Clássico de Walter Salles vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim e do Globo de Ouro de melhor filme internacional, “Central do Brasil” (1998) foi eleito o melhor filme brasileiro de todos os tempos em votação do GLOBO com a participação de 185 profissionais do audiovisual nacional.
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Protagonista do longa ao lado de Fernanda Montenegro, Vinícius de Oliveira mandou um depoimento ao jornal sobre a importância do filme em sua trajetória. Ele tinha apenas 12 anos quando rodou “Central do Brasil” e é lembrado até hoje pelo papel de Josué, jovem que perde a mãe em um acidente e embarga em uma viagem pelo Brasil ao lado de Dora (Fernanda) para tentar encontrar o pai.
— “Central do Brasil” é a plena transformação da minha vida. Se eu estou onde estou hoje, trabalhando como ator, com a cabeça que tenho, também tentando trilhar um caminho como diretor foi porque o “Central” me abriu essas portas quando eu era moleque e morava no Rio de Janeiro — lembra Vinícius, de 40 anos. — Não tinha ou pensava nessas possibilidades de forma alguma, até porque morava no Complexo da Maré, uma favela violenta. Era de uma família muito pobre. E “Central” me ajudou a trilhar este caminho e me fazer chegar até aqui.
Vinícius de Oliveira conta que ‘Central do Brasil’ abriu as portas do cinema para ele
O ator também lembra com carinho do trabalho ao lado de Walter e Fernanda.
— Ter a oportunidade de conhecer o Walter e trabalhar com ele, um diretor espetacular, o maior que a gente tem. Não à toa, o cara tem um Oscar na bagagem. Ele sabe lidar com o ator como ninguém. É de uma ternura muito incrível, muito bonita de se ver — conta o ator. — E Dona Fernanda, uma atriz de um brilhantismo único e de uma humanidade muito rara, que serve muito de inspiração. Toda vez que faço um trabalho novo, eu penso como dona Fernanda faria, como ela se comportaria.

