BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result
No Result
View All Result
BRcom - Agregador de Notícias
No Result
View All Result

veja no mapa as taxas que entram em vigor na sexta sobre produtos do Brasil e de outros países

BRCOM by BRCOM
julho 28, 2025
in News
0
Infográfico detalha as principais mudanças tarifárias previstas pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto — Foto: Criação O Globo

A partir do dia 1º de agosto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve impor uma nova rodada de tarifas sobre importações de vários países, incluindo o Brasil, com alíquotas que podem chegar a 50%. Essas medidas se somam às tarifas que a Casa Branca já anunciou para determinados setores e outras nações ou acertou por meio de acordos comerciais recentes.

  • Guerra tarifária: China e EUA concluem primeiro dia da 3ª rodada de negociações sobre tarifas
  • Análise: no acordo com a UE, desta vez foram os europeus, e não Trump, quem amarelou

Enquanto alguns países já firmaram acordos para atenuar o impacto das tarifas impostas pelos Estados Unidos, outros ainda correm contra o tempo para evitar aumentos nas taxações. É o caso do Brasil.

Veja no infográfico abaixo as principais mudanças tarifárias que os EUA devem aplicar aos seus parceiros comerciais.

Infográfico detalha as principais mudanças tarifárias previstas pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto — Foto: Criação O Globo

  • Tarifa indigesta: sobretaxa de Trump contra o Brasil vai pesar no café da manhã dos americanos
Trump, ao lado do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, mostra acordo assinado — Foto: Bloomberg
Trump, ao lado do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, mostra acordo assinado — Foto: Bloomberg

Em 8 de maio, Donald Trump, firmou um acordo com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, impondo uma tarifa de 10% sobre produtos do Reino Unido. Também foi estabelecida uma cota de 100 mil carros britânicos sujeitos à mesma alíquota: valor inferior aos 25% anunciados anteriormente. Já as tarifas sobre o aço, uma das principais preocupações do governo britânico, foram zeradas.

Como contrapartida, o Reino Unido se comprometeu a reduzir barreiras não tarifárias para produtos americanos. Além disso, os EUA ampliarão suas exportações de etanol em US$ 700 milhões e de outros produtos agrícolas, como carne bovina, em US$ 250 milhões ao mercado britânico.

Prabowo Subianto, presidente da Indonésia, fez acordo com Trump — Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP
Prabowo Subianto, presidente da Indonésia, fez acordo com Trump — Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP

Em 15 de julho, a Indonésia, integrante dos Brics e maior economia do Sudeste Asiático, assinou um acordo com os EUA para reduzir tarifas comerciais. As taxas americanas sobre produtos indonésios caíram de 32%, como anunciado em abril, para 19%.

Em troca, o país asiático se comprometeu a zerar tarifas sobre mais de 99% de seu comércio com os Estados Unidos e a eliminar barreiras não tarifárias. Isso inclui aceitar regulamentações americanas sobre produtos e comércio, abrir mão de tarifas sobre fluxos de dados na internet, apoiar a moratória da OMC sobre a taxação do comércio eletrônico, suspender restrições à exportação de minerais críticos e isentar empresas americanas de exigências de conteúdo local.

  • Trump anuncia acordo comercial com o Japão: ‘talvez o maior já feito’

Além disso, a Indonésia concordou em comprar US$ 15 bilhões em energia dos EUA, US$ 4,5 bilhões em produtos agrícolas e 50 jatos da Boeing — “muitos deles modelos 777”, segundo Trump publicou nas redes sociais.

O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba — Foto: Tomohiro Ohsumi/Bloomberg
O primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba — Foto: Tomohiro Ohsumi/Bloomberg

Em 22 de julho, EUA e Japão assinaram um acordo comercial que reduziu de 24% para 15% as tarifas americanas sobre produtos japoneses.

Como contrapartida, o Japão concordou em abrir seu mercado para carros e arroz dos EUA, além de investir US$ 500 bilhões em solo americano. O país também firmou parceria para a produção de gás natural liquefeito (GNL) no Alasca.

Três dias depois, em 25 de julho, o governo japonês anunciou que os lucros desses investimentos serão compartilhados conforme a participação de cada parte. Segundo Trump, a divisão será de 90% para os EUA e 10% para o Japão.

  • Semana decisiva: governo Lula deve finalizar plano de contingência contra tarifaço do Trump
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Brendan Smialowski/AFP
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Brendan Smialowski/AFP

Em 27 de julho, Trump anunciou um acordo preliminar com a União Europeia para um futuro tratado comercial, após encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Turnberry, na Escócia. O presidente classificou o acerto como “o maior acordo de todos os tempos”.

Segundo von der Leyen, o bloco europeu aceitou tarifas de 15% em quase todos os setores, com exceção de produtos farmacêuticos e semicondutores, que ainda poderão ser alvo de tarifas punitivas.

Em troca, a União Europeia se comprometeu a gastar mais de US$ 250 bilhões por ano na compra de GNL e combustíveis nucleares americanos, além de investir cerca de US$ 600 bilhões nos EUA e adquirir equipamentos militares produzidos no país.

Ex-adversários na guerra, Estados Unidos e Vietnã assinaram um acordo em 2 de julho, no contexto da chamada “Guerra Tarifária”. Pelo compromisso, Washington reduzirá de 40% para 20% a tarifa sobre exportações vietnamitas, mantendo a alíquota mais alta apenas para produtos classificados como transbordo: aqueles oriundos de outros países que apenas transitam pelo Vietnã.

Em troca, Trump anunciou que o país asiático dará “acesso total” ao mercado vietnamita para produtos americanos, ou seja, sem incidência de tarifas.

Outro acordo envolveu as Filipinas, ex-colônia dos EUA. O país conseguiu a redução das tarifas americanas de 20% para 19% sobre seus produtos. Como contrapartida, o governo filipino se comprometeu a zerar todas as tarifas aplicadas a produtos dos Estados Unidos, segundo declaração de Trump nas redes sociais.

Conteúdo:

Toggle
  • Países sob risco de aumento de tarifas
      • veja no mapa as taxas que entram em vigor na sexta sobre produtos do Brasil e de outros países

Países sob risco de aumento de tarifas

Os presidentes Donald Trump e Lula: troca de farpas — Foto: Montagem com fotos da AFP
Os presidentes Donald Trump e Lula: troca de farpas — Foto: Montagem com fotos da AFP

Em 9 de julho, Trump anunciou uma tarifa adicional de 50% sobre produtos brasileiros exportados aos EUA, imposta de forma unilateral. O governo americano também iniciou uma investigação formal contra o Brasil por práticas comerciais consideradas desleais, com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

O presidente afirmou ainda que qualquer retaliação do Brasil resultará em novas tarifas, proporcionais à taxa de 50%. A decisão foi comunicada por meio de uma carta publicada na rede Truth Social, na qual Trump criticou duramente o governo brasileiro pelo tratamento ao ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado político.

Mark Carney, primeiro ministro do Canadá, e Donald Trump, presidente americano em encontro na Casa Branca — Foto: Bloomberg
Mark Carney, primeiro ministro do Canadá, e Donald Trump, presidente americano em encontro na Casa Branca — Foto: Bloomberg

Parceiros comerciais históricos dos EUA, Canadá e México também podem enfrentar novas tarifas a partir de 1º de agosto. Os percentuais seriam de 35% para produtos canadenses e 30% para mexicanos que não estejam contemplados pelo Acordo EUA-México-Canadá (USMCA).

Segundo autoridades da Casa Branca, a decisão ainda não está finalizada. Trump havia anunciado em fevereiro uma tarifa de 25% sobre todas as importações desses países, sob o argumento de que não colaboraram suficientemente no combate ao tráfico de fentanil. Após críticas internas e internacionais, o presidente recuou e passou a isentar itens cobertos pelo USMCA.

Lee Jae-myung, presidente eleito da Coreia do Sul — Foto: JUNG Yeon-je / AFP
Lee Jae-myung, presidente eleito da Coreia do Sul — Foto: JUNG Yeon-je / AFP

No início de julho, Trump anunciou uma tarifa de 25% sobre produtos sul-coreanos, mesmo com o país sendo um aliado próximo. A decisão veio após a resistência da Coreia em oferecer concessões comerciais, principalmente nas áreas de carros, aço e eletrônicos — setores alvo das tarifas americanas.

Além disso, o país havia passado por eleições recentes, o que limitou sua capacidade de negociação. Em resposta, o gabinete presidencial coreano afirmou que apresentará nesta semana um pacote comercial “mutuamente aceitável”, incluindo cooperação em construção naval e esforços para reduzir as tarifas atualmente em vigor.

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, dividem o palco durante cúpula em Pequim, em novembro de 2017, no primeiro mandato do republicano — Foto: Doug Mills / The New York Times
Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, dividem o palco durante cúpula em Pequim, em novembro de 2017, no primeiro mandato do republicano — Foto: Doug Mills / The New York Times

Os Estados Unidos estabeleceram uma tarifa básica de 30% sobre importações da China, conforme acordo firmado em maio, que recuou, ao menos por enquanto, de uma escalada tarifária prejudicial entre as duas potências. Embora outras tarifas ainda podem ser aplicadas a produtos chineses.

O prazo para expiração da tarifa atual é 12 de agosto, mas autoridades americanas indicaram que podem prorrogá-lo, à medida que as negociações continuam. Trump afirmou que as tarifas podem voltar a subir caso não haja um novo acordo. No entanto, sinalizou que o aumento seria inferior à alíquota de 145% que o governo americano chegou a aplicar em abril, no auge da escalada de retaliações entre os países.

veja no mapa as taxas que entram em vigor na sexta sobre produtos do Brasil e de outros países

Previous Post

Ciclone mantém tempo instável no Sul e Sudeste

Next Post

Vasco informa que Léo Jardim, expulso sob acusação de ‘cera’ contra o Inter, tem contusão nas costas

Next Post
Léo Jardim foi expulso em partida contra o Internacional — Foto: Dikran Sahagian/Vasco

Vasco informa que Léo Jardim, expulso sob acusação de 'cera' contra o Inter, tem contusão nas costas

  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.

No Result
View All Result
  • #55 (sem título)
  • New Links
  • newlinks

© 2026 JNews - Premium WordPress news & magazine theme by Jegtheme.