Um vídeo obtido pela família de Juliana Marins, de 26 anos, que aguarda resgate há mais de 17 horas após cair durante uma trilha guiada no Monte Rinjani, na Indonésia, mostra a chegada da equipe de resgate até a jovem. A publicitária niteroiense foi alcançada por montanhistas na manhã deste sábado, mas as condições do local inviabilizam, até o momento, uma previsão exata de quando vai começar efetivamente a operação de salvamento.
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As imagens foram enviadas ao GLOBO por familiares de Juliana. Segundo eles, a equipe conseguiu chegar até a publicitária antes das 12h (horário de Brasília), oferecendo comida e água. Irmã da publicitária, Mariana Marins detalhou a angústia da espera e o desafio do resgate numa região íngreme e escorregadia, na “beirada do precipício” do segundo vulcão mais alto da Indonésia.
— A gente está aqui torcendo muito para que tudo dê certo, mas são horas e horas de espera. São mais de 17 horas de espera desde o acidente da minha irmã, desde que ela caiu. Ela recebeu água e comida nesse momento, mas a gente ainda não tem previsão de resgate. A região onde ela está é muito inóspita, é muito difícil de subir de novo. O tempo está muito escuro e também tem bastante neblina, tem sereno. Então a pedra fica ainda mais lisa para voltar nesse resgate. A gente está comemorando porque ela está viva, mas ainda tem um bom caminho pela frente — destacou Mariana.
Vídeo mostra chegada do resgate a local onde brasileira está caída na Indonésia
As imagens mostram a movimentação cuidadosa dos socorristas, equipados com cordas e lanternas para iluminar seus passos no breu da montanha.
A embaixada brasileira na Indonésia informou que o resgate precisou ser adiado devido ao mau tempo, à baixa visibilidade e ao terreno extremamente íngreme. O comunicado foi repassado à família da niteroiense. Juliana permanece na encosta após cair durante uma trilha na sexta-feira.
“As operações serão retomadas pela manhã”, informou a embaixada brasileira, segundo familiares.
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O acidente ocorreu por volta das 19h da sexta-feira (horário de Brasília), e desde então Juliana aguarda socorro. Ela caiu cerca de 300 metros encosta abaixo e, segundo a família, está consciente, mas exposta a risco de uma nova queda.
Um vídeo captado por drone e enviado à família por pessoas que estavam na trilha mostra Juliana se movendo, mesmo com possíveis escoriações. As imagens, obtidas pelo GLOBO, confirmam seu estado de consciência.
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— Depois de cair ela ainda deslizou cerca de 300 metros montanha abaixo. É possível que ela não sobreviva por conta da demora no resgate e caia — diz a irmã, Mariana Marins.
A primeira tentativa de resgate ocorreu na madrugada de sábado, mas os socorristas não conseguiram ultrapassar a área de acesso crítico. Uma nova equipe de montanhistas especializados foi mobilizada e avançou até onde foi encontrado o mochilão da jovem. A previsão, agora, é de que o resgate seja retomado ao amanhecer de domingo na Indonésia (noite de sábado no Brasil).
Juliana está em um mochilão pelo Sudeste Asiático desde fevereiro, e já visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã. Na Indonésia, ela participava de uma trilha guiada quando sofreu a queda.
A família só foi informada cerca de três horas após o acidente, por meio de turistas espanhóis que estavam no local. Eles localizaram o perfil da jovem nas redes sociais e entraram em contato com conhecidos no Brasil, que conseguiram acionar parentes e autoridades.