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Usar o cabelo preso todos os dias pode aumentar as entradas? Entenda o que é tração repetitiva

Aposta na praticidade, para mudar o visual, combinar com o look, ou só tentar disfarçar o “bad hair day”, os penteados presos, como coques polidos, rabos de cavalo altos e tranças, estão entre as opções. Mas os fios bem tensionados por um longo período e por dias seguidos, com recorrência, requer atenção para não gerar […]

Usar o cabelo preso todos os dias pode aumentar as entradas? Entenda o que é tração repetitiva


Aposta na praticidade, para mudar o visual, combinar com o look, ou só tentar disfarçar o “bad hair day”, os penteados presos, como coques polidos, rabos de cavalo altos e tranças, estão entre as opções. Mas os fios bem tensionados por um longo período e por dias seguidos, com recorrência, requer atenção para não gerar quebra ou até queda dos fios.
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O problema não está em fazer um penteado vez ou outra, mesmo que muito puxado, mas serem adotados como rotina, gerando uma tensão frequente e prolongada. Esse hábito pode afetar os mesmos folículos, chegando ao ponto de favorecer a chamada alopecia por tração.
Esse impacto pode ser percebido logo em áreas mais aparentes, o que pode chamar a atenção, como na linha frontal, nas têmporas e em demais áreas onde o penteado exerce maior tensão. O próprio cabelo ajuda a identificar que algo está desalinhado. Passam a serem perceptíveis pequenos fios quebrados, impressão de que as entradas estão aumentando e, em alguns casos, sensibilidade no couro cabeludo e vermelhidão. A tendência é de que o hábito prolongado torne a perda mais perceptível.
“Não é o coque ou o rabo de cavalo isoladamente que deve preocupar. O que observamos é a repetição de penteados muito apertados, principalmente quando existe uma força constante sobre a linha frontal e as regiões próximas às têmporas. O cabelo começa a dar sinais antes de uma rarefação mais evidente, e é importante reconhecê-los”, explica o especialista em queda capilar e transplante capilar Vlassios Marangos.
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Nas redes sociais, penteados extremamente esticados também ganharam popularidade pelo efeito snatched, em que os fios são puxados para trás para deixar o rosto visualmente mais levantado. O resultado pode ser conseguido com rabos de cavalo altos, coques apertados e grande quantidade de gel ou outros produtos de fixação.
O efeito estético é imediato, mas a repetição merece cuidado.
“Quando você reproduz sempre o mesmo penteado e traciona exatamente os mesmos pontos, aquela região recebe uma agressão mecânica repetitiva. Alternar penteados, diminuir a tensão e permitir períodos com os cabelos mais soltos são medidas simples que reduzem essa sobrecarga”, orienta o especialista.
A preocupação não se limita aos penteados presos. Extensões muito pesadas, determinados tipos de mega hair e tranças excessivamente tensionadas também podem aumentar a força exercida sobre os fios naturais. Nesse caso, além da forma de aplicação, entram fatores como peso, tempo de uso e condição prévia do cabelo. Áreas que apresentam afinamento ou alguma forma de alopecia merecem atenção tanto dermatológica como do especialista responsável pela mudança no visual com as extensões.
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Quando a tração é identificada precocemente e o fator responsável é retirado, pode haver recuperação dos folículos que ainda não sofreram dano permanente. O problema está em ignorar a rarefação durante anos e continuar submetendo a mesma região à tensão.
“Existe uma fase em que interromper a agressão pode permitir recuperação, dependendo de cada caso. Quando o processo se torna crônico e ocorre dano permanente ao folículo, a situação muda. Por isso, esperar a região ficar completamente sem cabelo para procurar avaliação não é uma boa estratégia”, explica Vlassios.
E isso não significa abandonar os penteados. Para o dia a dia ou longos períodos para o cabelo preso, opções mais soltinhas, com a raízes mais “fofa”, sem tanto repuxar é uma opção. E se tiver que usar mais tensionado, também pode, mas em ocasiões mais espaçadas e pelo menor tempo possível.

Usar o cabelo preso todos os dias pode aumentar as entradas? Entenda o que é tração repetitiva

Autor

BRCOM