- 4 dias de agonia: acompanhe a cronologia do acidente da brasileira
- Últimos posts: Juliana Marins relatou desafios e experiências de mochilão na Ásia
O vulcão se situa na região do “Anel de Fogo” — a linha de terremotos e erupções vulcânicas frequentes que circunda praticamente toda a orla do Pacífico. Com 3.726 metros de altura, o Rinjani é um popular destino de caminhadas na ilha de Lombok. São populares, por exemplo, excursões de três dias até o cume da montanha, que contém um lago em sua caldeira.
A caldeira, de 6 por 8,5 quilômetros, fica preenchida parcialmente pelo lago, a cerca de 2.000 metros acima do nível do mar, conhecido como Segara Anak ou Anak Laut (Filho do Mar), pela cor azul da água. A montanha é considerada sagrada para o povo local. A Unesco reconheceu o Monte Rinjani como um Geoparque Global em 2018.
Lombok fica nas Ilhas Menores da Sonda, um arquipélago composto por Bali, Sumbawa, Flores, Sumba e Timor. Lombok e Sumbawa, especificamente, ficam na porção central do Arco de Sunda, terreno de alguns dos vulcões considerados mais perigosos do mundo. Em altura, o Rinjani perde apenas para o vulcão Kerinci, em Sumatra.
Monitorado constantemente pelas autoridades locais, o Rinjani entrou em erupção pela última vez em 2016. Na ocasião, o cone vulcânico Barujari, dentro da caldeira, expeliu cinzas que forçaram o fechamento do espaço aéreo regional e do Parque Nacional. Em 2018, mais de 680 pessoas ficaram isoladas na montanha do vulcão após um terremoto de magnitude 6.4 da escala Richter e precisaram ser resgatadas por especialistas em terra e profissionais com helicópteros.
Juliana caiu durante uma trilha guiada na madrugada da última sexta-feira (21), em um dos trechos mais perigosos da rota que leva ao cume do vulcão. Desde então, seis equipes de resgate atuavam em condições climáticas complicadas para tentar alcançá-la, com o apoio de dois helicópteros e equipamentos como uma furadeira industrial. O corpo foi localizado por uma das equipes que desceu pela encosta da região conhecida como Cemara Nunggal, entre 2.600 e 3.000 metros de altitude.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/B/2/sgSAP6Spe8PbbdOUuAZQ/img-7001.jpg)
A operação foi marcada por chuvas, terreno instável e dificuldades de acesso, o que impediu o contato direto com Juliana desde o momento da queda. A causa da morte ainda será determinada pelas autoridades locais.
Juliana era natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e atuava como publicitária. Apaixonada por viagens e esportes ao ar livre, ela havia embarcado para um mochilão pela região do Sudeste Asiático desde fevereiro deste ano. Durante a viagem, a niteroiense visitou países como Filipinas, Tailândia e Vietnã.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8/internal_photos/bs/2025/N/A/ET9GVySkekqDErm6hhNA/111503556-juliana-marins-brasileira-que-caiu-durante-trilha-em-vulcao-na-indonesia-foto-reprod.jpg)
Juliana estava em um mochilão pela região desde fevereiro deste ano, tendo já visitado países como Filipinas, Tailândia e Vietnã.