O voluntariado em uma das maiores recriações históricas da época medieval de Portugal é uma chance para brasileiras em início de carreira ou que querem mostrar trabalho.
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Os 11 brasileiros são maioria estrangeira na Viagem Medieval de Santa Maria da Feira, que termina hoje. Só ficam atrás dos portugueses entre os mais de 400 voluntários e figurantes.
Apesar de ser um trabalho voluntário, há uma remuneração de € 240 (R$ 1,5 mil), segundo informou a organização do evento de 11 dias na cidade da região de Aveiro.
O Portugal Giro entrevistou três voluntárias brasileiras que vivem no país e atuam na Viagem em áreas como figurino, maquiagem e atendimento ao público.
Agnys Cavalcanti (foto acima), atendimento ao público, banhos de São Jorge.
Aqui tenho horas de voluntariado e pode ser interessante no futuro se eu fizer um mestrado (criminologia). Entrei porque queria um trabalho de verão e a Viagem me chamou atenção. Achei lindo. E eu queria uma remuneração. Ainda tenho 17 anos e estou entrando na idade adulta. Tenho meus objetivos de criar independência financeira e o trabalho é para ver como eu me comportaria em uma situação que exige responsabilidade. Gosto de conversar com as pessoas e treinar o idioma inglês, ampliar horizontes e ter a experiência de trabalho”.
“É uma oportunidade de conhecer o mercado de trabalho e eu pensei muito nisso. Meus pais também queriam que eu interagisse mais, para lidar melhor com as pessoas. O atendimento ao cliente foi uma solução, porque tenho autismo, então tenho dificuldade de interagir em contexto social. Aos poucos, estou gostando, as pessoas são agradáveis. Mas o que eu gosto mais é de fazer desenhos e é uma profissão que gostaria de seguir no futuro, como ilustradora ou animadora”.
Mariana Carneiro, maquiagem.
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“Amo coisas que tenham caracterização e tenho um projeto que divulga a programação cultural em Aveiro. Este ano eu quis participar de outra forma, trabalho com eventos e tenho este currículo. Sou publicitária, música, envolvida com parte cultural. Sempre gostei de maquiagem, mas não tinha experiência, vim aprender aqui na formação. Fui selecionada e adorei. A maioria das meninas é maquiadora e quem é coordenadora aqui começou como voluntária. É um primeiro passo”.
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