O jornalismo que alimenta a IA

Inteligência artificial não vai tomar um café com uma fonte na busca de uma informação exclusiva. Nem entrará numa comunidade do Rio de Janeiro para denunciar abusos de organizações criminosas contra populações vulneráveis. Isso é função do jornalismo, a produção do primeiro conhecimento sobre a realidade.

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Máquinas de linguagem, ou modelos, só aprendem quando alimentadas com enormes bases de dados, que incluem registros jornalísticos acumulados ao longo de décadas. É na leitura desses dados que são feitas as inferências para calibrar as redes neurais artificiais. O ponto é que o conhecimento usado para desenvolver os modelos de linguagem, como GPT ou DeepSeek, é sempre do passado — o que já foi feito e o que já ocorreu.

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Assumindo que o combustível das IAs é informação, o jornalismo atua como a extração do petróleo, retirando e refinando dados brutos que dão origem ao conhecimento usado pelos algoritmos. Assim como a indústria petrolífera identifica, retira e processa o petróleo para gerar energia, o jornalismo capta a realidade, verificando fatos para produzir um registro preciso e confiável dos acontecimentos. Esse “óleo informativo” é, então, incorporado aos sistemas de inteligência artificial, que o refinam para criar análises, narrativas e até novas perspectivas sobre o passado e o presente, moldando a forma como a sociedade entende e acessa o conhecimento.

Há um ciclo de retroalimentação: o jornalismo alimenta a IA com a atualidade e a memória; a IA, por sua vez, começa a influenciar a sociedade devolvendo informações e narrativas já consolidadas.

Esse ciclo epistemológico fica mais evidente nos modelos de linguagem com estruturas de raciocínio, como DeepSeek-R1, ou GPT o3. As ferramentas de IA podem ampliar o acesso à memória, especialmente na substituição dos mecanismos tradicionais de busca na internet. O público recupera informações históricas em segundos com muito contexto, algo impensável nas eras anteriores. Mas também podem reforçar determinadas versões da realidade — consolidando memórias coletivas tendenciosas ou parciais — sem o devido contraditório humano.

Imagine uma IA em 2055 fornecendo informações estratégicas sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, tendo como base de treinamento conhecimento produzido nos Estados Unidos. Ou elaborando relatórios sobre a questão tibetana treinada somente com conhecimento chinês. A incorporação da IA coloca em questão o papel do jornalista como curador da memória social.

Com IAs capazes de sintetizar o passado de forma autônoma, o desafio é garantir a qualidade, a veracidade e a pluralidade dessa memória reconstruída. Portanto a responsabilidade jornalística ganha uma nova camada: não só produzir conteúdo para o presente, mas conscientizar-se de como esse conteúdo integrará a memória digital permanente que alimenta algoritmos. Uma interação simbiótica com sistemas de IA.

Cabe a toda a sociedade acompanhar criticamente essa interação, com a necessidade de um jornalismo responsável e consciente de seu legado na memória social — um legado que agora, mais que nunca, transcende às páginas dos jornais e alimenta a inteligência das máquinas e das futuras gerações.

*Ben-Hur Correia é jornalista

O jornalismo que alimenta a IA

O ovo do clima que Lula tem de conhecer

A fábula da galinha dos ovos de ouro é encontrada em diversas versões, de Esopo a La Fontaine, de Monteiro Lobato a Millôr Fernandes, esta no formato de paródia. Um fazendeiro tinha uma galinha que punha um ovo de ouro por semana. Apressado, resolveu trapacear. Abriu a galinha para retirar a barra de ouro que existia por lá. Mas a ave era como qualquer outra, sem nada do metal em suas entranhas. A ganância fez o fazendeiro matar sua galinha dos ovos de ouro.

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Compreendo o presidente Lula, que quer encontrar o pilantra, nas palavras dele, que fez aumentar o preço do ovo. Darei uma pista. Antes preciso descrever outros fenômenos, mas o pilantra é o mesmo.

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Nyangai é uma ilha habitada de Serra Leoa. A elevação do nível do mar a dividiu em duas. Em fevereiro, o lado maior da ilha, que tinha 700 metros há dez anos, não passava da lateral de um campo de futebol; e desaparecerá em pouco tempo. A África, que em 400 anos emitiu 3% do total de gases de efeito estufa (GEEs), será tão ou mais afetada pelas mudanças no clima quanto China, Estados Unidos, União Europeia e Índia, que emitem mais de 50% dos GEEs.

Recentemente, no jornal Valor Econômico (“Quatro Argentinas a menos de energia”), mostrei que neste século encolheu drasticamente o total de energia armazenada nos reservatórios das hidrelétricas (UHEs). O problema é ainda maior quando é avaliada a energia natural afluente, ou afluência — a água que efetivamente chega às UHEs.

Nas UHEs do Sudeste/Centro-Oeste (SE/CO), nota-se que, no período ainda favorável, como de 2000 a 2012, a afluência, em cinco anos, superou a média de longo prazo, métrica aplicada desde 1933. Em seis anos, ficou entre 88% e 95% dessa média. O pior ano foi 2001, quando a escassez de água resultou num racionamento de 20%, o maior da História.

No horizonte entre 2012 e 2024, quando cresceu mais ainda a emissão de GEEs e foi mais íngreme a elevação da temperatura do planeta, o quadro é perturbador. Nesse período, apenas em 2013 a afluência foi maior que o histórico e, em três anos (2014, 2021 e 2024), não passou de 67%. Um detalhe chocante, mas que não surpreende: no SE/CO, o pior ano de afluência do ciclo de 2000 a 2011 foi melhor que a média do ciclo entre 2012 e 2024.

No Nordeste (NE), o quadro é também inquietante. Apenas em 2004 o volume de água que chegou às UHEs foi maior que a média de oito décadas. Em seis anos, a média foi inferior a 50% do histórico e, em 2017, o pior dos piores, mal chegou a 30%. Anote isso: a média das médias das afluências do ciclo entre 2012 e 2024 é inferior a 60% do histórico, como se a capacidade de produção das UHEs fosse mais de 30 pontos percentuais menor do que deveria ser.

Resultado: entre 2012 e 2024, a contração das afluências no SE/CO e no NE, onde está quase 90% da capacidade de armazenamento, corresponde a três anos de consumo de eletricidade dos nossos parceiros do Mercosul — Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai — juntos. Deixamos vazar por um “ralo” de dimensões planetárias o equivalente R$ 170 bilhões, ou R$ 13 bilhões ao ano, explicados pelas mudanças no clima. É como se jogássemos fora 20 mil toneladas de barras de ouro.

Retorno ao preço do ovo. De dois feirantes, de Brasília e de Florianópolis, obtive informações consistentes para alta no preço. Para um deles, a taxa de câmbio fez subir o custo dos insumos, e a demanda teve leve crescimento. Os dois, porém, são unânimes quanto aos efeitos do clima. Num ambiente de calor extremo, as galinhas comem menos e bebem mais água, o que os veterinários e zoologistas chamam de estresse térmico. Além de reduzir a produtividade, torna as aves mais vulneráveis a doenças.

Mas o clima não é o pilantra. O clima já foi uma galinha dos ovos de ouro, mas foi trapaceado. O aumento do preço do ovo é determinado pelo universo de sabotadores que, ao desprezar as metas de emissão de GEEs, fez elevar a temperatura da Terra, o nível do mar e reduzir o volume de água para UHEs. A trapaça fez definhar nossa galinha dos ovos de ouro. Tudo isso sairá muito caro, e os efeitos serão repartidos de forma desigual, como no caso de Serra Leoa.

*Edvaldo Santana, doutor em engenharia de produção e professor titular aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina, foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica

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declaração tem novidades para quem tem investimentos no exterior. Entenda

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A partir de agora, os contribuintes que têm aplicações fora do Brasil só precisam declarar uma vez no ano os ganhos ou prejuízos, mesmo que não haja qualquer repatriação do valor.

Antes, essa apuração era mensal via Carnê-Leão (que tributava os rendimentos recebidos na forma de renda, como dividendos e aluguel de imóveis) e via DARF do GCAP (Programa de Ganho de Capital da Receita, que taxava ganhos provenientes de juros de aplicações financeiras e ativos).

Ambos deixaram de ser necessários. A prestação de contas é apenas via Declaração de Ajuste Anual, cujo prazo de entrega é até 30 de maio.

A alíquota de IR sobre os rendimentos financeiros no exterior passou a ser única, de 15%. O novo percentual incide sobre as aplicações internacionais e também sobre dividendos recebidos fora do Brasil. Dividendos obtidos de empresas sediadas em território nacional continuam isentos.

Até o ano passado, a tributação era realizada de duas formas a depender do tipo de rendimento: se os ganhos viessem de dividendos ou de recepção de aluguéis, a tributação era via carnê-Leão no mês da obtenção do rendimento, com alíquotas que variavam de 7,5% e 27,5%, com isenção para quem recebia até R$ 2.112 mensais. Já para a venda de ativos ou na recepção de juros dos investimentos, a tributação era via ganho de capital, com alíquotas que variam de 15% a 22,5%.

Compensação de perdas e ganhos

Além dessas mudanças, a declaração do IR vai atender a um novo mecanismo de compensação de perdas e ganhos entre diversas classes de ativos em que o contribuinte invista. Vai funcionar assim: o contribuinte lança cada aplicação internacional na declaração. O próprio programa soma todas elas e indica, ao fim, se houve lucro ou prejuízo.

O Imposto de Renda vai incidir somente se houver lucro no montante total. Ou seja, se o investimento em uma determinada ação na Bolsa de Nova York tiver dado prejuízo, mas o rendimento de um fundo de renda fixa na Alemanha for maior que a perda com as ações, o IR vai incidir sobre a diferença entre o retorno do fundo e o prejuízo com as ações. E o imposto será devido mesmo que o investidor não resgate o valor aplicado no fundo.

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Até ano passado, a tributação variava de acordo com o investimento e não com a soma de todos eles.

— O processo ficou mais simples, podendo compensar perdas, com uma só alíquota em uma só declaração — aponta Vagner Quito, sócio do escritório de consultoria tributária 4Tax Group.

A apresentação dos rendimentos à Receita não deve acontecer somente no momento em que houver repatriação das aplicações, ele frisa:

— O Brasil adota o regime de tributação global. Tudo que um residente fiscal no Brasil recebe de rendas no mundo, independentemente de ter repatriado ou não esse dinheiro, pode ser um fato gerador de imposto por aqui — afirma.

Essas mudanças na declaração de IR visam a atender as alterações na tributação nos investimentos internacionais que entraram em vigor no ano passado, a partir da publicação da Lei 14.754, de 2023. Veja abaixo um resumo do que mudou:

O que mudou nos investimentos internacionais

  • Rendimentos financeiros terão alíquota fixa em 15%. Antes era progressiva , de 15% a 27,5%.
  • Pagamento do imposto será feito apenas na declaração do Imposto de Renda, sem necessidade de apuração mensal
  • Compensação entre perdas e ganhos: imposto será cobrado sobre ganho líquido realizado, independentemente do ativo — seja título de renda fixa, ação ou cotas em fundos de investimento
  • Fim da isenção para alienação de bens de até R$ 35 mil no exterior — antes, o lucro obtido na venda de bens e ativos no exterior abaixo de R$ 35 mil era isento de tributação. Agora, qualquer ganho de capital no exterior será tributado.

Não houve mudança em relação a salários e aluguéis de imóveis no exterior. Eles precisam de prestação de contas mensal (via Carnê-Leão), como já era antes.

Aplicação no exterior na pré-preenchida

Segundo Vagner Quito, o Brasil é signatário de dois acordos globais de trocas de informações de instituições financeiras, o FACTA e o CRS. Através deles, bancos de todos os países que também fazem parte da aliança fornecem informações à Receita Federal sobre residentes fiscais brasileiros que possuem contas bancárias lá fora. Valores contidos não são informados.

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Esses dados estarão na declaração pré-preenchida a partir de 1º de abril. Nos anos anteriores, esse modelo de declaração não trazia esse tipo de dado.

O que mais mudou na declaração de IR 2025? Veja vídeo

IMPOSTO DE RENDA 2025 | O que mudou?

Mudança também para offshore

A partir deste ano, também há mudanças para quem possui empresas no exterior sendo residente fiscal no Brasil. A declaração e pagamentos de impostos devem ser realizados anualmente, e não mais apenas quando há retirada de recursos.

Além daqueles resultados efetivamente realizados, o empresário precisa atualizar os ativos a valores de mercado, mesmo que não tenha sido realizado desinvestimentos. E, por si só, a atualização desses valores é considerada lucro, impactando o resultado final. Desta quantia, incidirá os 15% do IR sobre aplicações no exterior.

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Há ainda a possibilidade de compensação dos impostos, como nos demais investimentos no exterior. Como a alíquota no Brasil passou a ser de 15%, se a aplicação da empresa no exterior tiver uma tributação acima deste percentual, não há obrigação de tributação por aqui, apesar de a declaração ter os números terem de constar na declaração.

Mas, se a cobrança tributária no país que sediar a offshore for menor (por exemplo, de 10%), o percentual de IR que vai incidir sobre a aplicação é a diferença entre 15% e 10%. O próprio programa da Receita calcula o valor devido a partir dos números inseridos.

Variação cambial é ponto importante

A variação cambial também é um ponto importante a ser considerado nos investimentos internacionais, afirma Vagner Quito, do 4Tax, já que os valores apresentados na declaração devem ser em reais. Segundo ele, o câmbio para o cálculo deve ser o PTAX, fornecido pelo Banco Central diariamente. A conta deve, então, multiplicar o valor em dólares entre o momento da compra e o de venda dos ativos.

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Por conta da variação cambial (em 2024, o dólar se valorizou em 27,3%), é possível que haja imposto a pagar mesmo que o contribuinte tenha prejuízo em suas aplicações no exterior, como exemplifica Quito:

— Se você investiu US$ 100 com câmbio a R$ 4, você teria um investimento de R$ 400. Depois, você vendeu o ativo a US$ 80 com o câmbio a R$ 6, você vendeu por R$ 480. Ou seja: perdeu dinheiro em dólar, mas ganhou em reais. E a conta é sempre em reais. Se o resultado em reais for positivo, deve-se pagar os 15% — ele diz.

Como declarar ativos no exterior

Primeiro passo. Para declarar bens e ativos que o investidor possui no exterior, ele deve adicionar os itens na ficha Bens e Direitos.

Como declarar investimentos no exterior no IR 2025 — Foto: Reprodução / IRPF 2025
Como declarar investimentos no exterior no IR 2025 — Foto: Reprodução / IRPF 2025

Segundo passo. Ao criar um novo, é necessário escolher a classe de ativos.

Como declarar investimentos no exterior no Imposto de Renda — Foto: Reprodução / IRPF 2025
Como declarar investimentos no exterior no Imposto de Renda — Foto: Reprodução / IRPF 2025

Terceiro passo. No exemplo, escolhemos o grupo “Aplicações e investimentos” com o código “99 – Outras aplicações e investimentos”, que serve, por exemplo, para identificar a posse de ações de empresas listadas no exterior. Em seguida, escolha o país.

Na discriminação, é importante dizer exatamente qual o tipo do investimento, por exemplo: ação da empresa de Nome Hipotético , seguido do valor pago em dólares e a cotação em reais, além do dia da compra.

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Por ser um investimento estrangeiro, aparecerão duas caixas na parte inferior da aba: Aplicação Financeira, onde o contribuinte deverá informar o lucro ou prejuízo obtido e o imposto pago no exterior; e Lucros e Dividendos, para o caso de direitos a dividendos de empresas internacionais, identificando o valor recebido e o imposto pago no Exterior e no Brasil.

Ao inserir um a um todos os ativos de sua posse no exterior, o próprio programa realizará o cálculo do imposto devido a ser pago localmente, já descontando eventuais cobranças de tributos no país onde estão os bens.

Os leitores podem enviar suas dúvidas para o e-mail ir@oglobo.com.br . Dentro do possível, elas são esclarecidas nas matérias publicadas no ambiente especial sobre o Imposto de Renda (oglobo.globo.com/economia/imposto-de-renda). O sócio de impostos da EY, Antonio Gil, também vai tirar dúvidas em vídeos publicados na mesma página.

declaração tem novidades para quem tem investimentos no exterior. Entenda

Massa de ar frio e seco avança, e chuva deve atingir Rio, SP, BH; veja previsão desta quinta

Todas as regiões do país estão sob aviso de pancadas de chuva e rajadas de vento nesta quinta-feira, segundo o Instituto Brasileiro de Meteorologia (Inmet). Um total de cinco alertas de “perigo” e “perigo potencial” de precipitações e ventos intensos atingem 23 estados do Brasil, com exceção do Semiárido e de trechos do Centro-Oeste.

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Confira a previsão do tempo para esta quinta-feira

Inmet alerta para chuvas intensas nesta quinta-feira — Foto: Reprodução

Três informes na escala laranja, de “perigo”, indicam chuvas entre 50 e 100 mm/dia e ventos intensos de até 100 km/h no Sudeste, especialmente no Rio e em São Paulo. Além do Paraná, no Sul, e do Acre e do Amazonas, no Norte, que também amanhecem em estágio de atenção.

— A evolução da entrada de uma massa de ar frio e seco garante a continuidade das chuvas no Sul, em São Paulo, Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Uma chuva com características de pancadas, com rajadas e trovoadas. Já no Norte, é preciso olhar para o Amapá, com a possibilidade de acumulados significativos — analisa a metereologista Andrea Ramos.

O órgão veiculou outros dois alertas de “perigo potencial”, em menor escala, que preveem chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos de 40 a 60 km/h, que percorrem todo o Norte, passam por boa parte do Sul, Centro-Oeste e ainda afetam algumas localidades do Nordeste e seu litoral. A exceção, por lá, fica a cargo do Sergipe e da Bahia.

— Segue muito quente e seco no Semiárido brasileiro, que corta do Norte de Minas Gerais ao interior nordestino, além do Distrito Federal e de Goiás — diz a especialista.

A recomendação do Inmet é de que a população evite enfrentar o mau tempo, observe a alteração nas encostas e, se possível, desligue aparelhos elétricos e quadro geral de energia.

O Instituto ainda deixa uma série de instruções para os moradores de áreas que possam ser mais afetadas pelas chuvas. Confira:

  1. Em caso de rajadas de vento, não se abrigue debaixo de árvores, devido a leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;
  2. Evite usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada;
  3. Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

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Jão anuncia pausa na carreira: 'Já disse o que tinha pra dizer por agora'


Cantor já havia indicado que faria uma pausa após os shows da Super Turnê, que lotou estádios e arenas Brasil afora O cantor Jão, de 30 anos, usou as redes sociais nesta quarta-feira (2) para anunciar uma pausa na carreira. O artista já havia indicado que faria uma pausa após os shows da Super Turnê, que lotou estádios e arenas Brasil afora.
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Na época, fãs especularam se a decisão do cantor por uma pausa teria a ver com questões de saúde mental. Mas Jão avisou em seu post que “não tem nada muito profundo acontecendo”:
“Não estou cansado ou triste, pelo contrário. Estou com os olhos brilhantes, cheio de vontade de criar algo de valor, mas essa onipresença obrigatória dos artistas no nosso país me dá um pouco de ansiedade. E acho que posso me dar o direito de viver um pouco longe disso para criar coisas que são verdadeiras.”
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O artista continua:
“Agora, pela primeira vez, sinto que estou em um lugar de segurança – onde o que eu conquistei é verdadeiramente meu, e isso me dá a liberdade de parar de correr por um momento, reabastecer e garantir que minha estrada seja longa, muito longa.”
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Leia a íntegra da mensagem de Jão:
“Pronto! Entreguei o último show desse disco, ele foi lindo, e como disse, agora vou ali tirar um tempo. Falei sobre isso um pouco antes da hora e achei engraçado o rumo que as minhas palavras tomaram. Não tem nada muito profundo acontecendo, além de eu simplesmente sentir que já disse o que tinha pra dizer por agora. E eu sempre achei meio cafona a pessoa que segue na mesa, falando sem parar, mesmo quando não tem mais o que dizer. Não estou cansado ou triste, pelo contrário. Estou com os olhos brilhantes, cheio de vontade de criar algo de valor, mas essa onipresença obrigatória dos artistas no nosso país me dá um pouco de ansiedade. E acho que posso me dar o direito de viver um pouco longe disso para criar coisas que são verdadeiras. É onde sinto que sou melhor.
Os últimos anos foram muito generosos comigo, lancei quatro álbuns e acabei de concluir a turnê dos meus sonhos, mas por outro lado a minha obsessão com a música me deixou algumas pendências. Eu não vivi o luto das minhas avós, tratei meu corpo muito mal e vi meu relacionamento acontecer e desacontecer muitas vezes porque eu estava muito obcecado em me tornar alguém. Agora, pela primeira vez, sinto que estou em um lugar de segurança – onde o que eu conquistei é verdadeiramente meu, e isso me dá a liberdade de parar de correr por um momento, reabastecer e garantir que minha estrada seja longa, muito longa. É preciso abrir espaço para que uma árvore cresça e vou fazer isso do lado de cá. Viver para criar, ou só viver por viver, que já é o bastante. Até qualquer dia desses.”

Jão anuncia pausa na carreira: 'Já disse o que tinha pra dizer por agora'

Tarifas de Trump podem encarecer iPhone com inclusão de países para onde a Apple foi para escapar delas

Quando o presidente Donald Trump impôs tarifas à China pela primeira vez, em 2018, a Apple começou a transferir mais produção de iPads e AirPods para o Vietnã e de iPhones para a Índia. Mas, com o retorno de Trump à Casa Branca, essa estratégia pode ter saído pela culatra para a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo.

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Na quarta-feira, Trump anunciou que os Estados Unidos aplicarão tarifas de 46% ao Vietnã e 26% à Índia. A Casa Branca afirmou que as tarifas entram em vigor imediatamente, embora alguns especialistas em comércio as considerem preliminares, pensadas como ponto de partida para negociações que reduzam tarifas internacionais.

As tarifas propostas ameaçam aumentar ainda mais a pressão sobre os negócios da Apple.

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A empresa já enfrenta tarifas de 20% sobre produtos importados da China, onde fabrica cerca de 90% dos iPhones que vende globalmente. Trump disse que, sob seu novo plano tarifário, essa alíquota subiria para 34%. Um porta-voz da Apple se recusou a comentar.

Linha de produção de carregadores de celular na Sancraft, em Sriperumbudur, Índia: peças de plástico para fornecedores da Apple — Foto: Atul Loke/NYT

Embora a Apple seja a empresa de tecnologia mais visivelmente afetada pelas tarifas, a maioria das outras do setor também será impactada — direta ou indiretamente. Google e Microsoft, por exemplo, não dependem tanto de fornecedores internacionais, mas mantêm negócios relevantes em eletrônicos de consumo. E as tarifas podem aumentar os custos de construção dos novos megacentros de dados que essas empresas estão planejando para desenvolver tecnologias de inteligência artificial.

Estratégia de Trump vai além da China

As novas tarifas fazem parte do esforço de Trump para reformular o comércio global, impondo taxas a todos os países que cobram tarifas sobre exportações americanas. Autoridades comerciais dos EUA estimam que a Índia impõe uma tarifa média de 13,5% sobre produtos dos EUA, com uma alíquota de 39% sobre produtos agrícolas. O Vietnã aplica tarifa média de 8,1%, com 17,1% sobre produtos agrícolas.

Mas, durante a entrevista coletiva na Casa Branca hoje em que anunciou novas medidas protecionistas, Trump afirmou que a combinação de tarifas, manipulação cambial e barreiras comerciais tem um impacto muito mais significativo.

O presidente Donald Trump fala durante um anúncio de tarifas no Rose Garden da Casa Branca — Foto: Kent Nishimura/Bloomberg
O presidente Donald Trump fala durante um anúncio de tarifas no Rose Garden da Casa Branca — Foto: Kent Nishimura/Bloomberg

Os custos das chamadas “tarifas recíprocas”, como Trump as denomina, podem colocar os negócios da Apple em apuros. iPhones, iPads e Apple Watches representam três quartos dos quase US$ 400 bilhões em receita anual da empresa.

Com Trump dizendo que não permitirá isenções para produtos, a Apple terá que arcar com essas tarifas — o que reduzirá seus lucros — ou repassar os custos adicionais aos consumidores, aumentando os preços.

Custo de iPhones vai subir

Segundo o Morgan Stanley, as tarifas sobre iPhones e outros dispositivos importados da China aumentarão os custos anuais da Apple em US$ 8,5 bilhões, caso não haja alívio por parte do governo Trump. Isso reduziria os lucros da empresa no próximo ano em US$ 0,52 por ação, ou cerca de US$ 7,85 bilhões — uma queda de aproximadamente 7% nos lucros projetados.

As ações da Apple caíram 5,7% no pregão pós-mercado após as declarações de Trump.

— A Apple vai pegar esses novos números de tarifas e colocá-los em modelos que já tem prontos, e saberá em poucas horas o tamanho do problema — disse Anna-Katrina Shedletsky, fundadora da Instrumental, uma empresa da Bay Area que usa inteligência artificial para melhorar o desempenho da manufatura. Ela trabalhou anteriormente na Apple.

Após Trump assumir o cargo, Tim Cook, CEO da Apple, foi à Casa Branca e prometeu que a empresa investiria centenas de bilhões de dólares nos Estados Unidos. Em fevereiro, a Apple cumpriu essa promessa ao anunciar um investimento de US$ 500 bilhões no país, valor que já estava parcialmente incluído nos planos de gastos da empresa.

Durante o governo anterior de Trump, Cook trabalhou para estabelecer uma boa relação com o presidente, o que ajudou a Apple a evitar tarifas sobre a maioria de seus produtos. As autoridades comerciais da gestão Trump anterior não aplicaram tarifas sobre iPhones e retiraram as tarifas do Apple Watch.

Tim Cook, líder da Apple — Foto: David Paul Morris/Bloomberg
Tim Cook, líder da Apple — Foto: David Paul Morris/Bloomberg

Em 2019, Trump visitou uma fábrica da Apple no Texas que produzia computadores de mesa. Cook ficou ao lado do presidente, que assumiu o crédito pela instalação — embora ela já fabricasse computadores desde 2013.

Desde então, a Apple não transferiu a produção de nenhum grande produto para os EUA. Em vez disso, iniciou um esforço para diversificar além da China.

Em 2017, quando Trump assumiu o cargo, a Apple começou a montar linhas de produção de iPhones na Índia. Levou cinco anos para treinar trabalhadores e construir a infraestrutura necessária para fabricar os modelos mais recentes no país. A empresa está ampliando a produção local, com a meta de que as fábricas indianas produzam cerca de 25% dos 200 milhões de iPhones vendidos anualmente.

A Apple também começou a transferir a produção de AirPods, iPads e MacBooks para o Vietnã. O país se tornou um destino atrativo para a Apple e outras empresas após os fechamentos de fábricas na China durante a pandemia de COVID-19, em 2020. Em 2023, as fábricas vietnamitas representavam mais de 10% dos 200 principais fornecedores da empresa.

O Vietnã era atrativo por sua proximidade com a China. Já a Índia era estratégica porque a Apple queria impulsionar as vendas de iPhones no país, o segundo maior mercado de smartphones do mundo.

Mas a Apple já enfrentou dificuldades com a produção nos EUA. A fábrica do Texas que produzia Macs teve problemas quando funcionários abandonaram seus postos antes da chegada dos substitutos, o que forçou a paralisação da linha de montagem. A empresa também teve dificuldades para encontrar fornecedores locais que pudessem fabricar componentes sob medida, como parafusos personalizados.

Cook afirmou que os Estados Unidos não têm trabalhadores industriais qualificados em número suficiente para competir com a China. Em uma conferência no final de 2017, ele disse que a China é um dos poucos lugares onde a Apple pode encontrar, com regularidade, pessoas capazes de operar as máquinas avançadas usadas na fabricação de seus produtos.

— Nos EUA, se você quiser fazer uma reunião com engenheiros de ferramentaria, talvez nem consiga encher uma sala — disse Cook. — Na China, você encheria vários campos de futebol.

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Vasco abre vantagem, mas cede empate ao Melgar pela Sul-Americana

A caminhada do Vasco da Gama na Copa Sul-Americana iniciou com gosto agridoce. Nesta quarta-feira (2), o Cruzmaltino esteve duas vezes com dois gols de vantagem no placar, mas acabou empatando em 3 a 3 com o Melgar, do Peru, no Estádio Monumental da Universidad Nacional de San Agustín (Unsa), na cidade peruana de Arequipa, que fica cerca de 2,3 mil metros acima do nível do mar. O duelo foi válido pelo Grupo G.

Com um ponto, o Gigante da Colina volta a campo pelo torneio na próxima terça-feira (8), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Academia Puerto Cabello, da Venezuela, em São Januário, no Rio de Janeiro.

Antes, no sábado (5), visita o Corinthians na Neo Química Arena, em São Paulo, às 18h30, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

O Vasco foi para o intervalo em vantagem. Logo aos dois minutos, o meia Philippe Coutinho acertou o ângulo esquerdo em uma batida de fora da área para abrir o placar. Aos 24, o Melgar teve a chance do empate com Tomás Martínez, de pênalti, mas o meia cobrou para fora.

Melhor para o Cruzmaltino, que chegou ao segundo gol. Aos 31 minutos, Philippe Coutinho dominou pelo lado esquerdo da área e lançou o atacante Pablo Vegetti, que surgiu nas costas da defesa peruana e concluiu para as redes.

Os donos da casa descontaram aos 38, com o atacante Gregorio Rodríguez, de cabeça, após cruzamento do volante Horacio Orzán. Mas no começo da etapa final, aos cinco minutos, a equipe do Rio de Janeiro ampliou o placar, novamente com Vegetti.

Após jogada com Philippe Coutinho, o atacante Nuno Moreira encontrou o argentino, que brigou com o marcador na área para fazer o segundo dele na partida.

Mas o Melgar não desistiu. A equipe peruana diminuiu aos 34, em cabeçada do atacante Facundo Castro. Dez minutos depois, o lateral Leonel González cruzou pela esquerda e, mais uma vez pelo alto, o meia Kenji Cabrera igualou para os anfitriões.

O Vasco foi pressionado nos acréscimos, mas segurou o empate fora de casa.

Corinthians

O Corinthians, próximo adversário do Cruzmaltino, teve largada ainda pior na Sul-Americana. Também nesta quarta-feira, o Timão foi superado na Neo Química Arena pelo Huracán, da Argentina, por 2 a 1. A equipe ainda não havia perdido em casa este ano. A partida abriu o Grupo C.

Na terça que vem, o Alvinegro buscará a reabilitação contra o América de Cali, da Colômbia, no Estádio Pascual Guerrero.

O Huracán inaugurou o marcador com o atacante Leonardo Sequeira, de cabeça, aos cinco minutos. O Corinthians igualou aos 12, também pelo alto: cruzamento do meia André Carillo pela direita e cabeçada do volante Raniele.

Aos 35, o zagueiro Gustavo Henrique afastou mal e a bola sobrou para Sequeira recolocar o time argentino à frente. E o artilheiro da noite ainda balançou as redes novamente aos nove minutos da etapa final, mas o lance foi anulado por impedimento.

Vasco abre vantagem, mas cede empate ao Melgar pela Sul-Americana

Seleção feminina treina nos EUA para reencontro com donas da casa

A seleção feminina de futebol está em Long Beach, na Califórnia (Estados Unidos), para dois amistosos contra as donas da casa. A equipe chegou na cidade na última terça-feira (1º) e, desde então, segue em preparação até quinta (4). O primeiro duelo será nesta sexta (5), no SoFi Stadium, em Los Angeles, às 18h (horário de Brasília). Depois, na próxima terça (8), os times medem forças no PayPal Park, em San José, às 23h30.

“Minha função é que a gente consiga ser uma equipe que marque muito bem, que anule os principais pontos que os Estados Unidos têm a seu favor: a qualidade do meio-campo, a velocidade das atacantes, a eficiência delas, as bolas paradas. Então, é uma equipe que realmente vai nos testar muito defensivamente, mas também que a gente consiga criar mais oportunidades de gol e que, obviamente, consiga ter eficiência para sair com resultado positivo”, disse o técnico Arthur Elias, em entrevista à CBF TV.

Entre as convocadas, a novidade é Luany. A atacante de 22 anos, do Atlético de Madrid, da Espanha, foi chamada para treinos que antecederam a Olimpíada de Paris, na França, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), mas não fez parte do grupo que conquistou a medalha de prata, superado na final justamente pelos EUA, por 1 a 0. Cerca de nove meses depois, a ex-jogadora de Fluminense e Grêmio vive a expectativa de, enfim, estrear pela seleção principal.

“Era um objetivo meu me destacar ao máximo no Atlético e voltar para a seleção. Consegui e estou muito feliz, estou com as meninas que conheço, em um ambiente muito bom, com uma comissão técnica muito boa. Estou muito ansiosa, mas também tranquila e muito confiante para, se receber uma oportunidade, aproveitar da melhor forma possível”, comemorou Luany, também à CBF TV.


Luany - seleção brasileira feminina - abril/2025 - treino nos EUA
Luany - seleção brasileira feminina - abril/2025 - treino nos EUA

Convocada para treinos que antecederam a Olimpíada de Paris, Luany não chegou a entrar em campo com a seleção, vice-campeã em Paris.A atacante vive a expectativa de estrear com a amarelinha – Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

Nos EUA, a jogadora do Atlético de Madrid pôde reencontrar a zagueira Tarciane, ex-Corinthians, que atualmente joga no Lyon, da França. As duas foram reveladas no Daminhas da Bola, projeto social de Duque de Caxias (RJ) idealizado por Thaissan Passos, hoje técnica do Grêmio, e também atuaram juntas no Fluminense. Pela seleção Sub 20, as amigas foram campeãs sul-americanas em 2022 e ficaram em terceiro lugar no Mundial da categoria, no mesmo ano.

“É uma parada muito doida que só eu e ela entendemos. Fico muito feliz porque a vejo voando. Era um objetivo nosso sair para um time junto, só que ela foi para o Corinthians e me deixou, já fiquei brava com ela. Mas é claro que estou sempre torcendo por ela, não consigo explicar a amizade que tenho com ela”, brincou Luany, que passou por Seattle Reign (dos EUA) e Madrid CFF (da Espanha), antes de chegar ao Atlético de Madrid.

Nos jogos contra as atuais campeãs olímpicas, Luany vestiará a camisa 19, enquanto Tarciane, prata em Paris, será dona da camisa 3. A numeração foi divulgada pela CBF nesta quarta-feira (2). 

Numeração da seleção feminina 

GOLEIRAS

Lorena – 1

Natascha – 12

Camila – 22

ZAGUEIRAS

Tarciane – 3

Isa Haas – 23

Kaká – 16

Lauren – 4

LATERAIS 

Bruninha – 13

Antônia – 2

Yasmim – 6

Fê Palermo – 15

MEIO-CAMPISTAS

Duda Sampaio – 5

Angelina – 8

Laís Estevam – 17

Mariza – 20

ATACANTES

Adriana – 9

Gio Queiroz – 21

Jheniffer – 7

Amanda Gutierres – 11

Kerolin – 10

Gabi Portilho – 18

Ludmila -14

Luany – 19

Seleção feminina treina nos EUA para reencontro com donas da casa

Petrópolis faz ações de prevenção contra temporal na região serrana

A prefeitura de Petrópolis, na região serrana do Rio, realizou nesta quarta-feira (2) reunião com todas as secretarias de governo e órgãos públicos com a finalidade de preparar a cidade para o  final de semana próximo. A Defesa Civil prevê a chegada de um temporal com risco de raios e rajadas de vento.

Segundo o prefeito Hingo Hammes disse que a mudança do clima, com a chegada de uma frente fria, aliada a um canal de umidade, pode trazer temporais com riscos de alagamentos, inundações e deslizamentos.

“A reunião é para alinharmos nossas ações e termos efetividade, caso se confirme a previsão. É importante estarmos unidos e preparados para a resolução dos problemas que possam vir a acontecer. Vamos torcer para que os modelos meteorológicos não se confirmem, mas caso ocorra que estejamos preparados para a pronta resposta”, afirmou.

De acordo com o aviso meteorológico da Defesa Civil, com vigência das 8h desta quinta-feira (3) até as 23h59 de domingo (6), há previsão de pancadas de chuva moderada a ocasionalmente forte ao longo do dia. Na sexta-feira (4), há previsão de chuva moderada a muito forte, podendo vir acompanhadas de raios e rajadas de vento ao longo do dia e se intensificando a partir da noite.

Para o sábado (5), a previsão é de chuva moderada a muito forte, podendo vir acompanhada de raios e rajadas de vento. Para o domingo (6), deve ocorrer chuva fraca a moderada a partir do período da manhã. Em função da intensidade e continuidade das chuvas, são esperados acumulados significativos no período de vigência do aviso meteorológico.

“Estamos preparados para atender a população caso se confirme a previsão. O nosso objetivo é prezar pelas vidas das pessoas, trabalhar para que a cidade fique segura”, ressaltou o secretário de Proteção e Defesa Civil, Guilherme Moraes.

Ações emergenciais:

  • 10 linhas disponibilizadas para atendimento do 199;
  • Base descentralizada da Defesa Civil em Itaipava para atendimento aos distritos de Petrópolis;
  • Liberação do acesso as imagens das câmeras de segurança;
  • ⁠Equipes da Guarda Civil Municipal de prontidão
  • Equipes do Serviço de Assistência Médica de Urgência (Samu) de prontidão para eventuais ocorrências;
  • Organização do Centro de Acolhimento Gabriel Vila Real da Rocha (Rua Floriano Peixoto, no Centro);
  • ⁠Reforço dos efetivos do Corpo de Bombeiros e uso de locais estratégicos (Rua Professor Stroller, no Quarteirão Brasileiro) em caso de risco de alagamento da Avenida Barão do Rio Branco. Além do posicionamento de viaturas em pontos da cidade para agilizar o atendimento;
  • Aumento de 50% do efetivo nas equipes de reparos da concessionária de energia Enel.

 

Petrópolis faz ações de prevenção contra temporal na região serrana

Petrópolis faz ações de prevenção contra temporal na região serrana

A prefeitura de Petrópolis, na região serrana do Rio, realizou nesta quarta-feira (2) reunião com todas as secretarias de governo e órgãos públicos com a finalidade de preparar a cidade para o  final de semana próximo. A Defesa Civil prevê a chegada de um temporal com risco de raios e rajadas de vento.

Segundo o prefeito Hingo Hammes disse que a mudança do clima, com a chegada de uma frente fria, aliada a um canal de umidade, pode trazer temporais com riscos de alagamentos, inundações e deslizamentos.

“A reunião é para alinharmos nossas ações e termos efetividade, caso se confirme a previsão. É importante estarmos unidos e preparados para a resolução dos problemas que possam vir a acontecer. Vamos torcer para que os modelos meteorológicos não se confirmem, mas caso ocorra que estejamos preparados para a pronta resposta”, afirmou.

De acordo com o aviso meteorológico da Defesa Civil, com vigência das 8h desta quinta-feira (3) até as 23h59 de domingo (6), há previsão de pancadas de chuva moderada a ocasionalmente forte ao longo do dia. Na sexta-feira (4), há previsão de chuva moderada a muito forte, podendo vir acompanhadas de raios e rajadas de vento ao longo do dia e se intensificando a partir da noite.

Para o sábado (5), a previsão é de chuva moderada a muito forte, podendo vir acompanhada de raios e rajadas de vento. Para o domingo (6), deve ocorrer chuva fraca a moderada a partir do período da manhã. Em função da intensidade e continuidade das chuvas, são esperados acumulados significativos no período de vigência do aviso meteorológico.

“Estamos preparados para atender a população caso se confirme a previsão. O nosso objetivo é prezar pelas vidas das pessoas, trabalhar para que a cidade fique segura”, ressaltou o secretário de Proteção e Defesa Civil, Guilherme Moraes.

Ações emergenciais:

  • 10 linhas disponibilizadas para atendimento do 199;
  • Base descentralizada da Defesa Civil em Itaipava para atendimento aos distritos de Petrópolis;
  • Liberação do acesso as imagens das câmeras de segurança;
  • ⁠Equipes da Guarda Civil Municipal de prontidão
  • Equipes do Serviço de Assistência Médica de Urgência (Samu) de prontidão para eventuais ocorrências;
  • Organização do Centro de Acolhimento Gabriel Vila Real da Rocha (Rua Floriano Peixoto, no Centro);
  • ⁠Reforço dos efetivos do Corpo de Bombeiros e uso de locais estratégicos (Rua Professor Stroller, no Quarteirão Brasileiro) em caso de risco de alagamento da Avenida Barão do Rio Branco. Além do posicionamento de viaturas em pontos da cidade para agilizar o atendimento;
  • Aumento de 50% do efetivo nas equipes de reparos da concessionária de energia Enel.

 

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