À medida que a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount se aproximava da conclusão nos últimos meses, a imprensa especializada em entretenimento chegou a testar alguns nomes para a empresa resultante da fusão. WarnerMount? ParaBros?
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Agora, poucos dias antes de a nova companhia iniciar suas operações, na terça-feira, o novo nome foi revelado: Skydance.
David Ellison, herdeiro do setor de tecnologia que estará à frente da companhia resultante da operação, anunciou o nome na sexta-feira, em sua primeira publicação na rede social X. O post incluía um vídeo com cenas de filmes icônicos dos dois estúdios.
O nome é uma homenagem à paixão de Ellison pela aviação, interesse que compartilha com o pai, Larry Ellison, cofundador da Oracle que apoia o acordo de US$ 111 bilhões para a aquisição da Warner. O nome também é o da primeira empresa de entretenimento criada por David Ellison, em 2006, responsável pela produção de grandes sucessos de bilheteria, como “Top Gun: Maverick” e “Missão: Impossível — Protocolo Fantasma”.
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Em sua publicação, Ellison afirmou que manterá os nomes dos estúdios das empresas — Warner Bros. e Paramount Pictures.
“Nunca quisemos que uma nova identidade corporativa diminuísse, alterasse ou ofuscasse nenhuma das duas”, escreveu. “Em vez disso, queríamos um nome que desse à companhia resultante uma identidade própria, permitindo que Paramount e Warner Bros. — e todas as nossas marcas extraordinárias — permanecessem em destaque.”
Nas últimas décadas, fusões entre empresas de mídia normalmente resultaram na combinação dos nomes das companhias. Foi o caso da AOL Time Warner, resultado da controversa união entre a mídia tradicional e a internet discada; da Warner Bros. Discovery, empresa que reuniu reality shows e produções televisivas de prestígio; e da ViacomCBS, nome original da união das duas partes do império de mídia de Sumner Redstone.
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Quando Ellison adquiriu a Paramount, ele manteve a tendência e batizou a nova companhia de Paramount: a Skydance Corp.
Agora, porém, Ellison optou por um caminho diferente. Em vez de combinar os nomes das duas empresas, escolheu uma denominação mais simples: Skydance.
O nome é um dos principais detalhes que ele precisou definir antes da conclusão do acordo.
Mudanças
As mudanças já começaram. Ellison abriu espaço para Casey Bloys, presidente da HBO, ao negociar a saída da executiva responsável pelo streaming da Paramount, Cindy Holland, e encontrou um co-CEO para a companhia em Ynon Kreiz, ex-presidente da fabricante de brinquedos Mattel. Ele também está negociando para manter Mark Thompson, CEO da CNN, no cargo por tempo indeterminado.
Na sexta-feira, Pamela Abdy e Michael De Luca, co-CEOs e copresidentes do Warner Bros. Motion Picture Group, souberam que não permaneceriam na empresa após a fusão com a Paramount, segundo duas pessoas familiarizadas com a decisão. Josh Greenstein e Dana Goldberg, copresidentes da Paramount Pictures, devem comandar os dois estúdios quando o acordo for concluído, na próxima terça-feira.
Segundo quatro pessoas familiarizadas com o assunto, Abdy e De Luca ainda não haviam sido procurados pela Paramount quando a newsletter Puck, especializada na indústria de Hollywood, publicou a notícia da saída dos executivos na noite de quinta-feira. Ellison telefonou para os dois na manhã de sexta-feira para confirmar a informação.
Abdy e De Luca, contratados em julho de 2022 para comandar o estúdio de cinema, são conhecidos por dar espaço a cineastas e apostar alto em diretores autorais. Ao longo dos anos, isso trouxe sucesso com filmes como “Pecadores”, “A Hora do Mal” e “Superman”. Eles também conquistaram o maior prêmio de Hollywood neste ano, com o Oscar de Melhor Filme para “Uma Batalha Após a Outra”.
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Mas, apesar dos novos contratos assinados em outubro do ano passado, um desempenho ruim em 2026 provavelmente selou o destino dos dois.
Nenhum dos filmes lançados por eles neste ano arrecadou mais de US$ 100 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos. Entre os fracassos estão “A Noiva”, dirigido por Maggie Gyllenhaal, e “Supergirl”, da DC Studios.
O filme mais recente, “Digger”, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Alejandro Iñárritu, chegou aos cinemas na sexta-feira e vem recebendo críticas negativas, além de registrar projeções fracas de bilheteria. Analistas do setor estimam que o filme dificilmente arrecadará mais de US$ 12 milhões em seu primeiro fim de semana.
O resultado é especialmente preocupante para a sátira sobre mudanças climáticas, com duas horas de duração, que custou ao estúdio mais de US$ 130 milhões para ser produzida, sem contar os gastos de marketing.
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