Mais de 250 quilômetros de pistas de esqui (com opções para iniciantes e iniciados), o charme de vilarejos alpinos a dois mil metros de altitude e o melhor da gastronomia local vêm transformando Serre Chevalier, nos Alpes Franceses, em um dos destinos quentes da temporada de neve, não só entre europeus, mas também entre brasileiros. Localizada nas proximidades do Parque Nacional dos Écris, a estação tem a maior área esquiável do Sul da França, fica a três horas de carro de Lyon (ou a duas de Turim, na Itália), é mais tranquila que a vizinha Courchevel e acaba de ganhar um resort totalmente renovado do Club Med.
Reaberto em dezembro, após uma reforma de 50 milhões de euros, o hotel tem alma de chalé alpino, 250 quartos e sistema “all inclusive” para além de refeições e bebidas. Aulas com professores da Escola Francesa de Esqui e passe livre aos teleféricos e demais meios de transporte para as pistas fazem parte do pacote de uma semana, que custa em torno de R$ 28 mil por casal.
“Estamos de olho nos brasileiros que trocam as sandálias do verão tropical pelas botas de esqui do inverno europeu”, diz o CEO do Club Med para a América Latina, Janyck Daudet. No ano passado, segundo o executivo, 25 mil deles estiveram nos hotéis de neve da rede e, este ano, já representam um faturamento de R$ 60 milhões. “Temos 13 resorts nos Alpes e sabemos o que os atrai. Não bastam instrutores falando português, é preciso dar atenção às crianças.” Pelo visto, funciona: mesmo sem tradição nos esportes de inverno, o Brasil é, depois da França, o país que mais envia turistas para os resorts da região.
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Iniciante no esqui, a modelo Fernanda Motta esteve em Serre Chevalier, em fevereiro, com o marido e a filha de 10 anos. “Os professores são muito atenciosos com crianças e adultos sem experiência”, diz. “Virou um superprograma em família.” Para ganhar confiança no esqui, além das aulas coletivas, Fernanda optou por particulares (cerca de 200 euros, a hora).
Assim como ela, recorri a essa ajuda extra antes de deslizar pelas pistas. Privilégio maior só mesmo o de desatar os nós do corpo combalido pelas pesadas botas de esqui, recorrendo a uma bela massagem no Spa da Payot, aberto a hóspedes e não hóspedes do Club Med.
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