFP
Giorgio Armani — Foto: AFP

“Quando busco alguém para ser garoto-propaganda, não olho para um certo tipo físico, mas para atitude e personalidade”, justificou.

Reservado, signore Armani (como é tratado por todos) não costuma ter sua privacidade escancarada nos tabloides. As horas vagas — uma raridade— eram gastas com a família e os amigos, às vezes em seu barco. Nas viagens, era ciceroneado por uma comitiva. Segundo o “The Guardian”, eram assessores, guarda-costas e executivos — ele não tinha filhos, mas estava sempre com a sobrinha Roberta.

Nas entrevistas, Armani não tinha medo de dar sua opinião. Certa vez, o estilista afirmou à “The Sunday Times Magazine” que gays “não precisam se vestir como homossexuais”, causando o maior rebuliço nas redes. Sem falar na rixa que tinha com Gianni Versace, morto em 1997.

E este é o máximo de polêmica em que ele se permitiu envolver. Foi ou não foi um Signore discreto?

‘Trabalhou até seus últimos dias’

Previous Post

Morre o estilista italiano Giorgio Armani, ícone da moda, aos 91 anos

Next Post

Operação mira rede que criou fabricava ‘cogumelos mágicos’ em larga escala; entenda o esquema

Next Post
Grupo criminoso investia em marketing digital para atrair público jovem — Foto: Divulgação/Polícia Civil do DF

Operação mira rede que criou fabricava 'cogumelos mágicos' em larga escala; entenda o esquema

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.