Como o seu próprio nome diz, a Cidade das Artes foi concebida para receber espetáculos artísticos. Mas por que não ser o palco para quem foi protagonista nos times do nosso futebol arte? Nos dias 23 e 24 de março, ela receberá nomes como Zico, Romário, Cafu, Mauro Silva, Dunga, Túlio Maravilha, Diego Ribas e os goleiros Júlio Cesar e Diego Alves, entre outros jogadores de muitas conquistas.
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Eles estarão juntos no evento Rio Futsummit, que já teve outras quatro edições. As anteriores tinham foco no mercado da bola. Agora, a proposta é aproximar esses ídolos dos torcedores, além de continuar a promover mesas de negócios. Com isso, o evento crescerá: na última edição, em 2024, teve 500 participantes por dia. Nesta, deve ter três mil.
— Na última edição, tivemos alguns convidados (de fora do mercado). Amigos vinham tremendo falar comigo: “Caramba, passei agora pelo Diego Ribas no cafezinho, ou pelo Fred tomando um chope”. Então tive a faísca de pensar em ampliar exponencialmente o evento, para reduzir a distância entre arquibancada e campo — conta Izabel Barbosa, uma das idealizadoras do Rio Futsummit. — Hoje o torcedor fica restrito a levar o filho no estádio ou, no máximo, ao museu do time. Nós teremos também encontros com ídolos para autógrafos e fotos. Queremos um dia ser o Rock in Rio do futebol.
Especialista em branding, Izabel pensou no evento junto com o marido, o ex-jogador Getúlio Vargas, conhecido como GV, que foi goleiro do Flamengo e hoje é apresentador esportivo. Além do espaço principal, onde haverá os debates mais populares, o evento terá uma outra mesa com temas mais técnicos, como o direito no esporte, uso de gramados sintéticos, fisiologia e medicina, com especialistas das áreas; e uma última para tecnologia e e-sports. No total, são mais de 200 convidados, contando também com nomes do jornalismo, como a ex-atleta Glenda Kozlowski, Ana Thaís Matos e João Guilherme.
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A mesa que abre o evento será comandada pelo anfitrião GV com Zico. O tema escolhido é “Quando a Camisa 10 vira legado”. O assunto deve render. O ídolo do Flamengo diz que percebe muita diferença entre o significado que a posição tinha nos anos 1980 e o que ela representa hoje.
— O Camisa 10 acabou! Hoje, começaram a dar preferência àqueles jogadores de mais condição física. Botaram o Camisa 10 para jogar pelos lados, como alas, e faltam os jogadores de criação no meio. Por exemplo, eu faço a Copa da Amizade Brasil-Japão Sub-15. No ano passado, não tinha nenhum Camisa 10 que pudéssemos falar esse garoto (vai despontar), é mais técnico. Atualmente, não vejo nenhum time com essa formação de Camisa 10 — antecipa o Galinho.
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A nostalgia não ficará apenas no debate. Outra novidade para esta edição são as mesas que celebram times históricos de clubes do Rio e suas conquistas. O ator e apresentador Fabio Porchat, vascaíno que sempre faz esquetes de humor sobre o cruzmaltino nas redes, vai mediar o debate sobre o time do Vasco de 1998, campeão da Copa Libertadores, ao lado de Carlos Germano, Mauro Galvão, Sorato, Luisinho Quintanilha e Donizete.
Já o Fluminense será celebrado em mesa com ídolos do time de 1995, campeão carioca daquele ano: Djair, Aílton, Cadu, Wallace e Ronald. O Botafogo convocado para sua mesa também é deste ano, com Leandro Ávila, Wilson Gottardo, Wagner de Souza e Montenegro, campeões brasileiros. No caso do Flamengo, GV escolheu um time do qual fez parte, o de 2006, campeão da Copa do Brasil, com Ronaldo Angelim, Toró, Renato Silva, Diegão e Leo Moura.
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A mesa que agradará a mais torcedores certamente será a do Brasil de 1994, tetracampeão mundial. Zagueiro daquele time e morador da Barra, Ricardo Rocha estará na Cidade das Artes. Ele lembra como aquele enredo foi heroico
— Dez jogadores daquele time estavam também em 1990; a derrota foi uma lição muito boa para a gente. Na vida, aprendemos mais na derrota. Fomos muito massacrados. A nossa expectativa ao falar do tetra é sempre a partir dessa união do grupo — resume Rocha, que estará ao lado de Romário, Mauro Silva, Dunga e Zinho.
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A superação, aliás, é um dos temas que unem interesse de atores do mercado e torcedores. Washington, o Coração Valente, vai debater o assunto na sua mesa. Já Cafu falará sobre liderança.
— São coisas do futebol que são inspiradoras para qualquer área do mercado — pontua Izabel.
Os ingressos podem ser comprados no site do evento, que será transmitido on-line e ao vivo gratuitamente em uma plataforma que a produção ainda vai anunciar. Já a atração final de cada dia passará no Sportv. Serão duas partidas de showbol, modalidade em grama sintética com seis jogadores de cada lado. No primeiro dia, haverá um jogo entre artistas, com nomes como L7nnon e Eri Johnson confirmados. Já no dia 24, a partida é um desafio entre Brasil e Argentina, uma revanche depois de termos perdido por 12 a 11 em novembro. A seleção conta com Romário, Djalminha, Miranda e André Balada. O formato é pensado para que o público veja lances de efeito.
— O objetivo é exatamente esse. Vamos jogar e nos divertir. Porém, como fomos atletas profissionais, a vontade de ganhar é grande. Costumo brincar quando os caras começam a dar porrada, falo que isso já passa na TV todo dia — conta Djalminha, fundador da Liga Showbol no Brasil. — Fizemos uma visita técnica e fiquei empolgadaço. O legal do showbol é poder montá-lo em qualquer lugar, e o visual da Cidade das Artes é demais.
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