
Quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um voo secreto para deixar a Turquia no mês passado devido a uma ameaça do Irã, alguns de seus principais assessores e membros do governo permaneceram como passageiros no avião usado como isca, junto com os jornalistas que acompanhavam a viagem e foram mantidos no escuro sobre a situação.
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Trump embarcou no Air Force One em Ancara diante das câmeras — mas depois se escondeu em um caminhão de serviço de bordo e foi levado para outra aeronave, na qual deixou o país. Funcionários da Casa Branca se recusaram a dizer quem acompanhou o presidente no voo secreto.
Os passos da operação de Trump e o Air Force One
Editoria de Arte / O Globo
O avião original, porém, levava entre seus passageiros o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, segundo duas autoridades que falaram sob condição de anonimato para discutir informações sensíveis. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, também estava a bordo, assim como Stephen Miller, principal assessor de Trump para políticas domésticas, e Steven Cheung, diretor de comunicação da Casa Branca.
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Rubio estava ciente da ameaça, embora não esteja claro quantos dos outros passageiros tinham conhecimento da situação. Segundo as autoridades, pelo menos parte dos funcionários da Casa Branca que viajavam no avião desconhecia a operação, assim como os jornalistas.
Um porta-voz da Casa Branca não respondeu a um e-mail solicitando comentários sobre as discussões que determinaram quem estaria em cada avião e quem viajaria com Trump. O e-mail também solicitava uma lista completa das pessoas que viajaram no antigo Air Force One.
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O Washington Post informou na noite de segunda-feira, e o New York Times confirmou, que Trump fez um voo secreto para deixar a Turquia em meio ao que era considerado uma ameaça crível de grupos ligados ao Irã.
