Portugal não jogou bem como gostaria na fase de grupos da Copa do Mundo, terminando em segundo, atrás da Colômbia. No entanto, desempenho nas partidas anteriores não preocupa o treinador Roberto Martínez, que vê o início do mata-mata como “segundo Mundial” e garante que esses jogos foram essenciais na preparação para o duelo contra a Croácia, nesta quinta-feira, pela segunda fase.
— Amanhã começamos o segundo Mundial, então foi muito importante ter uma boa preparação, os três jogos da fase de grupos. Temos aspectos a melhorar, fizemos algumas coisas bem, outras mais difíceis. O mais importante é que temos agora 21 jogadores de campo que já estrearam, isso faz com que todos estejam preparados.
Na estreia, Portugal empatou em 1 a 1 com a República Democrática do Congo, numa atuação muito criticada – e mencionada diversas vezes durante a coletiva. O time se recuperou ao golear o Uzbequistão por 5 a 0, mas voltou a empatar na última rodada, com a Colômbia (dessa vez sem gols). Martínez explicou de foram importantes para fazerem ajustes, mas destacou que o mais importante vai ser a atitude e o comportamento dos jogadores.
— Quando eu falo de estar preparado é porque já foram três jogos, já tivemos momento para ajustar e muitos treinos juntos. O mais importate é que a equipe tem muita força, união e compromisso de representar Portugal. Temos a força e a preparação, para amanhã falta a coragem de acreditar.
O confronto decisivo será disputado em Toronto, no Canadá, e a previsão da temperatura para esta quinta-feira é de 31 graus, além de alto índice de umidade. Atentos nesse detalhe, a delegação portuguesa adaptou a preparação.
— Fomos treinar em Palm Beach, que tem uma umidade muita alta e mesma temperatura, então estamos adaptados. A umidade amanha não é tão alta, mas as temperaturas são. O Mundial tem isso, é exigente de diversas maneiras diferentes.
Apontado como favorito por um dos repórteres, o técnico espanhol descartou o posto e pregou humildade.
—Estamos em um momento bom, mas somos humildes e não nos consideramos favoritos. Acredito que favoritos são as nações que já ganharam o Mundial, é uma condição psicológica que ajuda a pensar assim. Mas estamos confiantes e sabemos o que queremos. Sem dúvida amanhã vai ser difícil e precisaremos saber sofrer.
Diante da Croácia, dois ídolos geracionais, e que jogaram juntos por muitos anos, voltam a se encontrar, dessa vez em lados opostos. Do português, Cristiano Ronaldo, aos 41 anos de idade. Do croata, Luka Modric, de 40.
— São dois jogadores acima da opinião pública, porque a longevidade faz com que sejam especiais. Idade é só um número, o importante é o que eles fazem e o exemplo do vestiário.
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