A cena teatral na Zona Norte abre as cortinas da variedade. As montagens abordam da ancestralidade afro-brasileira à dança que exalta o poder feminino, passando por um clássico da comédia musical e uma montagem circense repleta de humor. As performances acontecem em escolas municipais, no Teatro Cesgranrio, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio e no Museu da Maré.
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Para os fãs de comédia musical, “O jovem Frankenstein” será apresentado neste sábado (5), às 19h, e domingo, às 18h, no Teatro Cesgranrio, no Rio Comprido. Inspirada no clássico de Mel Brooks, a peça acompanha um renomado médico de Nova York que descobre segredos obscuros de sua família e se vê envolvido com monstros, novos amigos e um grande amor, em um cenário que une mistério e comédia. Com direção artística de Matheus Raineri, direção musical de Nakiska Muniz e coreografias de Maria Carolina, a produção é da Oficina Estilhaça. Os ingressos variam de R$ 15 a R$ 70.
— Queríamos unir a comédia com uma história que é um ícone no teatro e na literatura. Frankenstein tem uma longa trajetória, e é uma história que todos conhecem. O desafio é adaptar isso ao nosso estilo e rir com as reviravoltas da dramaturgia — comenta Raineri.
Nas próximas terça e quarta-feira, às 10h30, o Teatro Angel Vianna, no Centro Coreográfico da Cidade do Rio, na Tijuca, recebe “Brasileirinho: um carioca da gema do ovo”, dentro da performance teatral “Ritmar, musicar… Vamos brincar?”, criada pela atriz e escritora Dayze Nascimento. A peça, que começa com o poema “Amarelinhos”, é inspirada na infância da autora e no simbolismo da cor amarela, associada à alegria e às desigualdades sociais.
— A cor amarela era, para Maria Carolina de Jesus, a cor da fome. Para mim, era também a cor da minha infância, pálida pela anemia — explica Dayze.
O protagonista, “Brasileirinho”, nasce em um quilombo, e sua jornada enfatiza a harmonia entre diversidade e meio ambiente. Com projeções audiovisuais e interação com a plateia, a peça também levanta uma questão provocativa: qual é a cor do samba?
— Verde, azul, vermelho, rosa, branco e negro… O samba é tudo isso, e, acima de tudo, é negro! — diz a autora.
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As duas apresentações, gratuitas, terão transmissão em Libras e como convidados alunos de escolas públicas e particulares do entorno do Centro Coreográfico.
Entre segunda e quinta-feira, o público da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em escolas municipais da Zona Norte poderá conferir o espetáculo de dança “Iyamesan”, dirigido por Luna Leal. A peça combina poesia, música e audiovisual para exaltar a força da mulher negra, tratando de resistência e ancestralidade.
— Realizar esse projeto dentro do ambiente escolar é uma oportunidade de usar a arte como ferramenta de educação e discutir questões do cotidiano — afirma Kirce Lima, diretora de produção.
Após as sessões, Suzana Barbosa, autora do livro “Iyamesan, a senhora das nove partes”, mediará rodas de conversa.
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O espetáculo será apresentado nas seguintes escolas: na segunda-feira, na Padre Manoel da Nóbrega, em Ramos; terça-feira, na Berlim, em Olaria; quarta-feira, na Clóvis Beviláqua, em Olaria; e quinta-feira, na Suíça, na Penha Circular.
Sexta-feira (11), às 10h, o “Anjos do picadeiro”, um dos maiores encontros de palhaçaria da América Latina, retorna após sete anos. O festival, que acontecerá no Museu da Maré, traz o espetáculo “Vick & Greta”, estrelado por Giulia Nina e Laura Faleiros.
Vick e Greta são duas palhaças com carreira decadente que, em sua última apresentação, tentam impressionar um público importante. A entrada é gratuita.
