A Universidade Cornell nomeou, nesta terça-feira, Sally Yates, uma ex-alta autoridade do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, para avaliar como a instituição lidou com o suposto estupro coletivo de uma estudante em 2024, um caso que provocou indignação no país. A universidade foi questionada por não ter aplicado punições severas aos acusados da agressão, descrita em detalhes em uma ação judicial apresentada no mês passado.
Contexto: Universidade Cornell fará revisão independente de como conduziu denúncia de estupro coletivo em 2024
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Cornell informou que Yates, que foi vice-procuradora-geral dos EUA de 2015 a 2017 e chefiou brevemente o Departamento de Justiça, fará uma “revisão minuciosa” da resposta da prestigiosa universidade às denúncias de estupro.
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A denunciante, identificada pelo pseudônimo Jane Doe, afirma que foi “pressionada (…) a cheirar” cetamina antes de ser agredida e estuprada por sete integrantes da fraternidade estudantil masculina Chi Phi.
A casa da fraternidade masculina Chi Pi no campus da Universidade Cornell, em Ithaca, Nova York, em 2 de outubro de 2026
MATT BURKHARTT / AFP
Após as primeiras denúncias, em 2024, Cornell fechou a fraternidade e suspendeu temporariamente os estudantes acusados. Dois deles foram posteriormente expulsos.
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No entanto, críticos questionaram a resposta da universidade, considerada branda demais, e Cornell decidiu então iniciar uma revisão independente.
“É imperativo que Cornell esteja disposta a examinar a si mesma com o mesmo rigor que exigimos dos outros”, declarou Anne Meinig Smalling, presidente do conselho de administração da universidade, em um comunicado. “Queremos entender não apenas o que aconteceu em 2024, mas também como Cornell pode se tornar uma referência na prevenção da violência sexual, no apoio às pessoas que fazem denúncias e na resposta às denúncias de maneira rigorosa, justa e empática.”
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Milhares de estudantes e membros do corpo docente se reuniram na segunda-feira em Cornell para exigir justiça para a denunciante. Eles carregavam cartazes com mensagens como “Responsabilizem os culpados” e “Protejam as sobreviventes”.
Universidade Cornell, em 30 de setembro de 2026, em Ithaca, Nova York
SPENCER PLATT / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP
A investigação criminal sobre o suposto estupro coletivo foi reaberta na semana passada, depois que a governadora de Nova York, Kathy Hochul, nomeou a procuradora-geral do estado, Letitia James, para conduzir o caso.
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Em 2024, as autoridades locais decidiram não apresentar acusações porque consideraram que o depoimento da denunciante não comprovava a falta de consentimento.
Nos EUA, uma em cada quatro estudantes universitárias de graduação relatou ter sofrido contato sexual forçado ou contato sexual para o qual não deu consentimento, segundo um estudo de 2020 realizado em 33 instituições pela Associação de Universidades Americanas.
Universidade Cornell nomeia ex-promotora dos EUA para avaliar como instituição conduziu caso de estupro coletivo em 2024
