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Agentes de imigração dos EUA deram relatos distorcidos para sustentar prisões em protestos em Los Angeles, diz jornal

BRCOM by BRCOM
julho 28, 2025
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Fuzileiros navais e membros da Guarda Nacional em frente à entrada do Centro de Detenção Metropolitano em Los Angeles, durante um protesto realizado em 4 de julho — Foto: Étienne Laurent / AFP
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Segundo a reportagem, o Departamento de Justiça chegou a acusar ao menos 26 pessoas por crimes como “agressão” e “obstrução” de agentes federais, além de outros crimes durante os protestos contra operações de imigração, mas teve de arquivar ao menos oito desses casos devido a inconsistências nas provas e nos relatos dos agentes. Em pelo menos três desses processos, os réus foram acusados injustamente de interferir em batidas de imigração em Los Angeles.

Além disso, de acordo com a apuração do jornal britânico, dos nove primeiros casos de agressão e obstrução movidos pelo departamento após os protestos, sete foram rapidamente descartados. As acusações haviam sido impulsionadas pela secretária de Justiça Pam Bondi, mas a falta de base factual nas denúncias levou ao abandono da maioria delas.

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Fuzileiros navais e membros da Guarda Nacional em frente à entrada do Centro de Detenção Metropolitano em Los Angeles, durante um protesto realizado em 4 de julho — Foto: Étienne Laurent / AFP

Vídeos analisados também mostraram que agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) distorceram os acontecimentos em seus relatos. Em um exemplo citado pelo Guardian, um agente afirmou que um manifestante empurrou um policial durante os protestos, quando as imagens mostravam o contrário. Em outro caso, um dos réus foi incorretamente identificado.

As falhas representam um constrangimento para o procurador federal da Califórnia do Sul, Bill Essayli, nomeado pelo presidente Donald Trump, além de indicarem graves falhas no sistema judicial, segundo ex-promotores federais que comentaram ao Guardian sobre o assunto.

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— Quando vejo crimes graves serem rejeitados, isso me diz que ou os agentes federais apresentaram declarações que não são verdadeiras e que foram descobertas, ou os procuradores dos EUA que analisam os casos perceberam que as evidências não sustentam as acusações — disse Cristine Soto DeBerry, ex-promotora estadual da Califórnia que agora é diretora da Prosecutors Alliance Action, um grupo de reforma da justiça criminal.

Policiais prendem um homem durante toque de recolher no centro de Los Angeles — Foto: RINGO CHIU / AFP
Policiais prendem um homem durante toque de recolher no centro de Los Angeles — Foto: RINGO CHIU / AFP

A ex-promotora destacou ainda que esse procedimento é incomum para o Departamento de Justiça, o que levanta suspeitas sobre a intenção de “apenas deter manifestantes e incutir o medo”.

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Apesar dos arquivamentos, a reportagem afirma que ainda há pelo menos 18 processos ativos contra os manifestantes de Los Angeles, abrangendo acusações variadas, como cuspir em policiais, lançar pedras e coquetéis molotov, apontar lasers para helicópteros e distribuir máscaras de gás durante os protestos.

Em seis das absolvições por crimes graves analisadas, o departamento apresentou novamente acusações de menor gravidade contra os réus. Entretanto, mesmo com as absolvições, os impactos foram duradouros, já que todos os manifestantes afetados passaram um tempo na prisão antes que os casos fossem encerrados.

Os protestos em Los Angeles em junho foram motivados por operações das autoridades migratórias para prender imigrantes em situação irregular na cidade. Nas ruas, houve episódios de violência e enfrentamento entre os agentes federais e manifestantes, além de depredação de carros e prédios públicos.

Em resposta, Trump enviou milhares de tropas da Guarda Nacional da Califórnia e centenas de fuzileiros navais à cidade californiana, uma medida à qual se opuseram as lideranças da cidade e o governador democrata da Califórnia, Gavin Newsom, apontado como um potencial candidato à sucessão de Trump.

Los Angeles é uma das chamadas “cidades-santuário” dos EUA, com centenas de milhares de imigrantes em situação irregular, e está na mira do governo Trump desde que o republicano voltou ao poder em janeiro. A ocasião foi a primeira vez desde 1965 que um presidente americano mobilizou a Guarda Nacional contra a vontade do governador de estado.

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