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veja o que o mercado espera do aguardado discurso de hoje do presidente do BC americano

BRCOM by BRCOM
agosto 22, 2025
in News
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Jerome Powell: palavras são aguardadas com atenção por investidores — Foto: Bloomberg

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, terá hoje a plataforma ideal para dar um sinal claro de que o Federal Reserve está prestes a retomar os cortes de juros. Mas a economia não lhe oferece um sinal igualmente claro de que agora é a hora.

O discurso anual do presidente do Fed em Jackson Hole, no estado americano de Wyoming, pode ser uma oportunidade para sinalizar mudanças de política monetária. Ali, como acontece todos os anos, estão reunidos desde quinta-feira representantes de todos os bancos centrais do mundo.

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Powell utilizou o evento para esse propósito no ano passado, e realizou um corte significativo logo depois. Ele está sob intensa pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para repetir a dose.

O problema é que nem todos os principais indicadores econômicos apontam nessa direção. Há algumas semanas, quando o último relatório de empregos revelou uma queda nas contratações, a justificativa para juros mais baixos parecia praticamente incontestável.

Jerome Powell: palavras são aguardadas com atenção por investidores — Foto: Bloomberg

Então, veio a maior alta nos preços no atacado dos EUA em três anos – o que alimentou a preocupação com a inflação impulsionada por tarifas, que tem mantido as autoridades do Fed em espera até agora neste ano. Tudo isso aumenta o escrutínio já intenso sobre Jackson Hole.

Portanto, mais do que nunca, o discurso mais aguardado do evento é o da autoridade monetária da maior economia do mundo, emissora do dólar. E Powell sabe que suas declarações e as decisões do Fed afetam todas as outras economias e os mercados, ávidos por uma redução dos juros em favor de investimentos de risco.

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No mês passado, Powell descreveu o mercado de trabalho como sólido e a política monetária como bem posicionada. Os investidores estarão atentos a qualquer mudança, mesmo que mínima, em qualquer uma das frentes — o que poderia abrir caminho para um corte dos juros na próxima reunião do Fed, em 16 e 17 de setembro.

Donald Trump e Jerome Powell: pressão por corte de juros — Foto: Getty Image via Bloomberg
Donald Trump e Jerome Powell: pressão por corte de juros — Foto: Getty Image via Bloomberg

Mas, com mais dados econômicos previstos para antes disso, o chefe do Fed pode preferir manter a mensagem cuidadosamente calibrada.

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— Embora eu espere que ele, de modo geral, aponte para taxas de juros mais baixas na próxima reunião, espero que ele condicione isso a uma mensagem muito dependente de dados — disse Jonathan Pingle, economista-chefe para EUA da UBS Securities. — Não acho que ele vá cravar isso.

Os mercados de títulos foram tentados a pensar que isso já estava garantido. Os rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano) com vencimento em dois anos, os mais sensíveis à política do Fed, caíram este mês, à medida que operadores passaram a precificar um corte de 0,25 ponto percentual em setembro.

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Sede do Fed em Washington — Foto: Anna Rose Layden/The New York Times
Sede do Fed em Washington — Foto: Anna Rose Layden/The New York Times

Estas apostas dispararam após o relatório de emprego inesperadamente ruim de julho, que também revisou para baixo os payrolls dos meses anteriores. E as apostas só foram ligeiramente reduzidas em vista da surpresa desagradável da inflação na semana passada.

Os investidores em títulos de dívida aguardam para ver se Powell confirma esta precificação de mercado — ou se reage com um lembrete de que novos dados, a serem divulgados antes da próxima reunião de política monetária, podem mudar o cenário. Eles também buscam pistas sobre a trajetória de longo prazo dos cortes de juros pelo Fed até o próximo ano.

— Parte do debate estratégico é se é melhor começar cedo e ir devagar, ou começar mais tarde e ser mais agressivo —, disse Ed Al-Hussainy, estrategista de juros da Columbia Threadneedle Investment.

Embora seja aí que o foco do mercado estará, em termos de tempo de fala, o caminho a seguir para as taxas de juros pode ocupar apenas uma pequena parte do discurso de Powell em Jackson Hole.

Será o último discurso que Powell fará no simpósio anual antes do término do mandato como presidente do Fed em maio de 2026 — e o pano de fundo é um dos períodos mais turbulentos da história recente do Fed. Trump criticou duramente a liderança de Powell e flertou com a ideia de demiti-lo, no que parece a muitos analistas do Fed um ataque ameaçador à independência do banco central.

Pressão constante: Trump e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, visitam o projeto de renovação da sede do Federal Reserve em Washington — Foto: Chip Somodevilla/Getty Images via Bloomberg
Pressão constante: Trump e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, visitam o projeto de renovação da sede do Federal Reserve em Washington — Foto: Chip Somodevilla/Getty Images via Bloomberg

Além de criticar a relutância do Fed em cortar os juros este ano, Trump e aliados destacaram a incapacidade do banco central de conter o aumento da inflação que se seguiu à pandemia. Isso está relacionado a outra questão que Powell abordará em Jackson Hole: a revisão em andamento da estrutura do banco central para a definição da política monetária, que deverá se basear nas lições aprendidas durante a era da Covid.

No geral, o discurso pode ter um tom de despedida. “Há uma razão para que ex-presidentes tenham usado os últimos discursos em Jackson Hole para refletir sobre os mandatos”, disse Pingle. “É a oportunidade deles de escreverem sua história.”

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