Os acionistas da Raízen, que opera a marca Shell no Brasil, aprovaram nesta sexta-feira o plano de recuperação extrajudicial, que prevê a separação da empresa em duas: uma será responsável pela distribuição de combustíveis, enquanto a outra reunirá as operações de etanol, açúcar e bioenergia.
A proposta, que ainda deverá ser aprovada pelo Conselho de Administração da companhia, prevê aporte de até R$ 3,5 bilhões pela Shell e de até R$ 500 milhões pela Aguassanta, holding financeira do empresário Rubens Ometto, caso decida participar da operação.
Em março, a companhia protocolou o pedido de recuperação extrajudicial para renegociar dívidas de aproximadamente R$ 65,1 bilhões. Fazem parte da lista de credores instituições como The Bank of New York Mellon, True e Pentágono, entre outras.Acionistas da Raízen aprovam plano que prevê divisão da companhia em duas empresas
O plano também prevê a capitalização de parte dos créditos detidos pelos credores e a possibilidade de os demais acionistas participarem por meio do exercício do direito de preferência.
Após a homologação do aumento de capital, as empresas Raízen S.A. e Raízen Energia terão conselhos com sete membros titulares e sete suplentes. Samuel Aguirre foi indicado para presidir o Conselho de Administração da empresa responsável pela distribuição de combustíveis e lubrificantes, enquanto Julio Cesar de Toledo Piza Neto presidirá o conselho da empresa de etanol, açúcar e bioenergia.
Para liderar os negócios de distribuição de combustíveis e lubrificantes, foi indicado Lorival Nogueira Luz. Já Geovane Dilkin Consul foi indicado para liderar as operações de etanol, açúcar e bioenergia.
Após a conclusão do plano de recuperação extrajudicial, as duas empresas serão segregadas em companhias abertas, independentes e listadas em bolsa.
— O trabalho realizado até aqui é fruto da construção conjunta entre todas as partes interessadas e também da disciplina no cumprimento de todos os compromissos assumidos ao longo do processo de reestruturação da companhia. A eleição dos novos conselheiros e a indicação antecipada dos líderes das futuras empresas segregadas trazem previsibilidade e garantem a continuidade da execução do nosso plano de transformação operacional e financeira — afirma Nelson Gomes, CEO da Raízen S.A.
Acionistas da Raízen aprovam plano que prevê divisão da companhia em duas empresas
