Argentina e Áustria se enfrentam logo mais, às 14h (horário de Brasília), pela segunda rodada do Grupo J da Copa do Mundo e buscam a classificação antecipada para o mata-mata. A partida pode ser especial para Lionel Messi. Caso balance as redes, o camisa 10 se tornará o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo, com 17 gols.
Com tanta expectativa em torno do craque argentino, as previsões da Bola de Cristal apontam amplo favoritismo para os sul-americanos, com mais de 50% de chance de vitória. A realidade do confronto, porém, pode ser outra. Por isso, O GLOBO separou três pontos aos quais você deve ficar atento no jogo de hoje.
Ralf Rangnick é um treinador conhecido por montar equipes agressivas, verticais e que pressionam a saída de bola adversária. Diferentemente do jogo contra a Argélia, em que Messi teve liberdade durante boa parte da partida, no duelo desta tarde é provável que o craque seja mais “mordido”.
A Áustria pode dificultar a construção de jogo da Argentina e reduzir os espaços para o camisa 10, exigindo mais criatividade dos companheiros para encontrá-lo. No entanto, o foco dos austríacos não se resume a neutralizar o craque. A comissão técnica sabe que o perigo vem de todos os lados, o que exigirá uma marcação intensa e coletiva. A qualidade dos jogadores argentinos, inclusive, foi ressaltada na entrevista coletiva pré-jogo de Rangnick, que destacou que a seleção sul-americana é “muito mais” do que Lionel Messi, valorizando o trabalho e o talento dos demais atletas da equipe.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/8/g/iGUHiOS5utM0Ehi3aqWA/115336723-santa-clara-california-june-16-konrad-laimer-of-austria-battles-for-the-ball-with-abdall-1-.jpg)
Não que Lionel Messi precise de algum motivo específico para se motivar a jogar futebol. No entanto, não dá para negar que a possibilidade de se tornar o artilheiro isolado da história das Copas do Mundo dá uma “forcinha” a mais ao craque. Por isso, é importante observar como o gênio se comporta em campo.
Na estreia, chamou a atenção vê-lo combatendo e marcando até mesmo perto da linha lateral. Esse desgaste físico acende o alerta para outro fator crucial: a sua minutagem na competição. Prestes a completar 39 anos, o camisa 10 já vive sob um rígido controle de carga. Contra a Argélia, inclusive, ele foi substituído — algo que só havia acontecido outras duas vezes em toda a sua trajetória em Mundiais.
Apesar de ser disputado em um estádio coberto e climatizado, o jogo terá as duas interrupções obrigatórias para hidratação. O próprio Lionel Scaloni, técnico da Argentina, destacou que as pausas funcionam quase como novos intervalos e podem permitir ajustes táticos no meio de cada etapa.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2026/t/r/zqQ8ATTqufqB6DXFWMmA/115287653-kansas-city-missouri-june-15-head-coach-lionel-scaloni-of-argentina-looks-on-during.jpg)
— O calor e as pausas constantes dão vantagem ao time teoricamente mais frágil. No fim das contas, é para ter mais tempo de jogo e ficou um pouco desconexo. Essa coisa de quatro tempos parece irreal — disse.
Menos mal para os argentinos, que, contra a Argélia, as paradas não foram determinantes para o resultado. Na primeira, a equipe já vencia por 1 a 0. Após a segunda, marcou o terceiro gol e fechou o placar.

