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Do jornal para as ruas, o impacto de Péricles de Barros nos eventos culturais do Brasil

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julho 29, 2025
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A apresentação da ópera Aida, em 1986, na Quinta da Boa Vista, pelo projeto Aquarius — Foto: Aníbal Philot / Agência O Globo

Péricles de Barros foi — e é — um dos grandes nomes responsáveis por tudo o que vivemos hoje na indústria do entretenimento e dos grandes eventos no Brasil. E falo isso não como um espectador, mas como alguém que se formou olhando para o caminho que ele abriu. Foi o Péricles quem, no jornal O GLOBO, ajudou a transformar o jornalismo em uma plataforma viva de cultura, música, arte e experiência. Ele não se limitou às páginas impressas — foi muito além. Entendeu, antes de muita gente, que um jornal podia e devia ser também um agente de transformação social e cultural.

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Eventos como o Aquarius, com espetáculos de música clássica em espaços públicos, as chegadas de Papai Noel que encantaram gerações, as visitas do Papa ao Brasil… Todos esses momentos históricos tiveram a mão visionária do Péricles. Ele mostrou ao país que o público brasileiro era, sim, capaz de se emocionar, de se reunir e de viver grandes experiências culturais ao vivo. Foi um verdadeiro mestre em transformar sonhos em grandes projetos de live marketing e experiências culturais.

E talvez um dos momentos mais emblemáticos dessa história tenha sido a ópera “Aida”, na Quinta da Boa Vista. Um espetáculo monumental que levou um clássico mundial da ópera a um parque público, reunindo uma multidão de milhares de pessoas. As imagens daquele dia até hoje são lembradas como um símbolo da democratização da cultura e da força que a música tem de unir as pessoas. A “Aida” da Quinta da Boa Vista não foi só um evento — foi uma celebração da arte em sua forma mais grandiosa, um marco para o Brasil e para a América Latina na história da música clássica ao ar livre.

A apresentação da ópera Aida, em 1986, na Quinta da Boa Vista, pelo projeto Aquarius — Foto: Aníbal Philot / Agência O Globo

Eu sempre enxerguei o Péricles como um farol. Uma referência não só para quem, como eu, trabalha com entretenimento , mas para todos que entendem que um evento é mais do que um palco e uma plateia — é um ato de conexão, de pertencimento, de emoção coletiva.

No Grupo Globo, Péricles (que morreu em 2005) deixou um legado imenso. Não apenas pelos projetos inesquecíveis, mas pela forma como entendia o papel do GLOBO dentro da sociedade. O jornal, sob sua visão, não era só um veículo de notícias. Era um protagonista da cultura brasileira, um promotor de encontros, um agente ativo na cena cultural do país. E isso, sem dúvida, foi também um legado que dialogava diretamente com o pensamento de Roberto Marinho — essa visão de um Brasil pulsante, criativo, capaz de se projetar para o mundo.

E se tudo isso foi possível, muito se deve ao jeito único do Péricles de ser. Um profissional inovador, com uma criatividade inquieta e uma audácia rara para potencializar projetos, sempre com uma elegância e uma classe que o mercado inteiro respeitava. Ele tinha uma consideração genuína pelos profissionais, valorizava os artistas e inspirou uma geração inteira — muitos deles hoje reconhecidíssimos no mercado. Mas, acima de tudo, Péricles tinha uma sensibilidade popular que o fazia entender o que realmente emocionava as pessoas. Ele sabia como entregar uma mensagem que tocasse tanto quem trabalhava ao lado dele quanto quem estava lá, do outro lado, vivendo aquelas experiências únicas que ele ajudava a criar.

Hoje, ao olhar para os 100 anos do Grupo Globo, eu só consigo agradecer por ter tido o privilégio de me inspirar em um gigante como o Péricles de Barros. Ele não só me ensinou a sonhar grande, mas ensinou a toda uma geração que o impossível, quando se fala de cultura e de emoção, não existe.

Abel Gomes é cenógrafo, VP criativo da SRCOM e trabalhou com Péricles de Barros no GLOBO entre 1972 e 2005

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