O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, anunciou, neste domingo (12), que substituirá a primeira-ministra Yulia Sviridenko e os chefes de várias agências governamentais. De acordo com uma publicação nas redes sociais, Zelensky afirmou que as trocas são parte da alteração de sua estratégica política. “Essas mudanças exigem uma renovação do Conselho de Ministros”, explicou.
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Na publicação, o presidente agradeceu a Sviridenko pelo seu trabalho e disse ter oferecido à ex-premier a oportunidade de “liderar uma nova e importante área de relações com um parceiro-chave”, sem fornecer mais detalhes. Zelensky nomeou Sviridenko para o cargo de primeira-ministra no ano passado.
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As mudanças no gabinete exigem aprovação parlamentar, embora os legisladores tenham apoiado amplamente Zelenskyy desde a invasão russa de 2022 e raramente bloqueiem sua agenda.
Novos planos
Na mesma publicação no X, o presidente ucraniano listou uma série de tarefas que a Ucrânia deve realizar, como parte da mudança de sua estratégia política. Entre os pontos citados, está avançar rumo à adesão à União Europeia, fortalecer suas regiões fronteiriças, bem como o acordo para fabricação de sistemas Patriot, cuja autorização foi concedida na semana passada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
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Zelensky também indicou planos para designar uma pessoa específica para gerir diversas as diferentes áreas da política externa mencionadas como prioritárias. “O mesmo se aplica ao nosso trabalho interno. Há novos desafios e novas tarefas. Todo o trabalho nas regiões de linha de frente e fronteiriças da Ucrânia, que sofrem ataques russos todos os dias, deve ser significativamente fortalecido”, observou.
Apesar dos bombardeios quase diários — pelo menos quatro pessoas morreram, neste domingo, em decorrência de um ataque russo em Dnipropetrovsk, no centro-oeste do país —, Zelensky tem tentado remodelar a guerra e garantir um novo fôlego aos soldados ucranianos no front.
O afastamento do presidente americano pode ter sido peça-chave nesse momento. Ao mesmo tempo que Trump fazia pouco para esconder sua admiração pelo presidente russo, Vladmir Putin, e sua relação próxima, a pouca importância que parecia demonstrar à Ucrânia e ao próprio Zelensky pode ter operado como uma espécie de passe livre à atuação ucraniana no campo de batalha.
A resposta mais agressiva no front, além de demonstrar a resiliência do líder ucraniano, também teve resultado direto em sua popularidade: uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, de junho, 61% dos ucranianos confiam em Zelensky, números melhores do que os do auge da crise, no segundo semestre do ano passado.

