Yasmin Brunet compartilhou detalhes da experiência com a depressão e dos cuidados que passou a adotar ao longo dos anos para lidar com os períodos mais difíceis. A modelo contou que teve o primeiro episódio por volta dos 13 anos e que voltou a enfrentar quadros da doença em diferentes fases da vida. Segundo ela, em momentos de maior intensidade, também apresentou sintomas físicos, como fortes crises de enxaqueca.
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“Meu primeiro episódio de depressão começou com mais ou menos uns 13 anos de idade. Depois, com 14, lá pelos 17 de novo, e 20, 21, 22, 23, mais ou até 24, 25 anos também tive bastante ali, uns quadros bem intensos, inclusive. Eu acabava também somatizando muitas coisas e me vinham enxaquecas muito fortes”, relatou.
Sono e alimentação
Entre os hábitos que Yasmin procura manter está uma rotina de sono regular. Para ela, os cuidados não se resumem ao número de horas dormidas, mas também envolvem evitar uma rotina com horários muito desorganizados.
“Não é só dormir o suficiente, é você dormir muito tarde, acordar muito tarde. Então, você tem que tentar deixar a sua rotina de sono o mais regrada possível”, afirmou.
A alimentação também foi mencionada pela modelo. Yasmin contou que percebe mudanças no comportamento alimentar quando atravessa períodos de maior tristeza e que costuma ter vontade de consumir alimentos que considera menos nutritivos.
“Você não pode se dar ao luxo de comer mal. Quando a gente começa a ficar numa situação que a gente não está se sentindo bem e começa a ficar mais triste, a gente começa a querer aquelas comidas conforto, que geralmente são fast-food”, disse.
Ela também destacou a importância, em sua visão, de priorizar alimentos nutritivos e associou o funcionamento do intestino à produção de substâncias relacionadas ao cérebro e ao bem-estar.
“Muitos hormônios importantes para o nosso funcionamento do cérebro, nossa felicidade, são produzidos no intestino. Então, é muito importante que você dê ao seu intestino, ao seu corpo, ao seu cérebro e a você mesmo comidas de qualidade, comidas que realmente nutram. Isso faz diferença demais quando você está num estado depressivo”, pontuou.
Tratamento e rede de apoio
Yasmin também falou sobre o acompanhamento psiquiátrico e ressaltou que qualquer mudança na medicação, segundo sua experiência, deve ser discutida com o médico responsável. Ela alertou para que pacientes não alterem doses ou interrompam o tratamento por conta própria.
“Quando a gente está num tratamento psiquiátrico, a gente não pode parar quando quiser, aumentar a dose quando quiser, tomar um pouco mais ou menos. A gente tem que sempre perguntar para o nosso médico se tem que mudar ou aumentar. Não faça isso por conta própria”, declarou.
A modelo ainda destacou o papel das relações próximas durante períodos de maior fragilidade emocional. Para ela, conversar com familiares e amigos pode ser uma forma de buscar acolhimento, especialmente para quem não tem acesso à terapia.
“Terapia faz muita diferença, mas se você não puder, pelo menos não deixe de procurar sua rede de apoio. Não deixe de falar com sua família, não deixe de conversar com seus amigos e suas amigas. Não fique com tudo isso guardado dentro de você”, alertou.
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