O ex-governador Romeu Zema (Novo) disse que, durante a campanha, “não é preciso ficar repetindo a mesma história” sobre a ligação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A declaração foi proferida em entrevista ao canal do YouTube MyNews na manhã desta terça-feira. Na ocasião, o mineiro também disse que não enxerga Flávio como seu principal adversário na corrida presidencial, mas fez acenos ao eleitorado de direita, reafirmando a promessa de indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).
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— Eu continuo com a mesma posição de sempre. É impossível aplaudir quem fez negócios com um banqueiro bandido, o Vorcaro. Agora, não precisamos ficar repetindo eternamente a mesma história. Espero que as investigações avancem e que quem teve qualquer envolvimento explique muito. A minha luta continua contra os ministros do Supremo que utilizaram do cargo para poder enriquecer — disse ao responder sobre as críticas feitas por ele contra Flávio após a descoberta da ligação com o Master.
Na ocasião, o ex-mandatário mineiro descreveu o caso como “um tapa na cara” dos brasileiros, mas foi criticado por alas de seu partido, o Novo, que mantém alianças com o bolsonarismo nos estados do Sul do país.
Durante a entrevista, Zema voltou a dizer que não considera os episódios do 8 de janeiro de 2023 como “golpistas”, classificando-os como uma “baderna”, e afirmou que concederia o indulto a Bolsonaro por considerar que ele foi alvo de um “julgamento de caráter político”. Questionado se considera Flávio como seu principal adversário no primeiro turno neste ano, o ex-governador buscou se distanciar da afirmação e citou o fenômeno “Luzema”, quando eleitores votaram nele para o Executivo de Minas em 2022, mas apoiaram o Lula na disputa presidencial.
— Não concordo totalmente [com a afirmação de que Flávio será o principal adversário]. Em Minas Gerais, eu sempre cito que, na minha reeleição, o voto mais comum que houve foi Lula e Zema. Muitos eleitores que votam às vezes no centro, até um pouco à esquerda, votam em mim. Eu sou um político que tenho posições de direita, mas sou extremamente tolerante — afirmou.

