O pré-candidato à Presidência do Novo, Romeu Zema, defendeu nesta quarta-feira que beneficiários de programas sociais que recusem ofertas de emprego devem ter o auxílio cortado. Segundo Zema, a medida é necessária para que não seja criada uma “geração de imprestáveis”.
— Se eu for eleito, beneficiário de programa social que recusar duas, três ofertas de emprego, terá o benefício cortado. Caso contrário, vamos conviver com essa geração de imprestáveis que estamos vendo. Enquanto ele não estiver trabalhando, ele terá que necessariamente concluir o ensino fundamental, médio ou profissionalizante, se não tiver — disse Zema a empresários nesta quarta.
Zema participou do evento “Agenda dos Presidenciáveis”, organizado pela CNC nesta quarta. A fala foi aplaudida pelos presentes. Em seu discurso, Zema voltou a defender também uma flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) entre as medidas necessárias para a economia brasileira.
O pré-candidato mineiro também voltou a afirmar que, caso eleito, vai privatizar todas as estatais brasileiras em busca de abater dívidas e investir em infraestrutura.
O presidenciável e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) também compareceu à cerimônia.
No final de junho, Zema já havia defendido regras diferentes para homens, como a exigência de estudo e curso técnico, para receber o Bolsa Família.
— Viso muito os homens. As mulheres têm outras atribuições em casa, têm filhos, têm uma diferença muito grande com relação aos homens. Os homens hoje são convidados a trabalhar, e as pessoas não vão por um motivo muito simples: elas têm a segurança de receber um benefício — disse.

