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Trump adota poder raramente usado para enviar Guarda Nacional até Los Angeles e conter protestos pró-imigração

BRCOM by BRCOM
junho 8, 2025
in News
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Manifestante segura bandeira do México em frente a pichação contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) em Los Angeles — Foto: RINGO CHIU / AFP
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É a primeira vez desde 1965 que um presidente ativa a Guarda Nacional de um estado sem o pedido do governador local, aponta Elizabeth Goitein, diretora sênior do Programa de Liberdade e Segurança Nacional do Brennan Center for Justice — organização independente de direito e políticas públicas. A última vez foi quando o presidente Lyndon B. Johnson enviou tropas ao Alabama para proteger manifestantes dos direitos civis, em 1965, disse ela.

Newsom, um democrata, repudiou imediatamente a ação do presidente.

— Essa medida é deliberadamente provocativa e só aumentará as tensões — afirmou Newsom, acrescentando que “essa é uma missão equivocada e minará a confiança pública.”

Normalmente, os governadores têm controle sobre o envio da Guarda Nacional em seus estados. No entanto, a diretiva assinada por Trump cita o “10 U.S.C. 12406”, referindo-se a uma cláusula específica do Título 10 do Código dos EUA sobre as Forças Armadas. Essa cláusula permite o uso federal da Guarda Nacional se houver “rebelião ou risco de rebelião contra a autoridade do Governo dos Estados Unidos”.

Manifestante segura bandeira do México em frente a pichação contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE, na sigla em inglês) em Los Angeles — Foto: RINGO CHIU / AFP

O texto também afirma que o presidente pode convocar “membros e unidades da Guarda Nacional de qualquer estado, no número que considerar necessário, para repelir invasões, suprimir rebeliões ou fazer cumprir as leis”.

A diretiva de Trump declarou: “Na medida em que protestos ou atos de violência inibam diretamente a execução das leis, eles constituem uma forma de rebelião contra a autoridade do Governo dos Estados Unidos”.

Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, disse em um comunicado na noite de sábado que Trump estava enviando a Guarda Nacional em resposta a “multidões violentas” que, segundo ela, atacaram agentes federais e de imigração. Os dois mil soldados iriam “lidar com a ilegalidade que foi permitida florescer,” afirmou.

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Embora algumas manifestações tenham sido turbulentas, autoridades locais no condado de Los Angeles não indicaram durante o dia que precisavam de assistência federal.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse em uma publicação na rede social X, na noite de sábado, que o Pentágono estava “mobilizando IMEDIATAMENTE a Guarda Nacional.” No entanto, ele não informou quando ou onde as tropas se reuniriam, nem identificou suas unidades.

A diretiva de Trump autorizou o secretário de Defesa a “empregar quaisquer outros membros das Forças Armadas regulares conforme necessário para complementar e apoiar a proteção de funções e propriedades federais no número que considerar apropriado, a seu critério.” Na publicação de Hegseth no X, ele afirmou que fuzileiros navais da ativa estavam “em alerta máximo” na base de Camp Pendleton, cerca de 160 quilômetros ao sul de Los Angeles, e também poderiam ser mobilizados.

Protestos ocorreram na sexta-feira e no sábado na Califórnia em oposição a batidas federais de imigração em locais de trabalho. O mais recente está acontecendo em uma unidade da Home Depot em Paramount, Califórnia, cerca de 32 quilômetros ao sul do centro de Los Angeles.

Protestos contra operações federais de controle de imigração em locais de trabalho ocorreram na Califórnia na sexta e no sábado. O mais recente aconteceu em uma loja da Home Depot em Paramount, a cerca de 32 km do centro de Los Angeles.

Há meses, democratas da Califórnia se preparavam para a possibilidade de Trump tentar enviar tropas dos EUA em solo americano, especialmente em jurisdições controladas por democratas. Internamente, reconheciam que tal movimento, sem o consentimento do estado, teria implicações profundas.

Trump já havia sugerido usar forças militares de forma semelhante durante seu primeiro mandato, para conter a violência nos protestos nacionais após o assassinato de George Floyd por um policial em Minneapolis. Na época, ele recuou, mas repetidamente levantou a ideia de usar tropas em estados fronteiriços.

Em 2020, nos dias finais de seu primeiro mandato, helicópteros militares foram usados para dispersar manifestantes pacíficos contra a violência policial perto da Casa Branca.

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— O governo federal assumir o controle da Guarda Nacional da Califórnia, sem o pedido do governador, para reprimir protestos, é verdadeiramente assustador — analisa Erwin Chemerinsky, reitor da faculdade de direito da Universidade da Califórnia, em Berkeley.

— É o uso do poder militar, internamente, para silenciar dissidências.

A última vez que a Guarda Nacional foi federalizada foi em 1992, segundo Goitein, quando o presidente George H. W. Bush enviou tropas a Los Angeles para controlar protestos causados pela absolvição de policiais no caso da agressão a Rodney King. Naquele caso, o envio foi solicitado pelo então governador da Califórnia, Pete Wilson.

O presidente americano, Donald Trump, à bordo do Air Force One, conversa com a imprensa na sexta-feira — Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
O presidente americano, Donald Trump, à bordo do Air Force One, conversa com a imprensa na sexta-feira — Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP

Trump e seus assessores frequentemente lamentaram que o governador de Minnesota não tenha feito o suficiente para conter os protestos que se seguiram à morte de Floyd em 2020.

Durante um comício de campanha em 2023, Trump deixou claro que não iria se conter em um segundo mandato.

— ‘Você não deveria se envolver nisso, tem que ser convidado pelo governador ou pelo prefeito para intervir’… Da próxima vez, não vou esperar — declarou Trump.

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