Esta reportagem faz parte do Guia Viver pelo Mundo, que reúne informações sobre 36 países como salários, vistos, segurança e custo de vida para quem quer morar fora. Acesse a ferramenta.
Morar fora sem precisar encontrar um emprego no país de destino já é uma possibilidade para trabalhadores que atuam remotamente. Os chamados nômades digitais são profissionais que mantêm sua fonte de renda no exterior enquanto vivem legalmente em outro país. Para esse público, destinos como Espanha, Islândia, Estônia, Grécia, Croácia, Costa Rica e Colômbia criaram vistos ou regras específicas de residência.
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As exigências variam bastante. Em geral, os programas são voltados a quem consegue comprovar trabalho ou renda vindos do exterior, além de outros requisitos definidos por cada governo. Na Islândia, por exemplo, o profissional precisa comprovar renda mensal mínima de 1 milhão de coroas islandesas (cerca de R$ 42,5 mil), trabalhar para o exterior e ter seguro de saúde internacional. O país permite que o nômade digital permaneça por até 180 dias.
A Espanha oferece uma alternativa interessante para quem trabalha remotamente. O nômade digital pode entrar como turista e, em determinadas condições, solicitar o visto diretamente no país. O processo pela Unidade de Grandes Empresas (UGE) prevê aprovação em até 20 dias úteis e residência imediata por três anos.
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Estônia tem estrutura digital
Já a Estônia, pioneira nesse tipo de programa, combina o visto com uma estrutura digital que permite realizar boa parte da burocracia do país pela internet.
Alguns países apostam principalmente nos benefícios fiscais para atrair esses profissionais. Na Grécia, nômades digitais podem ter isenção de até 50% do imposto de renda por sete anos. Na Croácia, a renda estrangeira dos nômades digitais é isenta de imposto local. Na Costa Rica, rendimentos gerados no exterior também não são tributados pelo país, além de ser possível importar equipamentos de trabalho sem pagar determinadas taxas.
Na América Latina, Colômbia também entrou na disputa pelo trabalhador remoto. Lá, o visto de nômade digital pode durar até dois anos e exige renda mensal equivalente a três salários mínimos colombianos, cerca de R$ 8.400.
No Guia Viver pelo Mundo, é possível descobrir quais dos 36 países analisados oferecem alternativas para nômades digitais e comparar também salários, custo de vida, segurança, qualidade de vida e outras regras de imigração. Para quem já trabalha remotamente, o visto pode ser uma das formas mais simples de transformar o desejo de morar fora em um projeto concreto.
Acesse o Guia Viver pelo Mundo e veja as opções para quem quer trabalhar remotamente do exterior

