Conhecida como “vovó fitness”, a brasileira Andréa Sunshine, de 54 anos, vem quebrando padrões de idade e comportamento com uma trajetória marcada por força física, autonomia sexual e liberdade. Radicada em Londres, ela é influencer, atleta, personal trainer, terapeuta espiritual e criadora de conteúdo adulto, e se tornou símbolo de empoderamento para mulheres que recusam o silenciamento imposto pela maturidade.
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Em um cenário ainda marcado por preconceitos contra pessoas maduras que ousam existir fora das normas, Andréa conquistou seu espaço e transformou isso em uma plataforma de inspiração para quem busca liberdade. Sua presença nas redes sociais é marcada tanto pela estética da força quanto pela honestidade de quem enfrentou julgamentos para viver de forma independente.
Criadora de conteúdo no OnlyFans, plataforma onde compartilha imagens sensuais e reflexões sobre liberdade corporal, Andréa vê sua atuação ali como uma forma de expressão autêntica e de tomar o controle da própria narrativa.
— A sexualidade não tem idade, e explorar isso foi libertador. Vejo meu OnlyFans como um espaço de poder decidir como me mostrar e o que quero compartilhar. Assumir esse espaço foi um ato de coragem e autodeterminação — diz ao GLOBO.
Andréa relata que a decisão de entrar no conteúdo adulto partiu de um desejo profundo de romper com padrões, inclusive os que internalizou ao longo da vida.
— Eu não queria mais caber em moldes que não me representavam. Quis explorar minha sensualidade de forma livre, consciente, madura e mostrar que a sexualidade não tem prazo de validade — explica. A escolha, conta ela, não foi apenas estética ou financeira, mas existencial:
— Foi libertador perceber que posso ser forte, sensual, inteligente e ousada ao mesmo tempo. E mais do que isso: que posso ganhar com isso, me bancar com isso, e ainda inspirar outras mulheres a se libertarem da culpa.
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Essa liberdade, no entanto, ainda causa desconforto. — Assusta porque fomos ensinadas a silenciar o corpo com a idade. Mas o desejo não expira aos 50; ele amadurece. E eu escolhi não sentir vergonha disso — afirma. Para ela, falar abertamente sobre prazer na maturidade é um ato de resistência. — Cada vez que uma mulher fala de prazer sem medo, a gente rompe um tabu. E isso, por si só, já é um gesto revolucionário — destaca.
Ao assumir esse protagonismo, Andréa se tornou uma referência para outras mulheres. — É uma responsabilidade linda. Recebo mensagens de mulheres que me dizem ‘você me deu coragem’. Isso me emociona e me impulsiona a seguir com mais autenticidade e inspiração — relata.
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A consciência de que sua trajetória reflete a quebra de uma série de estigmas é o que a move. — Eu sou o retrato do que disseram que não era possível. E quando uma mulher vê isso em mim, ela entende que pode também. É esse o impacto. É esse o meu papel — declara.
Mas o corpo forte de Andréa não é apenas resultado de um treino estético. É, acima de tudo, a materialização de uma reconstrução interior.
— Minha motivação não vem do espelho, vem da dor que eu transformei em força. Treinar foi meu renascimento. Meu corpo ficou mais forte, mas o que realmente mudou foi minha mente: hoje sou indomável — comenta.
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A maturidade, para ela, não significa freio. Ao contrário: é potência. — Cinquenta anos são considerados a meia-idade. Mas, pra mim, é o auge da consciência. A essa altura, o tempo começa a ficar mais curto e por isso mesmo, mais precioso. Eu não desperdiço. Não deixo nada pra depois — observa.
É com essa urgência de quem sabe o valor de cada escolha que Andréa escreve a própria narrativa, e inspira outras mulheres a fazerem o mesmo: — Quero viver cada experiência com intensidade, com verdade, e com orgulho do caminho que percorri. Quando a cortina se fechar, quero ter certeza de que vivi inteira, sem medo, sem arrependimento, sem ter me apagado por causa do olhar dos outros.