Na próxima segunda-feira (29), em Houston, o Brasil enfrentará o Japão na abertura do mata-mata da Copa do Mundo 2026. Os asiáticos seguraram a vice-liderança do grupo E após empatar por 1 a 1 com a Suécia, e caíram na chave dos brasileiros, que ontem garantiram a ponta do grupo C com a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia. O adversário é frequente para a seleção, e historicamente pode ser considerado um freguês, mas o ciclo que trouxe as duas equipes até a segunda fase do Mundial sugere equilíbrio.
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Em 14 jogos entre as seleções, o Brasil leva ampla vantagem no retrospecto, com 11 vitórias e dois empates, incluindo uma goleada por 4 a 1 na fase de grupos do Mundial de 2006. Por sua vez, o Japão tem um único triunfo, mas que aconteceu justamente no último encontro, o amistoso disputado em outubro do ano passado.
Melhores momentos de Japão x Suécia
Na partida disputada em Tóquio, o Brasil em seus primeiros meses sob o comando de Carlo Ancelotti abriu 2 a 0, com gols de Paulo Henrique e Gabriel Martinelli, mas viu os asiáticos fazerem grande segundo tempo e virarem em cerca de 20 minutos. Na primeira etapa, a equipe chamou atenção por encontrar equilíbrio e soluções para entrar na fechada defesa adversária. Depois, porém, sofreu um apagão marcado por falhas individuais e foi incapaz de ser competitiva.
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O resultado deixou lições a serem revisitadas pela seleção canarinho, e mostrou um adversário com uma geração talentosa que anseia por deixar o posto de coadjuvante.
A seleção nipônica é treinada por Hajime Moriyasu desde 2018, período no qual passou por traumas no âmbito continental e mundial, mas evoluiu como um coletivo de muita intensidade, organização nos movimentos e insistência. A grande chave da equipe é fazer a pressão alta e surpreender com jogadas rápidas no campo de ataque. Este é o principal ponto de atenção para o Brasil, que já sofreu com esta situação em jogos recentes, como no amistoso contra o Egito.
Defensivamente, o Japão sabe como encaixotar o adversário, principalmente por atuar com uma linha de três zagueiros e dois alas — estes últimos fundamentais para dar equilíbrio ao esquema. A Holanda sofreu para furar este bloqueio na estreia das equipes, um empate por 2 a 2 que os asiáticos buscaram no apagar das luzes, em um gol de cabeça. Por sinal, a defesa aérea é o principal ponto fraco do time.
Mesmo assim, a qualidade coletiva vem conseguindo se sobrepor aos desfalques individuais de peso. Por questões físicas, Moriyasu não pôde convocar o ponta Kaoru Mitoma e o meia Takumi Minamino. Recentemente, o volante e capitão Wataru Endo também precisou ser cortado. O grande destaque passou a ser o atacante Ayase Ueda, autor de dois gols na goleada por 4 a 0 sobre a Tunísia, na segunda rodada.
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O Japão vem em grande forma e está invicto há dez jogos, tendo perdido por último para os Estados Unidos, em amistoso disputado em setembro de 2025. Desde então, foram sete vitórias e três empates, incluindo não apenas o triunfo contra o Brasil, mas também contra a Inglaterra, em Wembley, em março deste ano.
Dentro desta Copa, os japoneses caíram em um grupo bem competitivo, mas foram capazes de passar nos testes diante de Holanda e Suécia e fazer jus às expectativas em um primeiro momento. Resta observar qual será o teto para este time.
O confronto contra o Brasil ficou próximo de acontecer nas últimas duas Copas do Mundo. Em 2018, o Japão acabou eliminado nas oitavas de final pela Bélgica, que tirou os brasileiros nas quartas. Já em 2022, após liderar o grupo da morte com vitórias sobre Espanha e Alemanha, caiu novamente nas oitavas para a Croácia, também algoz da seleção canarinho.

