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Washington Reis e Carlos Portinho desafiam Cláudio Castro e embolam corrida ao Senado na direita do Rio

BRCOM by BRCOM
junho 5, 2025
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O deputado Eduardo Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em 2023 — Foto: Cristiano Mariz

Bom dia, boa tarde, boa noite, a depender da hora em que você abriu esse e-mail. Sou o editor de Política e Brasil do GLOBO, e nessa newsletter você encontra análises, bastidores e conteúdos relevantes do noticiário político.

O governador Cláudio Castro (PL) resolveu a questão envolvendo o seu ex-vice Thiago Pampolha (MDB), agora conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e fora do caminho da candidatura de Rodrigo Bacellar (União Brasil) ao Palácio Guanabara. Há, no entanto, outros dois problemas ainda mais espinhosos para serem solucionados sobre as eleições de 2026.

O primeiro deles: Castro sinaliza querer ser candidato ao Senado no ano que vem quando duas vagas estarão em disputa, mas os atuais ocupantes dos cargos (Flávio Bolsonaro e Carlos Portinho) também desejam os postos novamente. Como Flávio tem a posição garantida por ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, resta a disputa dentro do PL entre Castro e Portinho, o suplente que virou senador após a morte de Arolde de Oliveira em 2020.

Nos últimos meses, Portinho fez claros movimentos de aproximação com setores da direita ao atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) de maneira mais contundente em discursos.

— Tenho conversado muito com Bolsonaro e vamos ver o que ele vai decidir. Sou pré-candidato ao Senado e, se o Cláudio também quiser ser, alguém vai ter que deixar o PL. Fui eleito o melhor senador do Brasil no Ranking dos Políticos e não está no meu horizonte ser candidato a deputado. Como diz o Romário, estou sentado na janela. Além disso, estou disposto a concorrer e correr o risco de perder. O Cláudio também está disposto a isso? — desafia Portinho, para depois dar declarações em sintonia com o deputado federal Carlos Jordy, que na segunda feira, acusou Castro em O GLOBO de ser “próximo do STF”. — Eu assinei todos os pedidos de impeachment do Alexandre de Moraes. Essa, de fato, é uma questão a ser respondida pelo Cláudio. Ele vai ser a favor?

Cobrado pelo bolsonarismo por uma postura mais agressiva contra o STF, Castro tem uma série de assuntos do seu interesse tramitando em instâncias superiores. O governo do estado está mantido no Regime de Recuperação Fiscal desde dezembro graças a uma decisão do ministro Dias Toffoli. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai julgar ainda este ano o recurso do Ministério Público Eleitoral da absolvição de Castro no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no caso Ceperj. Em 2022, as investigações apontaram que a estrutura da fundação foi usada para a contratação de cabos eleitorais para a campanha do governador.

O segundo nó a ser desatado por Castro tem nome e sobrenome: Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias e secretário estadual de Transportes. Uma cena inusitada no telejornal RJTV desta semana expôs o descompasso entre o governador e o popular político da Baixada Fluminense.

O jornalista Edmilson Ávilla anunciou ao vivo que haveria redução nos preços das passagens do trem e do metrô para R$ 4,70 a partir de informações dadas por Reis, mas teve que voltar atrás no ar minutos depois. Castro o telefonou dizendo que a medida não seria tomada pelo governo. O secretário dobrou a aposta, recebeu uma equipe de reportagem da TV Globo em seu gabinete e jogou a bola de novo no colo do Palácio Guanabara ao dizer que “conhece o governador e que ele sabe que a tarifa do Rio é a mais cara do Brasil”. Ou seja, colocou Castro no impopular papel de político contra a redução das passagens no transporte público.

Há mais movimentos recentes de Reis incomodando o Palácio Guanabara. No fim do mês passado, ele posou para uma fotografia com os ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho, rivais da dupla Castro e Bacellar. O casal de Campos dos Goytacazes defende que o ex-prefeito seja candidato a governador no ano que vem caso consiga reverter a sua inegibilidade em Brasília. O seu caso está parado no STF pelo placar de 3 a 1 contra Reis após uma condenação em segunda instância na Justiça do Rio por crime ambiental.

Com necessidade de ter aliados fora da capital, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), cotado para se candidatar a governador em 2026, vem dizendo nos bastidores que fará o que for possível para ajudar Reis na reversão da sua pena no Supremo. Para isso, acena com uma vaga na sua chapa para o Senado, que já tem o ex-deputado federal Alessandro Molon como especulado. Com as também anunciadas pré-candidaturas dos deputados federais evangélicos Otoni de Paula (PRTB) e Marcelo Crivella (Republicanos), o ex-governador Sérgio Cabral, consultor de Bacellar, vem dizendo a aliados que talvez seja melhor Castro vir candidato a deputado federal no ano que vem diante de tanta concorrência.

Procurado para falar sobre 2026, Washington Reis riu e desconversou.

— Minha família me fez prometer que eu não falaria de eleições em ano ímpar. Tudo o que eu disser pode ser usado contra mim nos tribunais.

Ao responder sobre Bacellar, o candidato que Castro já anunciou que quer apoiar no ano que vem, ironizou:

— Bacelar é candidato mesmo? Não to sabendo disso não. Acho que ele vai ter que falar mais alto isso porque lá em Xerém, minha terra, essa informação não chegou ainda não.

O deputado Eduardo Bolsonaro na Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em 2023 — Foto: Cristiano Mariz

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  • As ameaças contra Moraes nos Estados Unidos têm o dedo de Eduardo Bolsonaro ou não?
      • Washington Reis e Carlos Portinho desafiam Cláudio Castro e embolam corrida ao Senado na direita do Rio

As ameaças contra Moraes nos Estados Unidos têm o dedo de Eduardo Bolsonaro ou não?

Há duas semanas, Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, afirmou no Congresso americano que ‘há uma grande chance’ do ministro Alexandre de Moraes ser punido pelo governo. Rubio havia participado de uma audiência do Comitê de Relações Exteriores da Casa e, durante a sessão, foi perguntado pelo deputado republicano Cory Mills — considerado fiel a Donald Trump — se os Estados Unidos estavam avaliando aplicar sanções contra Moraes com base na Lei Global Magnitsky, que permite punir estrangeiros envolvidos em violações de direitos humanos ou em casos de corrupção.

Desde então, uma pergunta é feita nas rodas de conversas de políticos e jornalistas: afinal, qual a influência de Eduardo Bolsonaro nas ameaças, ainda não concretizadas, de sanções a Moraes no exterior? Os defensores da influência do filho do ex-presidente na política americana lembram do discurso de Trump, em fevereiro, durante evento da Conservative Political Action Conference (CPAC), um fórum conservador mundial: “Meu amigo Eduardo Bolsonaro, obrigado! Diga ‘oi’ ao seu pai. Sua família é ótima”, disse o presidente sinalizando na direção de Eduardo. Quem subestima o deputado recorda da posse de Trump, quando ele e Michelle Bolsonaro ficaram do lado de fora do Capitólio.

Na semana passada, na coluna de Bela Megale, o pastor Silas Malafaia deu o seu palpite: “Esse movimento (de sanções) não tem nada a ver com Eduardo Bolsonaro, com todo respeito. Tem a ver com big techs, cidadãos americanos e residentes na América. Quem é Eduardo Bolsonaro para fazer o governo americano tomar decisões?”.

No domingo, reportagem do jornal Estado de S. Paulo foi em linha oposta à tese de que o filho do ex-presidente tem baixa influência nos EUA. Texto de Guilherme Caetano apontou os nomes dos parlamentares americanos que integram uma espécie de bancada ‘anti-Moraes’ no STF. São eles: além de Mills, da Flórida, Maria Elvira Salazar e Brian Mast, do mesmo estado; Rich McCormick, da Geórgia; Jim Jordan, de Ohio; Chris Smith, de Nova Jersey, Mike Lee, de Utah. “Esses parlamentares são os principais aliados de Eduardo no Legislativo americano, e com quem o brasileiro tem feito reuniões em solo americano para discutir as investigações contra o seu pai”, escreveu Caetano.

Em breve, saberemos se Eduardo teve ou não importância em punições contra Moraes. Nota do colunista Lauro Jardim desta semana apontou a previsão do entorno do deputado para o início das sanções: “Quarta-feira ou quinta-feira. Esta é a previsão que Eduardo Bolsonaro tem feito para aliados próximos para que sejam editadas as primeiras sanções do governo Trump contra Alexandre de Moraes. Seria a data mais provável. Ou, “no máximo na semana que vem”, segundo o deputado”.

  • CEO’s Talk Show, com Nizan Guanaes

A série de entrevistas com presidentes de grandes empresas conduzidas pelo publicitário foi gravada no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, e já está no terceiro episódio. Até agora, os CEOs ouvidos foram João Adibe, da farmacêutica Cimed; Marcelo Melchior, da Nestlé; e Paula Lindbemberg, da fabricante de bebidas Diageo. O papo trata de liderança, de rotina de empresários bem sucedidos (acordar cedo, às vezes, por volta das 5h está na lista de vários), mas também de bastidores da condução dos negócios em cada uma das áreas. Paula, por exemplo, conta como tem crescido o interesse do brasileiro por bebidas para o período diurno. Também relata os motivos de ter criado uma versão especial do uísque Johnnie Walker para misturar com outras bebidas. São muitas as pessoas que querem consumir a marca, “viver a experiência”, mas não aguentam o paladar forte do original.

Há também relatos interessantes do próprio Nizan, como o contado na entrevista com Melchior: “Uma vez estava trabalhando com uma empresa de seguros para empresas e fui visitar. Aí, conversando com uma corretora, ela me disse que sabia fácil, ao entrar numa empresa, quais são as melhores pessoas para vender seguro de vida. São aquelas que têm porta-retrato na mesa. Por que essas pessoas amam a própria família”.

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