O ex-governador Romeu Zema (Novo) atribui o crescimento de seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral nos últimos quatro anos às participações mantidas por ele em um grupo de empresas que ajudou a fundar e a investimentos financeiros. Como mostrou o GLOBO, o mineiro informou neste ano ter R$ 178,7 milhões em bens, um aumento em relação aos 129,7 milhões declarados em 2022 (transformados em R$ 154,9 milhões em valores corrigidos pelo IPCA do período).
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Em nota, a campanha do presidenciável afirmou que a “evolução de patrimônio” do candidato é “proveniente das ações que detém em um grupo de empresas que ajudou a criar, além de aplicações financeiras”. O comunicado também classifica Zema como um “empresário bem-sucedido e que inaugurou mais de 470 lojas focadas em atender, principalmente, municípios com menos de 50 mil habitantes”.
“Há muitos políticos que escondem o seu patrimônio, já Romeu Zema sempre foi muito transparente com os ganhos e gastos pessoais e profissionais, pois sempre atuou com responsabilidade fiscal”, acrescentou o texto.
Neste ano, a maior fatia na lista de bens do presidenciável corresponde à participação do mineiro em uma holding familiar, que soma R$ 94,5 milhões. Zema também declarou R$ 56,2 milhões relativos a um fundo de investimento, R$ 16,8 milhões em participação em uma instituição financeira e R$ 3,96 milhões em aplicações de renda fixa.
Na eleição passada, em 2022, o patrimônio do mineiro era puxado pela cota de 27,14% na empresa Ricardo Zema Participações, que equivalia a R$ 72,3 milhões. Quando Zema se candidatou pela primeira vez, em 2018, o total de bens alcançava R$ 105,5 milhões (já corrigidos pela inflação do período).

