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Trump pressiona aliados a 'pegar' combustível em Ormuz e amplia tensão com Europa

BRCOM by BRCOM
março 31, 2026
in News
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Trump pressiona aliados a 'pegar' combustível em Ormuz e amplia tensão com Europa


Em publicação na rede Truth Social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que países como o Reino Unido deveriam ter “coragem” de ir ao Estreito de Ormuz e “simplesmente pegar” combustível. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, aliados europeus resistem a se envolver diretamente na guerra contra o Irã, em meio à impopularidade da ofensiva no continente.
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“Vocês vão ter que aprender a lutar por conta própria. Os EUA não estarão mais lá para ajudá-los, assim como vocês não estiveram lá por nós”, disse, ao criticar nações que, segundo ele, “se recusaram a se envolver na decapitação do Irã”.
Trump acrescentou que esses países podem comprar “combustível de aviação” dos EUA, onde haveria oferta “em abundância”, caso enfrentem escassez.
“O Irã foi, essencialmente, dizimado. A parte difícil já foi feita. Vão buscar o próprio petróleo!”, concluiu.
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A postura americana tem gerado atritos com seus aliados europeus. Países da Otan vêm resistindo a se envolver diretamente na guerra contra o Irã, num movimento que amplia o risco de tensões dentro da aliança militar em um momento já considerado delicado.
Nos últimos dias, governos europeus adotaram medidas concretas para limitar o apoio às operações americanas. A Espanha, apontada como um dos principais alvos da irritação de Washington, fechou seu espaço aéreo para aeronaves dos EUA ligadas ao conflito e bloqueou o uso de bases em seu território. A Itália, por sua vez, negou autorização para que aviões militares com destino ao Oriente Médio pousassem em instalações na Sicília, enquanto a Polônia afirmou não ter planos de deslocar seus sistemas de defesa Patriot, apesar de pressões de Washington.
A França também se recusou a permitir o uso de seu espaço aéreo para o transporte de suprimentos militares, o que provocou reação direta do presidente americano, que chegou a afirmar nas redes sociais que “os Estados Unidos vão se lembrar” da postura dos aliados.
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Em resposta, o gabinete do presidente Emmanuel Macron afirmou, nesta terça-feira, estar “surpreso” com as críticas e disse que a posição francesa não mudou.
“A França não mudou sua posição desde o primeiro dia”, declarou a presidência, acrescentando que foi surpreendida pela publicação de Trump, que acusou o país de ser “muito pouco prestativo” no conflito.
Em outros casos, aliados adotaram posições intermediárias. O Reino Unido autorizou o uso de bases apenas para ações defensivas limitadas, enquanto Portugal restringiu o acesso dos EUA à Base das Lajes, nos Açores, a apoio logístico, como reabastecimento e trânsito.
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A tensão também chegou ao alto escalão do governo americano. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem reavaliar sua relação com a Otan após a guerra no Irã e classificou como “muito decepcionante” a resposta de aliados, criticando a recusa em permitir o uso de bases e infraestrutura militar.
Apesar da resistência inicial, líderes europeus têm tentado calibrar a resposta para evitar um rompimento mais profundo com Washington. Nos bastidores, discutem a possibilidade de formar uma coalizão para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fluxo global de energia, mas sem participação direta nas ações militares.
O impasse reflete um equilíbrio delicado. Ao mesmo tempo em que buscam não confrontar abertamente os Estados Unidos, governos europeus enfrentam pressão interna para evitar envolvimento em um conflito amplamente impopular no continente, agravada pelos efeitos da alta nos preços de energia, além do receio de que a crise desvie atenção e recursos da guerra na Ucrânia.
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Embora tenham iniciado a ofensiva com pouco ou nenhum aviso prévio, os EUA dependem fortemente da infraestrutura europeia, incluindo bases, portos e espaço aéreo, para sustentar as operações. A resistência dos aliados, portanto, não apenas expõe fissuras políticas, mas também se torna um fator de incerteza adicional para a conduçao da campanha militar.
(Com Bloomberg e AFP)

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