Grávida novamente, Tati Zaqui revelou que foi diagnosticada com trombofilia e precisa fazer aplicações diárias de medicamento. A cantora, que já enfrentou perdas anteriores, também falou sobre a importância de investigar possíveis fatores de risco antes de tentar engravidar. Mas, afinal, o que é a condição e quando essa avaliação pode ser indicada?
Trombofilia: entenda a condição diagnosticada por Mariana Rios e os riscos na gravidez
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A trombofilia reúne condições que aumentam a predisposição à formação de coágulos no sangue. Na gravidez, o organismo passa naturalmente por mudanças no sistema de coagulação, como parte das adaptações do período. Por isso, determinados fatores de risco precisam ser avaliados individualmente pelo médico.
“A trombofilia aumenta a predisposição à formação de coágulos, mas isso não significa que toda mulher diagnosticada terá complicações na gravidez. Também não podemos atribuir automaticamente uma perda gestacional à trombofilia, já que existem diversas outras causas possíveis”, explica o ginecologista e obstetra César Patez.
Quando investigar trombofilia?
A necessidade de investigar a condição depende do histórico de cada mulher. De acordo com o especialista, a avaliação pode ser considerada diante de perdas gestacionais recorrentes, episódios anteriores de trombose ou determinados antecedentes familiares.
Isso não significa, porém, que toda mulher que pretende engravidar precise fazer exames específicos para identificar trombofilias. A indicação deve partir da análise do histórico clínico e dos fatores de risco apresentados.
“Não é indicado que toda mulher faça uma bateria de exames para trombofilia. O médico deve avaliar o histórico da paciente e definir quais exames realmente são necessários”, afirma.
Como é feito o tratamento?
Quando a condição é identificada e há indicação de tratamento, o acompanhamento pode incluir o uso de medicamentos anticoagulantes durante a gestação. A estratégia varia de acordo com o tipo de trombofilia, o histórico da paciente e outros fatores avaliados pelo profissional responsável.
“O diagnóstico não significa uma sentença de complicações. Com acompanhamento adequado, é possível avaliar os riscos e definir a melhor estratégia para cada gestante”, conclui Patez.
Trombofilia: entenda a condição diagnosticada em Tati Zaqui na gravidez
