Vitória Strada compartilhou recentemente com os seguidores um momento de autocuidado durante uma visita ao dermatologista. Em vídeos publicados nas redes sociais, a atriz mostrou que estava prestes a realizar um tratamento de pele diferente do que imaginava inicialmente. “Cuidando do meu melasma. Vim aqui e achei que ia fazer um botox de leve, mas vou fazer um laser”, contou.
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O tratamento em questão é o laser frio Hybrid Co2, uma tecnologia que vem ganhando espaço na dermatologia por prometer resultados de rejuvenescimento sem exigir longos períodos de recuperação. Diferentemente dos lasers tradicionais, o método busca tratar a pele de forma eficaz sem interferir na rotina do paciente, algo cada vez mais valorizado por quem não pode se afastar do trabalho ou de compromissos diários.
Segundo o dermatologista Abdo Salomão Jr., o avanço das tecnologias estéticas nos últimos anos acompanha justamente essa demanda por tratamentos eficientes e com recuperação rápida. “A verdade é que as tecnologias evoluíram muito nos últimos anos para atender essa demanda de alta eficácia sem tirar o paciente de suas atividades diárias. Hoje, ninguém tem tempo para ficar em casa, afastado do trabalho, depois de um tratamento de pele. Por isso, tecnologias como o laser frio Hybrid Co2 estão em alta”, explica.
De acordo com o especialista, o equipamento é uma evolução do conhecido laser de CO₂, tradicionalmente utilizado para rejuvenescimento cutâneo. A principal diferença está na forma como a energia é aplicada na pele. “Essa novidade em laser frio tem um tempo de exposição, ou seja, um período de permanência na pele, muito curto. É tão rápido que não transfere calor. Por isso ele é considerado um laser frio”, acrescenta o médico.
Outro ponto importante é que a tecnologia pode ser especialmente interessante para pessoas que apresentam melasma ou têm tendência a desenvolver manchas. Conforme esclarece o dermatologista, lasers que geram calor podem desencadear reações indesejadas em determinados tipos de pele.
“Em peles de fototipos mais altos, há um maior risco de aparecimento de manchas após o uso de lasers que transferem calor. Esse aquecimento tende a irritar os melanócitos, células produtoras de melanina, o que pode causar o que chamamos no meio médico de hiperpigmentação pós-inflamatória. Ou seja, o laser de aquecimento causa uma inflamação térmica que resulta nesse efeito colateral. Mas com o laser frio Hybrid Co2, que é atérmico, não há esse risco”, afirma.
Durante a aplicação, a sensação de desconforto costuma ser mínima, já que a ação ocorre principalmente nas camadas mais superficiais da pele. O objetivo é melhorar a textura, uniformizar o tom e estimular a produção de colágeno, o que contribui para suavizar rugas e sinais de envelhecimento.
“A técnica age em camadas mais superficiais, o que melhora a qualidade de pele, uniformiza o tom, estimula colágeno e trata rugas. Também podemos usar estratégias como o drug delivery, em que aproveitamos as portas de entrada criadas pelo laser para aplicação de fármacos que conseguem penetrar em camadas mais profundas, melhorando a terapêutica”, diz o médico.
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Após a sessão, é comum que a pele apresente leve vermelhidão, efeito que tende a desaparecer em até dois dias. Em geral, o protocolo recomendado varia entre quatro e seis sessões, com intervalo de cerca de um mês entre elas. O tratamento, no entanto, não é indicado para pessoas bronzeadas, pacientes em uso de anticoagulantes sistêmicos, com doença ativa, câncer em atividade, gravidez ou doenças do colágeno.
Para o especialista, quando bem indicado, o método pode ser uma alternativa segura para quem deseja melhorar a aparência da pele sem precisar interromper a rotina. “Esse é um laser muito seguro que, com a indicação correta, beneficia muitos pacientes que desejam rejuvenescer a pele de maneira mais progressiva, mas não têm tempo de se afastar das atividades diárias”, finaliza o Dr. Abdo.

