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novembro 4, 2026
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Um de capuz, outro de solidéu: como foi o encontro de Bob Dylan com Leão XIV

Por · novembro 4, 2026
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Um estava de moletom com capuz preto cobrindo a cabeça. O outro, com a tradicional veste branca e o solidéu da mesma cor. De passagem por Roma, onde se apresentou depois de shows em Milão e Bolonha, o Nobel da Literatura e lenda da música pop Bob Dylan se encontrou com o papa Leão XIV na quarta-feira (4), no Vaticano.
Dylan apresenta na quinta-feira (5), no Palazzo dello Sport. seu show da turnê Rough and Rowdy Ways Tour. No encontro, o cantor e compositor ganhou um terço do papa, e retribuiu a gentileza com um exemplar de “Chronicles – Volume 1”, sua autobiografia.
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O autor de “Like a rolling stone” e “Lay lady lay” já inspirou o sumo pontífice no livro “Desarmada e desarmante. A paz é um dom”, publicado em 2026. Leão XIV reproduziu do compositor o verso “odeio-te porque o homem te fez, e o homem te possui, e o homem te manipula”, tirada de um poema escrito em 1963, ” Go Away You Bomb”, em protesto contra as armas nucleares.
Ícone do punk, Patti Smith encontra Papa Leão XIV
Divulgação
No fim de julho, Leão XIV recebeu outra lenda do rock: Patti Smith. Não foi o primeiro encontro de Dylan com um papa. Em 1997, ele foi convidado a se apresentar, com outros artistas, diante de São João Paulo II, no XXIII Congresso Eucarístico Nacional, em Bolonha, que reuniu cerca de 300 mil jovens. Depois de interpretar três de seus grandes sucessos, incluindo “Knockin’ on Heaven’s Door”, trocou um aperto de mão e algumas palavras com Karol Wojtyła. Mas antes, descobriu a cabeça, tirando o chapéu de caubói, ao contrário do que fez na audiência de ontem.
No encontro, João Paulo II citou um trecho de “Blowin’ in the Wind” em seu sermão: “Tu me perguntas: quantas estradas um homem deve percorrer antes que possa ser chamado de homem?”, disse, antes de responder: “Uma só. Existe apenas um caminho para o homem, e esse caminho é Jesus Cristo”.
A religião foi responsável por uma das surpresas da carreira de Dylan, que surgiu como compositor folk, surpreendeu os puristas do gênero ao começar a se apresentar com uma guitarra no início dos anos 1960 e foi o primeiro artista pop a receber um Nobel. No fim dos anos 1970, ele converteu-se ao cristianismo, após ter tido uma experiência mística: disse ter tido uma visão de Jesus em um hotel em Tucson, no Arizona. O resultado foram álbuns marcados pelo cristanismo entre 1979 e 1981, como “Slow Train Coming” (1979) e “Saved” (1980).

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