A vitória do Flamengo por 2 a 1, ontem, sobre o Estudiantes-ARG, no Maracanã, pela ida das quartas de final da Libertadores, veio acompanhada de uma série de lances polêmicos envolvendo a arbitragem. A revolta rubro-negra foi tanta que jogadores, dirigentes e até mesmo o treinador Filipe Luís criticaram a atuação de Andres Rojas, da Colômbia.
Pênalti não marcado em Samuel Lino
Logo no fim do primeiro tempo, Samuel Lino caiu dentro da área após disputa com Lucas Piovi e pediu pênalti. Os jogadores do Flamengo reclamaram querendo a marcação da penalidade, mas o árbitro Andres Rojas mandou o jogo seguir, gerando protestos de jogadores e comissão técnica na saída da etapa inicial.
Pênalti em Plata e expulsão do equatoriano
No segundo tempo, Gonzalo Plata foi expulso após uma dividida dentro da área. O equatoriano recebeu o segundo cartão amarelo ao ser atingido pelo zagueiro Facundo Rodríguez, que chutou a sola do pé do atacante, e ambos caíram no gramado. Os jogadores do Flamengo reclamaram do cartão vermelho e ainda pediram pênalti em cima do atleta rubro-negro.
O lance aconteceu aos 36 minutos do segundo tempo, quando o Flamengo vencia por 2 a 0. Com um a mais, o time argentino diminuiu o placar.
— @Libertadores Parabéns, nem para chamar o VAR — reclamou Plata nas redes sociais.
Critério na aplicação de cartões
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Outro ponto de reclamação por parte dos rubro-negros foi o critério na aplicação de cartões amarelos durante os 90 minutos. Jogadores acusaram o árbitro de adotar pesos diferentes para infrações cometidas pelas duas equipes, poupando atletas do Estudiantes em algumas infrações e advertindo os rubro-negros.
— O jogo estava controlado. Ele (árbitro) deu muitos cartões amarelos para a gente e nada para eles. Ele começou a empurrar o time deles e infelizmente tomamos um gol. Mas é isso. Libertadores às vezes acontece isso. Mas nosso time está preparado para ir para lá e ganhar — disse Varela ao fim do jogo.
— O resultado final foi muito condicionado pela arbitragem. Os erros cometidos hoje prejudicam a gente imensamente. Eles conseguiram um gol na nossa casa. Mas esse gol é muito da consequência do que a arbitragem fez no jogo. Expulsão sem sentido, faltas revertidas, amarelos que não são amarelos. Para nós, tudo hoje. Falta revertida. E para o Estudiantes nada — reclamou Samuel Lino na saída de campo.
Possível mão em gol do Estudiantes
No lance do gol do Estudiantes, mais uma reclamação por parte do Flamengo. Desta vez, a queixa foi de um toque de mão na construção da jogada que não foi marcado pela arbitragem e sequer analisado pelo VAR.
Após cobrança de escanteio curto, Benedetti cruza, Ayrton Lucas rebate pelo alto, e bola sobra para Carrillo, que emenda finalização dentro da área e diminui o placar para os argentinos aos 45 minutos do segundo tempo. A reclamação é que a bola teria batido no braço de Román Gómez após tentativa do lateral rubro-negro de afastar o perigo.
— No lance do gol deles, a bola toca no braço do jogador do Estudiantes. Isso não pode ser coincidência. Mais uma vez, a equipe que tem muito mais posse de bola, que ataca mais, termina com mais cartões amarelos do que a outra — reclamou José Boto, diretor de futebol do Flamengo.
Interferência do quarto árbitro
O episódio mais inusitado ocorreu à beira do campo. Uma das principais reclamações vindas do rubro-negro é a de que o quarto árbitro Jhon Ospina teria dado uma “dica” ao técnico do time argentino, Eduardo Domínguez, para evitar a expulsão do lateral-direito Román Gómez no primeiro tempo.
Informações trazidas pela ESPN deram conta de que o time brasileiro cobrou Ospina no túnel do Maracanã no intervalo, porque ele teria sugerido a Domínguez que substituísse Gómez. O motivo eram entradas muito fortes do defensor que poderiam resultar em um cartão vermelho.
— Todo mundo escutou. Eu falo espanhol, escutei bem. O quarto árbitro falando para o árbitro que o jogador deles (Gómez) já estava com amarelo. Depois, no segundo tempo, foi a mesma coisa — disse o lateral-esquerdo Matías Viña na zona mista.
As reclamações do Flamengo também foram feitas por parte do treinador Filipe Luís na coletiva, e do diretor José Boto na zona mista. O clube pretende abrir uma reclamação na Conmebol sobre a atuação da equipe de arbitragem desta partida.