Os dois turistas alemães que foram assaltados e deixados nus na orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã desta quarta-feira, decidiram deixar a cidade antes do previsto. Os jovens contaram a amigos que ficaram constrangidos com a situação e que, por medo, resolveram interromper a estadia. Esta era a primeira visita deles à cidade.
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A dupla estava hospedada há pelo menos uma semana no Rio e pretendia permanecer por mais sete dias. No entanto, o assalto, presenciado por um terceiro amigo fez com que os estrangeiros alterassem os planos e antecipassem o retorno à Alemanha. Um funcionário Airbnb em que os turistas estavam hospedados disse que eles retornaram para o apartamento totalmente desnorteados.
Assaltantes levaram até a roupa de turistas alemães
— Eles estavam muito abalados. Foi um susto. Ninguém sai do seu país para passar um constrangimento desse. Ficar nu na orla, um absurdo. Isso é ruim porque acaba com a imagem da cidade — lamentou o funcionário, que preferiu não se identificar.
A ocorrência mobilizou agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop). De acordo com a pasta, os estrangeiros foram encontrados caminhando pela Avenida Atlântica, ainda abalados e totalmente nus, pouco depois do crime. Equipes da Coordenadoria de Ações Integradas (Cati) realizaram o acolhimento das vítimas e iniciaram buscas pela região.
Minutos depois, dois suspeitos foram localizados dentro de uma farmácia na esquina da Avenida Nossa Senhora de Copacabana com a Rua Santa Clara. Eles usavam os cartões bancários e celulares das vítimas para fazer compras. Um deles chegou a tentar fugir, mas foi contido pelos agentes.
Com os assaltantes, foram apreendidos os pertences das vítimas, incluindo as roupas, cartões e telefones. Renan Dantas dos Santos e Cleiton Valle da Silva Veríssimo foram levados inicialmente para a 13ª DP (Ipanema) e, em seguida, para a Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), no Leblon.
Na delegacia, os turistas reconheceram os dois homens como autores do assalto. Renan e Cleiton permaneceram presos em flagrante e vão responder por furto (artigo 155 do Código Penal), que prevê pena de um a quatro anos de prisão. Os pertences foram devolvidos às vítimas.