O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta segunda-feira, que a Fifa cometeria um “erro terrível” se substituísse seu atual presidente, Gianni Infantino, duramente criticado após seu projeto fracassado de abrir a instituição a investidores privados.
Entenda: Como Uefa, Concacaf e AFC se uniram para aumentar a pressão contra Infantino na Fifa
Leia mais: Nos EUA e no Canadá, coanfitriões da Copa do Mundo, federações se opõem a Infantino e apoiam carta conjunta da Uefa, Concacaf e AFC
“A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino”, escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social, chamando o ítalo-suíço de “formidável”.
Trump diz que Fifa cometeria um ‘erro terrível’ se substituísse Infantino
Reprodução
A crise política que cerca Infantino ganhou um novo e importante capítulo nesta segunda-feira. Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram um comunicado conjunto com duras críticas ao presidente da Fifa e afirmaram que a tentativa de vender uma participação comercial na Copa do Mundo a investidores privados representou uma “profunda falha de julgamento” e uma quebra de confiança com as instituições do futebol.
O documento é assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da Uefa, Víctor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, além dos secretários-gerais das três confederações.
Infantino, presidente da Fifa, e Donald Trump, presidente dos EUA, com a taça da Copa do Mundo na final do torneio
Dan Mullan / Getty Images via AFP
Infantino está sob intensa pressão desde que propôs um plano destinado a captar investimento privado para uma nova filial comercial, denominada Fifa Forward Enterprise (FFE). De acordo com esse plano, já descartado, a FFE cuidaria da gestão comercial das Copas do Mundo.
No sábado, a Fifa se manifestou afirmando que existe “um esforço orquestrado e contínuo por parte de alguns para minar” a entidade e Infantino. Mas o dirigente ítalo-suíço voltou a ser alvo de críticas nesta segunda-feira, quando uma carta conjunta da Uefa, Concacaf e AFC declarou que o futebol “não pertence a nenhum indivíduo”.
“A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter – ou exigir – o poder para si próprio”, afirmam as confederações.
