O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) criticou a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pediu o “fim da politicagem” nos comentários de um vídeo publicado em homenagem à Seleção Brasileira. Na semana passada, o pré-candidato também subiu o tom contra a organização em uma publicação sobre a influência de Francisco Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas decisões tomadas internamente, como a convocação do jogador Neymar Júnior.
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Em um vídeo postado nas redes sociais neste domingo, uma semana após a eliminação do Brasil da Copa do Mundo, a CBF afirma que “desistir nunca foi coisa de brasileiro, muito menos abaixar a cabeça”. A gravação, no entanto, usa o slogan “Pode acreditar” e projeta uma vitória da Seleção em 2030.
Nos comentários, junto a outros torcedores que criticaram o conteúdo, Zema escreveu que a organização deveria começar “acabando com a politicagem”. “Vocês prestam mais contas para Brasília do que para o brasileiro que acredita e torce por vocês”, disse. O ex-governador mineiro também pediu para que “acabem com essa farra suja”.
Comentário de Zema em vídeo da CBF
Reprodução/Redes sociais
Na fala, Zema repetiu as críticas feitas por ele em uma gravação publicada em seu perfil nas redes sociais na última quinta-feira.
— A CBF não vai prestar contas para você da eliminação. Ela presta contas para cá ou para Brasília. Eu te conto quem está por trás disso. Você nunca votou nele, ele não tem cargo na CBF, não tem mandato, não tem voto, mas manda. O nome dele é Francisco. Filho de quem? Do Gilmar Mendes — disse no vídeo.
Na publicação, o ex-governador afirmou que o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), ligado à família do ministro e administrado por Francisco, “fechou um acordo com a CBF para prestar cursos e ainda fica com 84% da receita”.
Zema também mencionou que o filho do ministro “se gabou com todas as letras” que teria tido influência na convocação de Neymar, como relatou o colunista do GLOBO Lauro Jardim. Além disso, o ex-mandatário citou uma decisão de Gilmar de 2024 que restabeleceu o comando da CBF e evitou o afastamento da então gestão.
— Se a mão do STF chega até a escalação da seleção, aonde mais ela chega que você não está vendo? Na sua conta de luz, na sua liberdade, no preço da sua vida. Esse, infelizmente, é o Brasil dos intocáveis. Uma família decide tudo e o país inteiro obedece — acrescentou.

