Nos últimos quatro anos, alguns clientes da Apple vinham aguardando um novo design antes de comprar um novo iPhone. Esse momento chegou para esses consumidores, com o lançamento do iPhone 17 Pro, Pro Max e iPhone Air, que chegam às lojas nesta sexta-feira.
Pela primeira vez desde 2020, a Apple está lançando vários novos designs de iPhone. A empresa também está levando às lojas o novo Apple Watch SE, o Watch Series 11, o Watch Ultra 3 e os AirPods Pro 3.
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As primeiras vendas na Ásia mostraram forte demanda pelos modelos Pro. Em Hong Kong, uma pequena multidão se reuniu na loja principal da Apple para conhecer os novos aparelhos, mas o estoque para compras presenciais estava limitado apenas ao inédito iPhone Air. Foram registradas longas filas na maioria das lojas da Apple tanto na Ásia no Reino Unido e na Espanha.
Quem desejasse adquirir um iPhone 17 ou uma edição Pro foi orientado a fazer o pedido on-line, onde a Apple indicava um tempo de espera de aproximadamente três semanas. As lojas da Apple na Austrália, Nova Zelândia, China continental e Cingapura apresentaram prazos de entrega semelhantes, com a espera pelo iPhone 17 Pro Max chegando a até quatro semanas.
O Japão foi o único grande mercado em que os consumidores puderam adquirir qualquer modelo do novo iPhone com entrega no dia seguinte, enquanto na Coreia do Sul o 17 Pro estava disponível em até uma semana, mas o Pro Max só seria liberado no fim de outubro.
As novas edições Pro trazem de volta o iPhone com carcaça de alumínio e um design traseiro reformulado, enquanto o iPhone Air representa a primeira tentativa da Apple de um design radicalmente diferente, tendo o formato fino como principal atrativo.
As apostas são altas para a Apple. A empresa enfrenta grandes expectativas de Wall Street em relação às vendas no período de festas, apesar das preocupações com a economia global e da ameaça de futuros aumentos de preços devido a tarifas. A gigante de eletrônicos sediada em Cupertino, Califórnia, também tenta convencer os consumidores de que recuperou sua força após sua estratégia de inteligência artificial ter fracassado.
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A recepção dos novos modelos na China será de grande importância para a empresa. As vendas na região caíram 6% nas semanas que antecederam o lançamento da nova família de dispositivos, registrando uma queda mais acentuada que o normal. Depois de anos de sucesso na região ao longo da última década, a Apple agora detém apenas 12% do mercado local, ficando atrás da Oppo, da Huawei Technologies, da Xiaomi e de outras concorrentes.
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O lançamento da mais recente grande versão do iPhone — um produto que estreou em 2007 — ocorre no momento em que a Meta Platforms Inc. e outras empresas avançam para dispositivos vestíveis com inteligência artificial, incluindo óculos inteligentes com telas. Os novos modelos também chegam semanas após a Alphabet Inc., dona do Google, e a Samsung Electronics Co. apresentarem atualizações de seus smartphones de ponta.
A Samsung, em particular, representa uma ameaça à dominância do iPhone. A empresa lançou a sétima geração de seu celular dobrável no formato de livro, que parece ter agradado aos consumidores graças à sua estrutura mais resistente e aparência mais fina. A Apple não deve ter um celular dobrável até o fim do próximo ano, segundo a Bloomberg News.
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A linha iPhone 17 Pro tem se destacado entre os compradores porque melhora os recursos que as pessoas mais desejam em um novo telefone: duração da bateria, tecnologia de câmera e durabilidade. Além disso, seu preço inicial é de US$ 1.099, apenas US$ 100 a mais que o iPhone 16 Pro que substitui.
— Os preços estão realmente sendo aumentados pela primeira vez em vários anos, então, se tivermos um ciclo típico de substituição com valores mais altos, além de algum avanço em IA, isso pode não ser um cenário empolgante para a ação, mas é razoável — disse John Belton, gestor de portfólio da Gabelli Funds, que administra US$ 33 bilhões em ativos.
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O iPhone Air, por outro lado, pode não impulsionar as vendas apesar da atenção que receberá. O dispositivo de US$ 999 aposta em um perfil fino, mas apresenta desvantagens na duração da bateria, no áudio e nas câmeras. Além disso, custa o mesmo que um 17 Pro quando se considera o acessório opcional de bateria magnética para aumentar a autonomia.
No início deste ano, a Samsung lançou o Galaxy S25 Edge, usando um conceito semelhante ao do iPhone Air. Até agora, tem sido um fracasso de vendas.