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Prêmio da Música Brasileira faz homenagem a Chitãozinho & Xororó; veja como foi o ensaio que reuniu de Fábio Jr. a Os Garotin

BRCOM by BRCOM
junho 4, 2025
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Fábio Jr. e Agnes Nunes se abraçam após ensaio para o Prêmio da Música Brasileira — Foto: Leo Martins

Ídolo da canção romântica brasileira, Fábio Jr., de 71 anos, tinha uma tarefa para cumprir no começo da noite de segunda, 2 de junho: acertar-se com Agnes Nunes, de 23, novo talento da MPB, em um dueto de “Fogão de lenha”, um clássico da moderna música caipira/sertaneja que a dupla Chitãozinho e Xororó popularizou nos anos 1980. “Pegue a viola, e a sanfona que eu tocava/ deixe um bule de café em cima do fogão/ fogão de lenha, e uma rede na varanda/ arrume tudo, mãe querida/ o seu filho vai voltar” — o sentimento contido na canção transbordou na interpretação do duo ali reunido pela primeira vez. E o galante Fábio não resistiu a secar com as mãos as lágrimas que brotaram nos olhos da cantora, vinda da Paraíba.

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— Minha mãe já partiu faz um tempo, mas passar em casa continua a ser fundamental — admite Fábio, velho amigo de Chitãozinho e Xororó, que ele e Agnes homenageiam na noite desta quarta, 4 de junho, no Theatro Municipal do Rio, na entrega do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira. — A gente se conhece há 40 anos, pelo menos. Adoro eles. A Sandy e o Junior (filhos de Xororó) sempre me chamaram de Tio Fábio!

Para ele, a cantora (que já gravou com Xamã e com Tiago Iorc) é “um presente que o Brasil está recebendo”. Ela rebate:

— Estou muito feliz aqui, do lado de Fábio Jr., homenageando Seu Chitão e Seu Xororó. E essa música diz muito para quem sai do sertão, do interior, para ir em busca da vida lá fora.

Fábio Jr. e Agnes Nunes se abraçam após ensaio para o Prêmio da Música Brasileira — Foto: Leo Martins

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  • João Bosco, Lenine e cia.
  • ‘Todas as possibilidades’
      • Prêmio da Música Brasileira faz homenagem a Chitãozinho & Xororó; veja como foi o ensaio que reuniu de Fábio Jr. a Os Garotin

João Bosco, Lenine e cia.

Fábio Jr. e Agnes Nunes são apenas um dos encontros inéditos promovidos nesta quarta-feira pelo evento, que terá transmissão ao vivo no canal oficial do prêmio no YouTube, a partir das 21h, e levará ao palco, em diversas combinações, nomes como João Gomes, Vanessa da Mata, João Bosco, Os Garotin, Hamilton de Holanda, Paula Fernandes, Mayck e Lyan, Lenine, Mestrinho, Carol Biazin, Lauana Prado e Bruna Viola, além, é claro, de Sandy e Junior. Todos ali para homenagear Chitãozinho e Xororó (que participam do gran finale) na festa que, como de costume, tem direção geral de José Maurício Machline e Giovanna Machline e roteiro de Zélia Duncan.

— Todos vestiram os seus chapéus este ano! — brinca Zélia, lembrando que, pela primeira vez, uma sugestão de homenageado feita por Zé Maurício foi aceita unanimemente pelo conselho do prêmio.

Criador do PMB, em 1987, Machline se diz muito animado com o fato de a música sertaneja estar sendo homenageada este ano.

— Com Chitãozinho e Xororó, percebi que a música brasileira, seja de qual vertente for, vem da base criada pelos antecessores. Hoje, esses dois são a essência disso — define. — Não à toa, o sertanejo é a música mais escutada do país hoje. É por causa dos arranjos, da modernidade? Não, é porque de alguma maneira todo mundo se encontra naquele sentimento, naquela tradição que foi literalmente plantada nas roças brasileiras.

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— Se é raiz, somos todos nós. E Chitãozinho e Xororó trouxeram para a música sertaneja o espetáculo, era tudo muito mais simples antes deles. Eles começaram a observar grandes shows e pensaram: “Por que não?” E o público rapidamente começou a gostar daquilo. Eles passaram de uma dupla sertaneja a popstars.

A abertura da festa (com apresentação dos atores Nanda Costa e Fabrício Boliveira), terá os irmãos Mayck e Lyan, a cantora Bruna Viola, o acordeonista Mestrinho e o bandolinista Hamilton de Holanda (que concorre ao prêmio de melhor artista de música instrumental). Entre violas (de Bruna e de Lyan), bandolim, acordeon e vozes, eles recriam músicas do repertório de Chitãozinho e Xororó.

Hamilton de Holanda à frente de Mestrinho, Carol Biazin, Bruna Viola, Mayck e Lyan no ensaio para o Prêmio da Música Brasileira — Foto: Leo Martins
Hamilton de Holanda à frente de Mestrinho, Carol Biazin, Bruna Viola, Mayck e Lyan no ensaio para o Prêmio da Música Brasileira — Foto: Leo Martins

‘Todas as possibilidades’

Um dos músicos brasileiros mais reconhecidos no exterior, Hamilton fará, nessa abertura, um solo em “Chovendo na roseira”, composição de Tom Jobim.

— Foi uma boa escolha, para mostrar como a música brasileira é grande e generosa — acredita ele.

— Xororó chegou a criar uma relação com Tom em Nova York. Não deu tempo de fazerem um trabalho juntos, mas “Chovendo” foi gravado por ele e o irmão de uma maneira muito sertaneja e muito apropriada. O que eu tentei fazer foi mostrar todas as possibilidades do repertório escolhido por Chitãozinho e Xororó ao longo da carreira. Ele cabe em todos os tipos de vozes, em todo tipo de suingue.

Nascida no interior do Paraná (“cresci ouvindo muito modão sertanejo junto com o meu avô”), Carol Biazin se criou no pop-rock, mas diz adorar a responsabilidade de defender Chitãozinho e Xororó com sua voz:

— Eles são os maiores cantores da música brasileira. É um desafio sair um pouco da zona de conforto, mas, ao mesmo tempo, é um lugar onde volto para as minhas raízes. Tem uma memória afetiva muito bonita.

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Voz de destaque da música sertaneja dos últimos 15 anos, Paula Fernandes, de 40, junta-se ao cantor folk-romântico Tiago Iorc, de 39, em uma recriação de dois clássicos da sofrência de C&X: “Separação” e “Meu disfarce”

— Desde que me entendo por gente ouço Chitãozinho e Xororó, lembro de cantar “Brincar de ser feliz” ainda pequena, acho que foi uma das primeiras músicas que aprendi. Eles sempre prezaram pela música boa — elogia ela, que ajudou a pavimentar a estrada para a geração de cantoras sertanejas de Marília Mendonça e Maiara & Maraisa. — Não vou dizer que está mais fácil (para as mulheres no sertanejo), mas melhorou bastante. O sistema era preparado para os homens. Eu uso salto fino, você chegava para os eventos e o palco era cheio de buracos. Pareciam grandes exigências, mas é porque éramos mulheres. Agora, depois de tanto tempo, acho que eles estão mais acostumados.

E novidades não faltam na festa do prêmio este ano, como o grupo de São Gonçalo, ganhador do Grammy Latino, Os Garotin (que divide com Junior a interpretação de “Sinônimos) e Fitti, cantor trans de Recife, de 27 anos, que atuou com Agnes Nunes na série da Netflix “Só se for por amor” e, na festa, canta com Vanessa da Mata a difícil “Galopeira” e “Vá pro inferno com seu amor”.

— Minha avó gostava muito quando eu cantava para ela “Sabiá”… Não tem no Nordeste quem não goste das músicas de Chitãozinho e Xororó! — diz Fitti.

Os Garotin: grupo ganhador do Grammy Latino vai cantar com Junior na festa de entrega do Prêmio da Música Brasileira — Foto: Leo Martins
Os Garotin: grupo ganhador do Grammy Latino vai cantar com Junior na festa de entrega do Prêmio da Música Brasileira — Foto: Leo Martins

Mas tem veterano também: João Bosco, de 78 (que este ano concorre ao prêmio de melhor artista da MPB) se junta no palco a Mestrinho e a Sandy, cantora que conheceu quando ela ainda era adolescente (“Era uma voz tão impressionante, tão bonita, que achei ser de alguém maduro… ela era uma cantora pronta”). Eles interpretam “No rancho fundo”, de Ary Barroso e Lamartine Babo.

— A gravação de Chitãozinho e Xororó levou essa música para um lugar bem amplo, para ranchos bem fundos do Brasil. Temos uma admiração mútua, confessada por trocas de mensagens, conversamos muito nos bastidores, mas nunca estivemos juntos no palco — informa João, que mobilizou sua base “joãogilbertiana” para reler a composição. — É esse Brasil grande, que é o João, que é a Gal, que é o Raphael Rabello (a cantora também gravou com o violonista essa canção).

Zélia Duncan dá pistas sobre a festa preparada para Chitãozinho e Xororó:

— O roteiro todo acontece para que eles venham para o palco. No final disso tudo, a gente vai celebrar com eles esse caminho.

Tecladista e diretor musical de C&X, há 26 anos trabalhando com a dupla, Cláudio Paladini assumiu a direção musical desta edição do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira — um trabalho que chegou a iniciar com Pretinho da Serrinha, diretor musical da edição anterior. Com a aprovação de Machline, ele montou a banda: uma mescla de quatro músicos da dupla (“que são muito versáteis e têm o sotaque do sertanejo muito latente”: ele próprio, o baixista Alex Mesquita e os guitarristas Adilson Pasqualini e Guiza Ribeiro) e músicos do Rio de Janeiro (“para que não fique com uma cara de show do Chitãozinho e Xororó”: o percussionista Armando Marçal, o violonista e bandolinista Gustavo Pereira e o baterista Cesinha). A pedido de Machline, entrou ainda o mestre do acordeon Toninho Ferragautti (que inclusive já tocou com C&X).

— É para serem as releituras de cada sucesso, mas com a cara dos artistas que os estão interpretando. No primeiro ensaio, o entrosamento já foi perfeito, tenho que agradecer muito ao Pretinho — diz Cláudio. — Não é um show do Chitãozinho e Xororó, é um show para o Chitãozinho e Xororó. Eles vão estar lá na plateia, batendo palmas.

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