O velório da publicitária Juliana Marins, de 26 anos, acontece, nesta sexta-feira, no Cemitério e Crematório Parque da Colina, Pendotiba, Niterói, município da Região Metropolitana do Rio onde a jovem morava. A jovem morreu após cair durante uma trilha no vulcão do Monte Rinjani, na Indonésia. Algumas coroas de flores já estão local. Pais de Juliana, Manoel Marins e Estela Marins chegaram por volta das 10h20, de óculos escuros. Com passos lentos, o casal carregava uma pequena caixa de som para ser colocada no espaço onde acontece o velório.
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Amigos e parentes também começam a no Parque da Colina. Aos poucos, os pais da publicitária vão sendo cumprimentados pelos presentes e recebem flores, abraços e palavras de incentivo.
A despedida ocorre no anfiteatro do cemitério, que conta com uma película que impede a visão interna do espaço. O público que deseja dar o seu adeus à publicitária deve caminhar até o alto do local, onde será recebido por músicos que tocam temas clássicos. Depois, acessar uma porta preta na lateral esquerda do anfiteatro.
Ao GLOBO, Mariana Marins, irmã de Juliana, afirmou que o velório trouxe um pouco de paz à família, mas que seu coração permanece “apertado” diante de tudo o que aconteceu.
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Após as despedidas, o corpo será encaminhado para cremação. Manoel Marins, pai da Juliana, explicou que essa data foi escolhida porque a família não tinha previsão de quando o corpo seria liberado.
A nova necropsia foi realizada na quarta-feira por dois peritos legistas da Polícia Civil do Rio e acompanhada por um perito da Polícia Federal e um assistente técnico da família. O exame iniciou às 8h30 e terminou por volta das 11h. O laudo preliminar deve ser concluído em até cinco dias.
A expectativa da família é de que a nova perícia esclareça pontos como a data e o horário exato da morte, além de avaliar uma possível omissão de socorro por parte das autoridades locais. A primeira autópsia, realizada na Indonésia cinco dias após a morte, apontou trauma com fraturas, lesões internas e hemorragia intensa, indicando que Juliana teria morrido cerca de 20 minutos após a queda. Ainda assim, os familiares acreditam que dúvidas permanecem.
O corpo de Juliana chegou ao Brasil uma semana após sua morte ter sido confirmada. Os restos mortais desembarcaram no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, vindo da Indonésia em um voo da Emirates. De lá, foram trazidos ao Rio em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), pousando por volta das 20h de terça-feira no Aeroporto do Galeão.