Uma escultura em homenagem à vereadora, ativista e socióloga Marielle Franco, assassinada em 2018, foi inaugurada no campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) nesta segunda-feira (28). Assinada pelo artista contemporâneo Paulo Nazareth, a obra tem 12 metros de altura, é feita de madeira, metal e alumínio e integra a série “Corte Seco”, dedicada a personalidades negras. A cerimônia ocorreu um dia após à data em que a parlamentar completaria 46 anos. “Corte Seco — Marielle Franco” ocupará a instituição por doze meses.
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Nas redes sociais, a filha da vereadora, Luyara Franco, que se formou em Educação Física na universidade e é a atual diretora executiva do Instituto Marielle Franco, comemorou a homenagem e o legado de sua mãe.
“Te celebro todos os dias, minha mãe! Ontem, você completaria 46 anos, e, hoje, inauguramos essa escultura gigante — como você sempre foi, como sempre será. Inaugurar essa escultura na Uerj, onde me formei e me fortaleci, é uma forma de eternizar sua presença, luta e seu legado. Minha mãe vive em cada flor que floresce da dor, em cada mulher preta que ocupa espaços de poder, em cada passo que damos na direção da justiça. Que sua imagem nesse espaço de formação, minha mãe, inspire coragem, amor e ação”, escreveu.
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A escultura de Marielle Franco, instalada na área externa do campus, nos jardins entre os blocos A e B, foi confeccionada para a 34ª Bienal de São Paulo, em 2021, e hoje compõe o Acervo Marielle Franco, mantido pelo Instituto Marielle Franco. A série “Corte Seco” tem ainda peças que retratam personalidades como a historiadora Beatriz Nascimento, o escritor e político Carlos Marighella e o marinheiro João Cândido Felisberto, o “Almirante Negro”, líder da Revolta da Chibata, movimento por melhores condições de trabalho da categoria e contra a punição com chibatadas.
A cerimônia contou ainda com a presença da mãe e do pai de Marielle — Marinete da Silva e Antônio Francisco da Silva — e da reitora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva.
— Para nós, significa muito ter essa escultura aqui. Marielle lutou para que todos tivessem direito à educação, saúde e moradia. E a Uerj, como universidade pública, gratuita, a primeira das cotas, tem que seguir nesse caminho — destacou Gulnar.