A Apple está reforçando seu serviço de streaming de música, o Apple Music. A plataforma, que já conta com cerca de 100 milhões de usuários em mais de 160 países, passou a oferecer ferramentas de tradução de letras, novas opções de mixagem e aprimoramentos na qualidade sonora, com canções em áudio espacial e Dolby Atmos, que proporcionam experiências mais imersivas.
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As mudanças ocorrem após a Apple fazer um movimento inédito, ao possibilitar que usuários do sistema operacional Android — do Google, presente em celulares da Samsung e da Xiaomi — baixem e utilizem o Apple Music. Assim, o app deixou de ser exclusivo do iOS, o sistema operacional do iPhone.
Além do serviço de karaokê já existente, a companhia vai ampliar a oferta de shows ao vivo e clipes musicais dentro do aplicativo sobretudo para países como o Brasil.
Entre as principais novidades está o sistema de tradução automática de letras, que permite acompanhar, em tempo real, o significado das músicas em outros idiomas.
O recurso agora utiliza modelos linguísticos capazes de interpretar gírias, expressões idiomáticas e construções próprias da fala, tornando o entendimento mais natural.
A ferramenta também ganhou suporte ampliado para idiomas com alfabetos não ocidentais, como o coreano, oferecendo transliteração e pronúncia aproximada das palavras. Isso permite que o usuário cante junto mesmo em idiomas que utilizam alfabetos diferentes.
Transições suaves entre músicas
Outra mudança é o AutoMix, recurso que cria transições mais suaves entre músicas. Para isso, o sistema de inteligência artificial analisa ritmo, tom e andamento das faixas. É um trabalho semelhante ao feito por DJs, que eliminam pausas bruscas entre as canções. O usuário pode ajustar a duração das transições.
O Apple Music também vem ampliando o suporte ao Dolby Atmos, tecnologia que melhora a nitidez das vozes, a separação entre instrumentos e a presença dos graves, oferecendo um som mais limpo e dinâmico. O serviço, que conta com mais de 100 milhões de músicas, também está expandindo o Áudio Espacial, fortalecendo a estratégia da Apple de promover uma audição mais imersiva.
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Há ainda mudanças no layout do serviço, com a possibilidade de fixar músicas, álbuns ou playlists no topo da biblioteca, facilitando o acesso ao conteúdo. Além disso, agora é possível compartilhar playlists inteiras com outros usuários.
Com a ajuda da inteligência artificial, o Apple Music também passa a sugerir conteúdos com base nos gostos musicais do usuário. Há ainda um recurso que permite reduzir apenas a voz do cantor na música, criando uma base de apoio.

