Há alguns anos decidi fazer um exercício de desapego e doei todos os meus livros e LPs para serem distribuídos em presídios, hospitais, bibliotecas de bairros pobres e sebos que os vendem a R$ 1. A ideia era botar para circular livros e discos que eu nunca mais leria e ouviria, e ocupavam um quarto inteiro de minha casa, para gente que faria muito melhor uso deles. Ficaram poucos, cerca de 200 livros e uns cem LPs, de valor afetivo, assinados, com dedicatórias, e raridades artísticas. Na mesma leva foram centenas de CDs, bons e ruins, já que todos eles estão no Spotify e outros streamings, e nem tenho mais tocador de CD. Também doei ao Museu da Imagem e do Som uns 700 livros sobre música, nacionais e internacionais, que estão à disposição do público como uma coleção. Sim, são ótimos livros, que eventualmente poderiam ser necessários ao meu campo de atividade, para uma pesquisa, um trabalho, mas combinamos que se eu precisasse de algum, eles me mandariam. Até hoje, nunca precisei de nada. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.