Está chegando a hora. Falta menos de uma semana para a 98ª edição do Oscar, que será realizada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas acontece no próximo domingo (15), em Los Angeles.
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Um ano após o êxito com “Ainda estou aqui”, o último vencedor de melhor filme internacional, o Brasil chega à premiação novamente com chances: “O agente secreto”, filme de Kleber Mendonça Filho, está indicado em quatro categorias, e Adolpho Veloso concorre pela fotografia do drama “Sonos de trem”. Além da torcida pelo Brasil, quais são seus palpites para a maior premiação do cinema internacional? “Pecadores” sai na frente, com o recorde de indicações (16), seguido de perto por “Uma batalha após a outra”, com 13, e Frankenstein, “Marty Supreme”, e “Valor sentimental”, concorrendo em nove categorias. Mas surpresas podem vir de longas como “Hamnet: a vida antes de Hamlet” e Bugonia.
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A mais nova parceria entre o diretor grego Yorgos Lanthimos e a atriz Emma Stone está na disputa em quatro categorias: melhor filme, melhor atriz, melhor roteiro adaptado e melhor trilha sonora original. De todos os dez indicados a melhor filme, “Bugonia” talvez seja aquele com menos chances de sair com alguma estatueta da cerimônia, repetindo o que aconteceu no Bafta, no Globo de Ouro, no Critics Choice Awards e nos prêmios dos sindicatos. Em tese, suas maiores chances seriam na disputa de melhor atriz, com Emma Stone, mas ela tem como rival uma unanimidade na temporada: Jessie Buckley, por “Hamnet”.
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Maior sucesso de bilheteria entre todos os dez indicados a melhor filme, o longa estrelado por Brad Pitt arrecadou US$ 633 milhões nos cinemas mundiais. Com direção de Joseph Kosinski, “Fórmula 1” concorre em quatro estatuetas: melhor filme, melhor montagem, melhor som e melhores efeitos especiais. O filme não tem nenhuma chance na categoria principal, mas pode sim vencer em alguma das categorias técnicas, especialmente melhor som, em que é um dos favoritos da noite e concorre com “Frankenstein”, “Uma batalha após a outra”, “Pecadores” e “Sirât”.
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Releitura do clássico gótico de Mary Shelley pelo cineasta mexicano Guillermo del Torro, o longa concorre em nove categorias, com boas chances de vitória em pelo menos três delas. “Frankenstein” é apontado como favorito nas disputas de melhor design de produção, melhor figurino e melhor maquiagem e penteado. Apesar de ter conquistado o Critics Choice Awards de melhor ator coadjuvante, Jacob Elordi tem pouquíssimas chances de repetir a dose na premiação da Academia. O filme também possui poucas chances nas corridas de melhor filme e melhor roteiro adaptado.
‘Hamnet: a vida antes de Hamlet’
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Cinco anos após conquistar os Oscars de melhor direção e de melhor filme por “Nomadland”, a diretora Chloé Zhao tentará repetir a dose com um filme que imagina o processo de luto de William Shakespeare após a perda de um filho, que o teria inspirado a criar a tragédia “Hamlet”.
O longa está na disputa em oito categorias e é muito favorito em pelo menos uma: melhor atriz. Jessie Buckley conquistou o Globo de Ouro, o Critics Choice, o Bafta e o Actor Awards. Só uma tragédia tira a estatueta do Oscar dela.
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Quando a temporada de premiações começou, muitos já tinham um prêmio como garantido: Timothée Chalamet receberia o Oscar por “Marty Supreme”. O jovem ator é um queridinho da Academia. Com apenas 30 anos, já acumula quatro indicações ao Oscar. No ano passado, ele chegou perto do prêmio com “Um completo desconhecido”, mas acabou derrotado por Adrien Brody.
Agora, o ator teme ver a situação se repetir. Após vencer o Globo de Ouro e o Critics Choice, ele perdeu no Bafta e no Actor Awards, e viu o prêmio ser ameaçado por Michael B. Jordan, por “Pecadores”.
‘Uma batalha após a outra’
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A obra de Paul Thomas Anderson chega ao prêmio da Academia como favorito nas categorias melhor filme, melhor direção, melhor roteiro adaptado e melhor ator coadjuvante, com Sean Penn.
Penn é um caso curioso. Vinha sem vitórias ao longo de toda temporada, superado pelo colega de elenco Benício del Toro e também por Stellan Skarsgard, de “Valor sentimental”. Mas o astro mostrou sua força ao conquistar o Bafta e o Actor Awards nos últimos dias e chega com grandes chances de levar sua terceira estatueta para casa.
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O drama de Kleber Mendonça Filho igualou as quatro indicações de “Cidade de Deus”, em 2004, e chega à cerimônia concorrendo a melhor filme, melhor filme internacional, melhor ator (Wagner Moura) e melhor direção de elenco (Gabriel Domingues).
Após conquistas no Critics Choice, no Globo de Ouro e no Independent Spirit, “O agente secreto” chega à cerimônia como um dos favoritos ao Oscar de melhor filme internacional. A maior ameaça é o norueguês “Valor sentimental”. As derrotas de Timothée Chalamet no Bafta e no Actor abriram mais o leque na disputa de melhor ator, mas a vitória ainda é difícil para Wagner.
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O drama norueguês escrito e dirigido por Joachim Trier recebeu nada menos que nove indicações ao Oscar e é um dos destaques da temporada. A produção concorre a melhor filme, melhor filme internacional, melhor atriz, melhor ator coadjuvante, melhor atriz coadjuvante, melhor direção, melhor roteiro original e melhor montagem.
As maiores chances parecem se limitar às disputas de melhor filme internacional e de melhor ator coadjuvante. Vencedor do Globo de Ouro, Stellan Skarsgard vem sendo apontado como favorito.
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O filme de Ryan Coogler chega à premiação em seu melhor momento. Após perder para “Uma batalha após a outra” no Critics Choice, no Globo de Ouro e nas premiações dos sindicatos de diretores e produtoras, “Pecadores” levou o troféu de melhor elenco no Actor Awards, antigo SAG. A mesma premiação viu Michael B. Jordan desbancar o favoritismo de Timothée Chalamet na corrida de melhor ator. Esta mudança de rumo pode apontar para uma onda a favor do drama na temporada.
Publicações como a Variety apostam justamente nesta nova onda para apostar na vitória de “Pecadores” em até oito categorias, incluindo melhor filme e direção.
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O maior foco do Brasil no Oscar está nas quatro categorias de “O agente secreto”, mas um outro filme também conta com a torcida brasileira: “Sonhos de trem”. O drama da Netflix concorre em melhor filme, melhor roteiro adaptado, melhor canção original e melhor direção de fotografia. É nesta última que estão as maiores chances do filme. O diretor de fotografia brasileiro Adolpho Veloso é um dos favoritos por um trabalho realmente fabuloso, com uma cinematografia pensada basicamente a partir da iluminação natural.

