A morte do cachorro Ozzy, pet do cantor Matheus Santaella, durante os fogos que celebravam a final da Copa Libertadores da América, reacendeu o alerta sobre os riscos que explosões sonoras representam para animais domésticos. O episódio evidenciou como barulhos intensos, comuns em datas festivas, podem provocar estresse extremo, pânico e até fatalidades, reforçando a importância de responsabilidade e empatia na hora de comemorar.
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O artista informou que Ozzy, de oito anos, sofreu um infarto provocado pelo barulho forte e contínuo dos fogos de artifício disparados durante a final entre Flamengo e Palmeiras, no último dia 29 de novembro. A perda comoveu fãs e também especialistas em saúde animal.
A veterinária Bárbara Alves, supervisora do setor de Cuidados Contínuos da Plamev, explica que muitos pets encaram os fogos com profundo estresse e risco real.
“Perder um pet é enfrentar um luto profundo, eles são parte da nossa família. Sempre buscamos proporcionar prevenção de doenças, lazer, boa alimentação e qualidade de vida, tudo para garantir que permaneçam saudáveis por muitos anos. No entanto, atitudes como soltar fogos de artifício podem gerar pânico extremo e estresse intenso nos animais, levando a situações que fogem completamente ao nosso controle”, afirma a profissional.
“Com a chegada das festas de fim de ano, eles se tornam ainda mais suscetíveis a esses episódios. Vale lembrar que os pets possuem uma capacidade auditiva muito superior à nossa (podendo ouvir sons em frequências até quatro vezes mais altas). Além disso, algumas raças apresentam um conduto auditivo anatômico que amplifica ainda mais essa sensibilidade”, detalha Bárbara.
A especialista completa com um alerta importante: “Consciência cidadã é pensar no próximo. É entender que nossas escolhas impactam diretamente a vida de outros seres humanos ou não. Por isso, evite fogos de artifício. Sua atitude pode salvar vidas.”
Para Bárbara Alves, o caso de Ozzy é um aviso urgente para tutores e sociedade: o uso de fogos de artifício em áreas residenciais ou próximas a animais domésticos representa risco elevado de sofrimento, traumas e, em casos extremos, fatalidade. Ela recomenda alternativas seguras: celebrar com luzes, música ou moderação, garantindo que a festa não custe a vida de quem não pode se defender do impacto sonoro.
Segundo estudos e relatos de clínicas veterinárias, muitos animais sofrem com taquicardia, pânico, lesões ou tentativas de fuga em noites de fogos. O episódio com Ozzy reforça um alerta que se repete todos os anos, especialmente no fim de dezembro, quando intensas celebrações costumam incluir explosões sonoras.

